Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Em Nossa Marcha



A estrada por onde transitamos, hoje, é nossa via de crescimento espiritual e nos levará a entender melhor a vida, no contato com as múltiplas situações que contribuirão com o nosso potencial de progresso. Mesmo os caminhos inadequados que tomamos, porém, com a probabilidade do engano, modelando-nos de tal forma que pudéssemos encontrar, um dia, a perfeição. Permite, portanto, que as almas escolham seu roteiro, de acordo com o livre-arbítrio. Assim, as inúmeras dificuldades que surgem durante a jornada de cada criatura representam oportunidades de auto-análise, que farão com que o homem se revele nas fragilidades e deficiências de seu espírito aprendiz, se conheça e se avalie, de acordo com as suas reais capacidades de luta e resignação, no enfrentamento das barreiras necessárias ao aperfeiçoamento.

Dessa forma, na justa sucessão de espaço e tempo, de acordo com o nosso grau evolutivo, recebemos do Criador em forma de “senso de rumo certo”, as rotas necessárias à ampliação de nossos sentimentos e conhecimentos. A escolha, entretanto, é nossa.

Aceitemos, portanto, sem condenação, todas as sendas que percorremos. Todas são válidas, se lhes aproveitarmos os elementos educativos, pois nos darão sabedoria para outros caminhos mais felizes. E, aí, as Leis de Deus se cumprem com exatidão e segurança porque, enquanto mergulhados na carne ou fora dela em nossa marcha, a vida nos chama, o trabalho apela para nós, abençoa-nos a luz do conhecimento. Mas, quase sempre, permanecemos indecisos, sem coragem de marchar para a realização elevada que nos cabe atingir. E quando surge a oportunidade de nosso encontro espiritual com Cristo, aí sim, raramente sabemos pedir sensatamente.

Na atualidade, muitos companheiros invocam a cooperação direta de Jesus, e o socorro vem sempre, pois o Mestre Divino sabe muito bem da nossa capacidade espiritual e sempre suaviza os nossos caminhos, porque é infinita a misericórdia celeste. Todavia, vencida a dificuldade, retornam esses mesmos companheiros aos velhos caminhos. Portanto, não há outra saída. Novos obstáculos sobrevirão até que a criatura aprenda a dominar-se, educar-se e vencer, serenamente, as lições recebidas.

É oportuno lembrar que não é preciso comparecer diante do Mestre com volumosa bagagem de rogativas para a cura de nossos males. Basta que lhe peçamos o dom de ver com os olhos da alma, com a exata compreensão das particularidades do caminho evolutivo. Que nos faça enxergar todos os fenômenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça, porque Ele mesmo disse: “Eu vim a este mundo para um juízo, a fim de que os que não vêem, vejam, e os que vêem se tornem cegos”. (João, IX- 1,41.)

A cura dos males não é somente o restabelecimento do equilíbrio orgânico das pessoas, devolvendo aos paralíticos os movimentos das pernas e braços. Não é somente fazer ver aos cegos. É, também, libertar almas que estão presas no cárcere da carne, pois o corpo é uma roupa da alma que, em muitos casos, já aparece rota e com vários remendos.

Importa esclarecer que ninguém cura ninguém. No entanto, essa realidade só poderá ficar totalmente em evidência em um futuro ainda distante, embora, na atualidade, já existam sinais de abertura neste sentido. A verdadeira cura, o restabelecimento completo da alma e do corpo, vem da fonte inesgotável do Espírito que não foi feito enfermo, mas com perfeita saúde. Aquele, pois, que quiser ser um terapeuta em nome da caridade, ao curar os corpos, não se esquecer das almas, propiciando a elas meios de autoconhecimento. Porém, antes de pretender curar os outros, devemos iniciar a cura de nós mesmos, com esforço próprio, na feição de disciplina e educação de costumes antigos, que o progresso já não aceita mais.

Quando abraçamos a tarefa espírita-cristã, sedentos de vida superior, lembremo-nos de que Jesus nos enviou o coração renovado ao casto campo do mundo para servi-Lo. Ensinemos, não só o bom caminho, mas, sobretudo, ajamos de acordo com os princípios elevados que apregoamos, ditando diretrizes nobres para os outros, e, principalmente, marchemos dentro delas, semeando alegrias e bênçãos, perdoando, compreendendo o ofensor, e ajudando-o a reerguer-se, ainda mesmo quando incompreendido.

Dessa forma, se nos dispomos a aproveitar a lição do Mestre Divino, afeiçoando a nossa própria vida aos Seus ensinamentos, abandonemos a pressa e esqueçamos o desânimo.

Avancemos, sem vacilação, servindo infatigavelmente. Não importa, nessa peregrinação incansável, que a nossa conquista surja triunfante, hoje ou amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida, em nossa marcha, se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.


Bibliografia:
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 2ª edição. São Paulo, 1990; Capítulo XXV- item 5;
MAIA, João Nunes, pelo Espírito Shaolin. Ave Luz. 3ª edição. Editora Espírita Cristã Fonte Viva. Belo Horizonte, 1986;
ESPÍRITO SANTO, Francisco do, pelo Espírito Hammed. Renovando Atitudes. 24ª edição. Boa Nova Editora. Catanduva, 1997;
XAVIER, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel. Caminho, Verdade e Vida. 25ª edição. Rio de Janeiro, 2005;
XAVIER, Francisco Cândido, pelo Espírito de Emmanuel. Fonte Viva. 20ª edição. Rio de Janeiro, 1995.

Por Maria Margarida F. Moreira

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