Na Umbanda não há preconceitos nem orgulho. Aprendemos com quem mais sabe e ensinamos aqueles que sabem menos.
Fé Racional
"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)
A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.
Leonardo da Vinci, que era um iniciado, decidiu imortalizar através da pintura toda a
simbologia astrológica e numerológica contida nos ensinamentos do cristianismo
esotérico, deixando este registro no quadro A Última Ceia, onde cada um dos 12
apóstolos corresponde a cada um dos doze signos astrológicos. Ele
esquematizou a disposição dos apóstolos de acordo com a posição astronômica, da
direita para a esquerda de quem vê o quadro.
Portanto, quem está na cabeceira da mesa é Simão, que corresponde
ao signo de Áries. Signo de fogo e de ação, Simão indica com as mãos a
direção a tomar. Áries rege a cabeça na anatomia astrológica, e a testa de
Simão é bem realçada na pintura. Sua prontidão ariana também é mostrada pelas
mãos desembaraçadas, para agirem conforme a vontade e coragem cardeal
de Áries.
Ao seu lado, está Judas Tadeu, o Taurino. Seu semblante é
sereno enquanto escuta Simão (Áries/cérebro) vai digerindo lentamente suas
impressões, acolhendo-as com uma das mãos, revelando a possessividade de Touro
(que é terra/receptivo). No corpo humano, Touro rege o pescoço e a garganta, e
o de Judas Tadeu está bem destacado.
Mateus vem em
seguida, correspondendo à Gêmeos, signo duplo que necessita de interação
com as pessoas e de colher informações. Mateus tem as mãos dispostas para um
lado e o rosto para o outro, revelando a dinâmica geminiana de querer falar e
ouvir à todos ao mesmo tempo.
Mateus era repórter e historiador da vida de Jesus, e Gêmeos rege a casa III,
setor de comunicação e conhecimento.
Logo após está Filipe, o Canceriano. Suas mãos em direção
ao peito mostram a tendência canceriana para acolher, proteger e cuidar das
coisas. Regido pela Lua, Câncer trabalha com o sentir; Filipe está inclinado,
como se estivesse se oferecendo para alguma tarefa.
Ao seu lado está Tiago Menor, o Leonino, de braços abertos,
revelando nesse gesto largo o poder de irradiar amor (Leão rege o coração e o
chacra cardíaco), ele se impõe nesse gesto confiante, centralizando atenções.
Atrás dele, quase que escondido, está Tomé, o Virginiano,
que, apesar de modesto, não deixa de expressar o lado crítico e inquisitivo de
Virgem com o dedo em riste ele contesta diante de Cristo; foi Tomé quem quis o
ver para crer.
Libra é
simbolizado por João, o discípulo amado de Jesus. Com as mãos
entrelaçadas, ele pondera e considera todas as opiniões antes de tomar posições
- Libra rege a casa VII, é o setor do outro e isso requer imparcialidade e
diplomacia.
Ao seu lado, está Judas Iscariotes, representando Escorpião.
Com uma das mãos ele segura um saco de dinheiro, pois era o organizador das
finanças da comunidade dos apóstolos (Escorpião rege a casa VIII, que trata dos
bens e valores dos outros) e com a outra mão ele bate na mesa, protestando.
Sagitário é
representado por Pedro, o Pescador de Almas. Foi ele quem fez o dogma e
instituiu a lei da Igreja. Sagitário rege a casa IX, setor das leis, religiões
e filosofia. Seu dedo aponta para Jesus a meta de Sagitário é espiritual
e na outra mão ele segura uma faca, representando o lado instintivo nos
homens. Ele se eleva entre outros dois apóstolos, trazendo esclarecimentos
(luz) à discussão.
Ao seu lado está André, que representa Capricórnio.
Conhecedor das responsabilidades, com seu gesto restritivo impõe limites. Seu
rosto magro e ossos salientes revelam o biotipo capricorniano. Seus cabelos e
barbas brancas e seu semblante sério mostram a relação de Capricórnio com o
tempo e a sabedoria. Os temores de André são apaziguados por;
Tiago Maior, Aquariano,
que debruça uma de suas mãos sobre seus ombros, num gesto amigável, enquanto a
outra se estende aos demais. Ele visualiza o conjunto, percebendo ali o
trabalho em grupo liderado pelo Mestre. Aquário rege a casa XI, que é o setor
dos grupos, amigos e esperanças.
O último da mesa é Bartolomeu, que representa Peixes. Seus
pés estão em destaque (que são regidos por Peixes na anatomia astrológica). Ele
parece absorvido pelo que acontece à mesa, e, com as mãos apoiadas, quase
debruçado, revela devoção envolvido pelo clima desse último encontro entre os
apóstolos e Jesus Cristo, já que numa determinada hora as coisas ficaram um
pouco confusas, pois Jesus revelou que "a mão do que me trai está comigo à
mesa".
É impressionante como surgiram entre os
umbandistas tantas pessoas que conseguiram torcer as palavras do Caboclo das
Sete Encruzilhadas!!! Ficamos tristes quando vemos espalhados pelo Brasil os
mesmos vendilhões da época de Jesus. Ficamos tristes ainda quando vemos
tentativas humanas para anularem o papel missionário que Jesus exerceu na
Terra. "Jesus foi apenas um revolucionário", dizem esses. "Jesus
não falava do mundo espiritual, era material mesmo", afirmam outros.
Independente do que fazem em torno do nome de Jesus, ficamos tristes e
decepcionados com o desrespeito ao Caboclo das Sete Encruzilhadas e suas palavras
de ordem para a Umbanda.
Oras, foi esse Caboclo, valente e humilde, quem
determinou as bases da Umbanda! Foi Ele quem disse: "NÃO HAVERÁ COBRANÇAS
PELA CARIDADE"! Na Umbanda os Espíritos irão baixar nos terreiros para a
prática da caridade pura e desprovida de interesses (monetários ou não). Porém,
exatamente como ele previu quando disse que o "vil metal" (dinheiro,
para quem não sabe) iria macular a Umbanda, manchar sua bandeira de caridade,
rasgar o testamento dos Caboclos e Pretos Velhos e queimar o Amor entre os
irmãos, está acontecendo de forma escancarada e NINGUÉM faz nada para impedir
isso!
Estão comercializando os dons divinos, NÃO HUMANOS,
como se fossem propriedade particular!
Vende-se as palavras de um Preto Velho, como se
fossem tirinhas de um jornal!
Cobra-se hoje para socorrer os desesperançados e
os que nada têm para dar!
Em nome de uma suposta entrega abnegada ao
"serviço espiritual", estipulam preços e valores por um trabalho que
nem os próprios "trabalhadores" dão garantia. Quando o dão, não
deixam nada assinado para posterior cobrança judicial! Já que é espiritual, não
se pode assinar papéis de garantia de devolução do dinheiro cobrado, não é
mesmo?
Ora, se realizam cobranças e recebem DINHEIRO por
serviços prestados em nome de Deus, então por quê não dão recibos e notas
fiscais? Por quê não recolhem os impostos como todo bom comerciante? Por quê
não fazem declaração de renda para o Leão, como todo correto contribuinte faz?
Se querem cobrar, que assim o façam! Mas NÃO em
nome da Umbanda!!! Criem outra religião! Inventem outro nome pro seus credos!
Não copiem o nome sagrado da religião que veio à Terra para revelar de GRAÇA os
Espíritos de Luz! Dêem outra denominação para suas Casas: URUBANDA!
DINHEIBANDA! MOEBANDA! DOISBANDA! Ou outro nome que possa desvincular qualquer
mácula das Casas genuinamente umbandistas.
Não somos contra as ofertas voluntárias!
Não somos quem deseja contribuir para o bem comum
das Casas!
Mas daí, aproveitar para estipular um valor para
atendimento. .. Vai uma distância muito grande. Quilométrica!
E é por causa desse estado de coisas que surge no cenário umbandista brasileiro
a Campanha: Umbanda Pura é Caridade!, movida por um Grupo de umbandistas que
pretende levar adiante a luta pela pureza dos trabalhos espirituais na Umbanda.
Tal como preconizou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma Umbanda Pura, sem a
mácula do ganho material. A Umbanda da Caridade!
Junte-se a esse Grupo! Seja também mais um que vai
levantar a bandeira branca da Umbanda.
Salve a
Caridade, Salve o Amor, Salve o Caboclo das Sete encruzilhadas, Salve Umbanda!
Em geral, o espírito comunicante senta-se junto ao médium, enlaça-o com o
braço esquerdo e, com o direito, cobre-lhe o cérebro acionando-lhe o campo da
memória perispiritual, a fim de lograr maior acervo e recursos na tradução dos
seus pensamentos. Sem dúvida, ele tudo faz para evitar as imersões do
subconsciente do médium, pois deste modo, a sua mensagem ficaria algo truncada
ou perturbada nos momentos de maior ressalte espiritual. Aliás, o espírito
comunicante procura sintonizar a sua luz mental irradiada da epífise
perispiritual, com a luz mental que também aflora da epífise física do médium.
Ele procura efetuar uma combinação, a mais lúcida possível ou homogênea,
a fim de facilitar ao médium transmitir com suas próprias palavras as idéias
que ventila no contato perispiritual.
No caso da psicografia o plexo braquial do médium é o ponto visado pelo
espírito comunicante, pois quanto mais ele puder agir livremente por esse
centro nervoso, mais lúcida e nítida também é a sua mensagem espiritual
psicografada.
Queridos irmãos, me vieram algumas questões sobre
o que é a firmeza de cabeça, como firmar a cabeça para facilitar a incorporação
e trazer um mentor mais firme ao corpo.
Primeiramente sei que o que irei postar aqui será
extremamente polêmico, mas acho de extrema importância ressaltar para que o médium
não busque o impossível.
Muitos médiuns se preocupam porque na sua
incorporação eles conseguem ver ou ouvir tudo ou quase tudo, e que o seu
sacerdote ou seu amigo não lembra de absolutamente nada, gostaria de enfatizar
que isso não passa de uma falácia, uma vez o Sr. Chico Preto me disse:
“Mais vale a firmeza do médium ao seu nível de consciência
durante a comunicação (Incorporação)”.
Eu sou umbandista há praticamente 13 anos, e há 8
anos estudo a Umbanda, visitando templos de prática umbandista, e afirmo com
toda veemência, se já existiu incorporação inconsciente, eu nunca presenciei.
Mesmo os iogues que dedicam grande parte da sua vida, chegando até a 12h de
prática diária não conseguem desligar-se completamente do plano terreno, quem
dirá nos umbandistas que praticamos a incorporação durante 4, 5 horas no máximo
3x por semana?
Podem observar em muitos dos meus posts, onde
relato minha total ou parcial visão durante a incorporação, e asseguro-lhes que
isso não impede e nem denigre meu trabalho, pelo contrário, ainda sou agraciado
por certas experiências que nunca teria estando sozinho, o melhor disso tudo?
Consigo ver gradativamente a melhora daqueles que solicitam a cura ou outras
solicitações às entidades.
Portanto, não se prendam a firmar, firmar e firmar
achando que somente a incorporação inconsciente é satisfatória e eficaz, muito
pelo contrário, seria um processo extremamente caótico, você simplesmente doar
seu corpo e o mentor fazer o resto, portanto, como relatei em meus posts: Médium
burro = Entidade burra. Ela utilizará de seus recursos mentais, mediúnicos e
físicos para amparar o consulente, portanto, é de sua obrigação possuir uma
conduta ilibada para os trabalhos, aí já começa o seu trabalho de firmeza: Sua
conduta fora do terreiro.
Só para concluir sobre a incorporação, não busque
a inconsciência, busque a evolução, o sincronismo energético e vibratório entre
você e sua entidade, conheci um médium consciente e nele ocorreu as minhas
melhores consultas e nele também presenciei as mais fantásticas obras de cura.
Quanto mais ligado você estiver com sua entidade,
melhor a eficácia dos trabalhos.
Agora voltando ao escopo do assunto, sobre o que é
firmar e como firmar a cabeça.
Firmar a cabeça é o ato de dirigir a concentração
ao ato de comunicação com sua entidade, seja incorporação, audição ou visão, é
o ato de livrar a mente, meditar e concentrar na vibração da entidade.
O Ato de firmar a cabeça não tem uma receita ou
uma maneira correta, porque ela é extremamente pessoal, mas existem algumas
alternativas que propiciam uma melhora significativa na incorporação. E como se
trata de fazer com que a energia tenha um sincronismo consistente para que
facilite o trabalho da mediunidade proporcionando maior eficácia nos trabalhos,
nada melhor do que pensarmos nos próprios protagonistas da situação: Os guias.
Segue abaixo algumas dicas para quem quiser
praticar, já vi muita eficiência nos métodos que ilustrarei abaixo porque são
métodos que transmiti aos filhos da casa:
- Depende de como funciona a casa do médium, se os
trabalhos forem realizados aos sábados, o que acha de solicitar ao seu
sacerdote, para passar o dia deitado em jejum até o almoço, após almoçar,
voltar e ficar deitado em frente ao altar? Já que seus mentores estão
familiarizados com a vibração da casa, nada melhor que você também se adequar a
essa vibração, dedicando esse tempo à evocação de suas entidades, realizar
pedidos e agradecimentos aos seus orixás, acender velas para os mais afins. Com
esse método, que por acaso, realizava-o constantemente, comecei a adquirir
maior vidência e a faculdade auditiva;
- Antes de dormir, que tal dedicar 10 minutos
trazendo para perto seu caboclo, preto-velho ou o seu guia de firmeza (Aquele
que vem com maior freqüência ou que se sente melhor em sua matéria para
conversar)? Acender uma vela para o anjo da guarda é uma ótima pedida;
- Antes de começar os trabalhos, é natural ficar
aquele bate-papo com os irmãos para saber como foi a semana. Não seria melhor
você ficar quietinho no seu canto, acender uma vela pro seu orixá, pro seu guia
e ali visualizar (Isso mesmo, utilize fundamentos do filme “O Segredo” porque
são fundamentos de mais de 5000 anos já contidos nos Vedas, a escritura mais
antiga do Mundo, na Índia) as graças que ele poderá realizar com a sua
mediunidade firme;
- Estude pouco fundamentos, não procure ficar
lendo livros infundados, nem meu blog pra ser sincero [risos], os seus guias te
fornecerão o conhecimento necessário, eles saberão com que forma o seu corpo e
sua vibração trabalha melhor, a maioria dos seus guias vieram da mesma
colônia ou escola espiritual que você, é muito melhor acreditar neles do que em
qualquer outra pessoa, acenda vela, faça pedidos, peça ensinamentos, e eles
virão através da sua intuição, pode ter certeza;
- Sinta a exaltação, você dedicando esse tempo a
eles, você começará a sentir certas coisas, como dar um grito de guerra do
caboclo, um ponto de Umbanda que você fixou na mente, uma alegria inexplicável,
são indícios que seu trabalho começará a render bons frutos;
- Seja persistente, acredite em você, você com a
união deles não terá limites, você poderá começar a realizar graças até mesmo
desincorporado, a união vibratória será tanta, que você também herdará algumas
faculdades deles, seja a cura, a consulta, a visão.
O caminho não é fácil, como tudo na vida, requer
dedicação, tempo e amor, mas asseguro-lhes com toda certeza, o resultado é
inenarrável, é maravilhoso, você começará a ter amizade com eles, sentirá,
ouvirá, é maravilhosa a sensação. Esforce-se, o hinduísmo diz que para todas as
práticas, temos que ter as três ações: Paciência, Prudência e Perseverança.
Isso também ocorre na prática umbandista.
Lembre-se, a Umbanda é uma troca, de tempo,
energia caridade, quanto mais preparado estiver em sua comunhão com o Mundo
Espiritual, maior a Força que terá para continuar realizando o trabalho. E
lembrem-se sempre, a limitação está sempre na cabeça de vocês!
“... Olho para direita e vejo: não há
ninguém que cuide de mim. Não existe para mim um refúgio ninguém que se
interesse pela minha vida, eu vos chamo Senhor, vós sois meu refúgio, sois meu
quinhão na terra dos vivos. Atendei o meu clamor...” (Salmo 141, 5-7)
Montpellier, na França, foi no ano de 1295,
cenário e berço do nascimento de um de seus mais ilustres filhos; Roque! O
nobre Fidalgo João e sua esposa Libéria, aguardavam com ansiedade a chegada
dessa criança, era afinal, uma benção desejada.
Roque foi levado a pia Batismal, já nos primeiros
dias de vida; sua mãe Libéria, era mulher virtuosa, mulher de fé e piedosa, que
via naquele frágil bebê, um sinal de amor de Deus.
O pequeno Roque teve uma educação primorosa,
estudou nos melhores colégios e herdou de sua mãe os mais vivos sentimentos de
fé, e vida de oração.
Quando completou vinte anos, foi duramente provado
com a morte repentina de seus pais, vendo-se sozinho e com uma herança
invejável, sentiu em seu coração um forte apelo ao despojamento. Dispos de
todos os seus bens móveis em favor dos mais necessitados e os imóveis foram
entregues aos cuidados de seu tio; Roque em condições de pobre peregrino,
dirigiu-se a Roma.
Quando Roque chegou a Aguapendente, na Toscana, um
terrível epidemia (Peste Negra) se alastrava, e nosso jovem peregrino
ofereceu-se prontamente para tratar dos doentes que lotavam as enfermarias dos
hospitais.
De Aguapendente seguiu para Caesena e Rimini, por
toda parte onde chegava o jovem Roque, via-se desaparecer a terrível epidemia,
como que a fugir do Santo.
Foi em Roma que a caridade de Roque achou um novo
campo de ação, dedicando-se durante 3 anos, ao tratamento dos pobres e
abandonados doentes. Depois voltou aos lugares onde já tinha estado, e seu zêlo
escolhia entre os mais doentes, mais abonados, sempre nutrindo o desejo ardente
de poder oferecer a Deus o sacrifício da vida.
Por vária vezes foi provado pela doença e em todas,
o Senhor conservou-lhe a vida, no que todos reconheceram uma especial proteção
Divina.
Na Itália, Roque conheceu o carisma franciscano e
fez votos na Ordem Terceira, como irmão penitente.
Restabelecidas as forças, Roque seguiu para
Piacenza, onde a Peste dizimava a população. Com uma abnegação, que lhe era
peculiar, dedicou-se ao serviço de enfermeiro no hospital, sendo também
atingido pelo terrível mal. Após um sono profundo, foi acometido duma febre
violenta e atormentado por uma dor fortíssima na perna esquerda, causando-lhe
uma terrivel chaga.
Roque aceitou a doença, como uma Graça Divina, as
dores chegaram, porém, a tal ponto que fizeram chorar e gritar continuamente.
Em pouco tempo, Roque, viu-se abandonado e
desprezado por todos, decidiu em seu coração, não se tornar um peso para
ninguém. Com muito custo arrastou-se até um bosque e lá acomodou-se em uma
cabana abandonada.
Confiando no Senhor e entregando-se a sua Divina
Providência, Roque experimentou o amor de Deus, que todos os dias enviava um
cão para alimentá-lo, trazendo um pão tirado da mesa do Fidalgo Gottardo.
Certa manhã Gottardo, observando as atitudes do
cão, resolveu segui-lo e qual não foi sua surpresa ao encontra-lo na choupana
em companhia de Roque. Assim todos descobriram o paradeiro do Santo.
Gottardo ficou algum tempo em companhia de Roque e
este, sentindo-se restabelecido de sua forças decidiu voltar para sua terra
natal.
A França, por aquele tempo, estava em guerra, e
assim se explica que Roque, lá chegando fosse tomado por espião.
O sofrimento e a dor tinham deixado marcas
significativas em seu rosto, em seu corpo, que até o próprio Tio, que era o
juiz da cidade, não o reconheceu e condenou-o à prisão.
Toda essa humilhação, Roque aceitou sem protesto
algum, e todas as injustiças sofridas, ofereceu por amor a Jesus e pela
conversão dos pecadores.
Por cinco anos permanceu encarcerado sem que
ninguém o reconhecesse foi acometido por uma grave e terminal enfermidade, lá
no cárcere recebeu os Santos Sacramentos.
Confessou sua identidade ao Sacerdote, exalava de
seu corpo um suave perfume de santidade que se espalhou por todo o presídio,
Roque com seus 32 anos, entregou sua santa alma ao Senhor humilde e silenciosamente,
era o ano de 1327.
(O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuido
foi a cura do seu carceireiro, que se chamava Justino e era manco de uma perna.
Ao tocar no corpo de Roque, para verificar se estaria morto realemente,
sentindo algo estranho percebeu sua perna milagrosamente curada).
Seu sepultamento, foi marcado por muitas honras e
grandes milagres, agora reconhecido com nobre filho de Montpelier. Tempos mais
tarde seus restos mortais foram transladados para Veneza, onde seus devotos lhe
erigiram um belo templo.
Assegura-se que por intercessão de São Roque,
muitas cidades foram poupadas da peste, entre elas Constança, na ocasião em que
dentro dos muros se lhe reunia o grande concílio, em 1414.
Para alcançar a vida eterna é necessária a prática
da virtude. Em São Roque temos o modelo de homem virtuoso de fato.
Os Santos são setas que nos indicam o caminho que
é Jesus, a verdade de Jesus e a vida que está em Jesus.
Oração
a São Roque
São Roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela
peste, embora também a tenhais contraído, daí-nos paciência no sofrimento e na
dor.
São Roque, protegei não só a mim, mas
também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas.
Enquanto eu estiver em condições de me
dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades,
aliviando um pouco o seu sofrimento.
São Roque, abençoai os médicos,
fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos da
doenças e do perigos. Amém.
Hoje é Dia do nosso Pai Obaluaê - Evolução
Evoluir
significa crescer, aprimorar, lapidar, transformar, crescer mentalmente, passar
de um estágio a outro, ascender em uma linha de vida de forma contínua e
estável. Significa uma renovação contínua do ser, uma reposição constante de
valores, deixando para trás conhecimentos ultrapassados, hábitos e costumes
inadequados, atitudes e posturas velhas e decadentes. Significa procurar
continuamente o movimento e a estabilidade em nossas vidas. Pai Obaluaê é o
orixá que desperta em cada um de nós a vontade irresistível de seguir adiante,
de alcançar um nível de vida superior, para chegar mais perto de Deus. Ele é o
orixá do bem estar, da busca de melhores dias, de melhores condições de vida,
de sabedoria e de razão. A evolução costuma
ser representada por uma espiral
ascendente de progresso, por onde todos nós caminhamos.
Podemos, por vezes, ficar parados em algum lugar dessa espiral, o que significa
uma perda de tempo precioso. Podemos até escorregar para trás - perda ainda
maior de tempo e trabalho- mas, continuamos sempre. Não há como escapar ao
processo evolutivo. A evolução é uma situação pessoal. Ninguém evolui no lugar
do outro ou pelo outro. E o mais importante é que ninguém evolui de forma
isolada; ninguém evolui sozinho. O próprio universo é um fantástico
entrelaçamento de forças e formas. Todos nós temos em nosso interior um
potencial de incrível poder transformador e, junto da evolução pessoal, devemos
desenvolver ações amorosas e engrandecedoras, apoiadas no sentimento do
verdadeiro perdão. Precisamos eliminar os bloqueios que atrapalham nossa
evolução, dedicando diariamente alguns minutos, para perdoar as pessoas que, de
alguma forma, nos ofenderam, prejudicaram, rejeitaram, odiaram, abandonaram,
traíram, ridicularizaram, humilharam, amedrontaram, iludiram ou causaram
dificuldades. É necessário perdoar, especialmente, aqueles que nos provocaram,
até que perdêssemos a paciência e reagíssemos violentamente, sentindo, depois,
vergonha, remorso e culpa. Sabemos que, por várias vezes, fomos responsáveis
pelas agressões recebidas, pois confiamos em pessoas negativas e permitimos que
elas descarregassem sobre nós o seu mau caráter. Outras vezes, suportamos maus
tratos e humilhações, perdendo tempo e energia na inútil tentativa de conseguir
um bom relacionamento com elas. Devemos, também, pedir perdão a todas as
pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, ofendemos,
injuriamos, prejudicamos ou desagradamos. Só assim poderemos estar livres da
necessidade compulsiva de sofrer e conviver com indivíduos e ambientes
doentios. Vamos, a partir de agora, sob o amparo de nosso pai Obaluaê, iniciar
uma nova etapa de nossas vidas, em companhia de pessoas amigas, sadias e
competentes, compartilhando sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso
e evolução de todos.
Salve
Pai Obaluaê, orixá do perdão, da cura, das passagens e de todas as transformações!
Obaluaê
é o orixá que atua na evolução dos seres. "Pai Olorum, que tudo cria e
tudo gera, criou as qualidades de estabilidade e evolução. Sem
estabilidade nada se sustenta e sem transmutação tudo fica parado. A
estabilidade proporciona o meio ideal para os seres viverem e na mobilidade são
gerados os recursos para que eles evoluam.
Pai
Obaluaê é a divindade que representa essa qualidade dupla, pois tanto
sustenta cada coisa no seu lugar como conduz cada uma a ele. Ele está no
próprio Universo, na sustentação dos astros e no movimento da mecânica celeste.
Sua irradiação, aceleradora da vida, dos níveis e dos processos genéticos,
desperta nos seres a vontade de seguir em frente e evoluir. Obaluaê é o Pai
que, juntamente com Mãe Nanã, sinaliza as passagens de um estágio de evolução a
outro. Ambos são orixás terra-água; têm magnetismo misto, pois na terra está a
estabilidade e na água a mobilidade. Enquanto Mãe Nanã decanta os espíritos que
irão reencarnar, Pai Obaluaê estabelece o cordão energético que une o espírito
ao corpo (feto) e reduz o corpo plasmático do espírito, até que fique do
tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Pai Obaluaê é o "Senhor
das Passagens" de um plano a outro, de uma dimensão a outra, do espírito
para a carne e vice-versa. É o orixá da cura, do bem-estar e da busca de
melhores condições de vida. Na Umbanda, esse Pai é evocado como senhor das
almas, dos meios aceleradores de sua evolução. Quando um ser natural de Obaluaê
baixa num médium e gira no Templo, todos sentem uma serenidade e um bem estar
imenso, pois ele traz em si a estabilidade, a calmaria e a vontade de avançar,
de ir para mais perto de Deus. Esse Pai rege a linha das almas ou corrente dos
pretos velhos, que traz a natureza medicinal de Obaluaê, orixá curador. Muitos
têm sido curados, após clamarem por sua interseção. Os pretos velhos nos
transmitem paz, confiança, esperança e bem-estar.Os pontos de forças regidos
por Pai Obaluaê, no acima, são os cemitérios ou campos santos, lugares sagrados
para os povos de todas as culturas. São os pontos de transição do espírito,
quando deixa a matéria e passa para o plano espiritual.
Fonte:
Manual Doutrinário, Ritualístico e
Comportamental Umbandista Lurdes de Campos Vieira (Coord.) – Madras Ed.
A festa de Nossa Senhora da Glória é a mesma festa
litúrgica da Assunção de Nossa Senhora, em que a Igreja celebra a glorificação
de Maria coroada como rainha do céu e da terra. Por isso, Nossa Senhora da
Glória é representada com uma coroa na cabeça, um cetro na mão e o Menino Jesus
nos braços.
A devoção a Nossa Senhora da Glória chegou ao
Brasil em 1503, trazida pelos primeiros colonos portugueses que aqui chegaram e
construíram a primeira igreja a ela dedicada em Porto Seguro, na Bahia. Nossa
Senhora da Glória é festejada em 15 de agosto.
Maria aparece pela ultima vez nos escritos do Novo
Testamento no primeiro capítulo nos Atos dos Apóstolos: ela está no meio dos
apóstolos, em oração no cenáculo, aguardando a descida do Espírito Santo. Esta
celebração foi decretada no Oriente no séc. VII com um decreto do imperador
bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormitio (significa passagem
para outra vida) foi introduzida também em Roma por um papa oriental, Sérgio I.
Mas passou-se um século antes que o termo Dormítio cedesse o lugar àquele mais
explícito de Assunção.
A
definição dogmática, pronunciada por Pio XII em 1950, declarando que Maria não
precisou aguardar como as outras criaturas, o fim dos tempos, para obter a
ressurreição corpória, quiseram pôr em evidência o caráter único da sua
santificação pessoal, pois o pecado nunca ofuscou, nem por um instante, o
brilho de sua alma. A união definitiva, espiritual e corporal do homem com
Cristo glorioso, é a fase final e eterna da redenção. Assim os santos, que já
tem a visão beatífica, estão se certo modo aguardando a plenitude final da
redenção, que em Maria já havia acontecido com a singular graça da preservação
do pecado.
Jesus
e Maria estão realmente associados na dor e no amor para espiarem a culpa dos
nossos progenitores. Maria é, portanto não só a Mãe do Redentor, mas também a
sua cooperadora, a ele intimamente unida na luta e na decisiva vitória. Essa
íntima união requer que também Maria triunfe como Jesus, não somente sobre o
pecado, mas também sobre a morte, os dois inimigos do gênero humano. Como a
redenção de Cristo tem a sua conclusão com a ressurreição do corpo, também a
vitória de Maria sobre o pecado, com a Imaculada Conceição, devia ser completa
com a vitória sobre a morte mediante a glorificação do corpo, com a Assunção,
pois a plenitude da salvação cristã é na participação do corpo na glória
celeste.
·
Sincretismo
da Nossa Senhora da Glória:
Iemanjá
·
Devoção
da Nossa Senhora da Glória:
Ela é gloriosamente recebida no céu, após sua dormição, tornando-se Rainha do
céu e da terra.
·
Data
Comemorativa:
15 de Agosto.
ORAÇÃO
Ó
Virgem Bem aventurada, louvada e querida de todos os Santos, rogai por mim,
pecador, ao vosso precioso Filho.
Estrela
dos Anjos, formosura dos Arcanjos e dos Santos Patriarcas, Santíssima Coroa dos
Mártires e das Virgens, ajudai-me, Senhora, naquela verdadeira hora da minha
morte para que possa ter ingresso minha alma em vossa preciosa morada.
Ó
Bem-aventurada protetora dos Cristãos. Virgem Santíssima, nas vossas mãos,
antes do sono eu entrego extenuado de fadiga, minha alma e que vosso santo
Filho me ampare com sua Santa Glória.
Livrai-me,
Mãe Santíssima, de meus inimigos, que eles tenham olhos e não me vejam.
Livrai-me da morte inesperada para que eu possa
morrer em tua Glória.
Mãe
Misericordiosa tem piedade de nós.
Amém.
Dia de Iemanjá na Umbanda
Vida é existência! Como somos seres espirituais, a vida é uma das vias
de evolução do espírito, que é eterno - imortal. A Mãe da Vida - criativa e
geradora - é a Divindade Iemanjá, criada e gerada pelo Divino Criador, Olorum,
para ser um princípio doador e amparador da vida. Ela atua com intensidade na
geração dos seres, das criaturas e das espécies. As características marcantes
da Divina Mãe Iemanjá são o amor maternal, a criatividade e a geração. Ela
simboliza o amparo, a maternidade que envolve os seres, amparando-os e
encaminhando-os diligentemente, protegendo-os até que tenham seus conscienciais
despertados, estando aptos a se guiar. A criatividade de Mãe Iemanjá torna os
seres, criaturas e espécies capazes de se adaptarem às condições e meios mais
adversos. geração irradia essa qualidade a tudo e a todos, concedendo-lhes a
condição de se fundirem, para se multiplicar e se repetir. Iemanjá é a amada
Mãe da Vida, pois gera vida em si mesma e sustenta o nascimento. Ela é a água
que vivifica os sentimentos e umidifica os seres, tornando-os fecundos na
criatividade (vida). Ela rege o mar, que é um santuário natural, um altar
aberto a todos. Por isso, é chamada "Rainha do Mar", para onde tudo é
levado, para ser purificado e depois devolvido. Água é vida. Somos regidos
pelas águas, pois tanto o nosso corpo como o nosso planeta são constituídos
predominantemente por água. A energia salina das Sete Águas Divinas de Mãe Iemanjá
cura enfermidades do espírito, queima larvas astrais resistentes e irradia
energias purificadoras para o nosso organismo. O mar é alimentador da vida e
irradiador de energias que purificam o planeta e o mantém imantado.Vida é
espiritualidade e espiritualização e, portanto, imortalidade. A carne é apenas
um meio para evoluirmos. A vida é a vivência das virtudes do espírito, na luz.
Iemanjá, nossa Mãe, Rainha do Mar, Senhora da Coroa estrelada, é a Orixá
Maior doadora da vida e dona do ponto de força da natureza, o Mar, santuário
aberto, onde tudo é levado para ser purificado e depois devolvido. Ela foi
gerada na qualidade criativa e geradora do Criador Olorum e é a criatividade e
a geração em si mesma. Iemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade,
o amparo materno, a mãe propriamente dita. Iemanjá é a água que nos dá a vida,
como uma força divina. O Planeta Terra é na verdade, o planeta água, porque se
constitui de três quartos de água. Quando não há água, não há vida, e sem vida
nada existe. Iemanjá, a Guardiã do Ponto de Força da Natureza, o Mar, é a Orixá
que tem um dos maiores santuários. As pessoas que vivem onde há muita água são
mais emotivas. Quem vive à beira-mar absorve uma irradiação marinha muito
forte. Isso o torna mais saudável, menos suscetível a doenças do que quem vive
distante do mar. A irradiação marinha, assim como a das matas, é purificadora
do nosso organismo. Do mar saem irradiações energéticas salinas que purificam o
planeta e energias magnéticas que imantam o globo terrestre, ou o mantém
imantado. O mar é um santuário, um altar aberto a todos e regido por nossa mãe Iemanjá,
a Rainha do Mar, onde tudo é levado para ser purificado e depois
devolvido. Iemanjá, nossa mãe geradora, a mãe da vida, é em si mesma a
qualidade criativa e geradora de Olorum. Ela não é uma deusa, mas é um
princípio criativo, doador da vida, que gera a criatividade e a irradia de
forma neutra a tudo que vive, dando-lhes a apacidade de se adaptar às condições
e meios mais adversos à vida. Também gera e irradia a qualidade
genésica,concedendo a tudo e a todos a condição de se fundir com coisas ou
seres afins para multiplicar-se e repetir-se.
A energia salina cura enfermidades do espírito, queima larvas astrais
resistentes, irradia energias purificadoras para o nosso organismo. O mar é o
melhor irradiador de energias cristalinas; suas águas são condutores naturais
de energias elementais, que são concretizações puras de energia. O mar é
alimentador da vida. Esta é uma ação permanente. O homem não pode alterá-la e
ela não depende do homem para existir ou atuar. É um princípio divino e, como
tal, age sobre tudo e todos. À beira-mar, sobre o mar e dentro do mar existe um
plano etéreo da vida que é habitado por muito mais seres que na face da terra.
A vida ali, atinge a casa das dezenas de bilhões de seres regidos pelo
“principio” Iemanjá. O ponto de força do mar, e sua Guardiã, não querem ser
vistos apenas como objetos para adoração mística. Querem não ser profanados por
aqueles que trazem todos os vícios humanos em seu íntimo. Essas pessoas maculam
o mar com aquilo que têm de pior. Por isso o mar é tão fechado em seus
mistérios maiores, revelando apenas seus mistérios menores e, assim mesmo,
parcialmente. É uma forma de defesa de seus princípios sagrados. Iemanjá é a
Mãe da vida e como tudo o que existe só existe porque foi gerado, então, ela
está na geração de tudo o que existe. Ela atua na geração dos seres, das
criaturas e das espécies. O amor maternal é uma característica marcante dessa
divindade, mas, se Iemanjá é uma mãe ciumenta dos seus filhos, também é uma mãe
que não perdoa o erro daqueles que vão até seu ponto de força na natureza, os
mares para fazer o mal. Olhem para o mar e começarão a descobrir os mistérios
da Natureza. Descobrindo o seu encanto e magia, irão conhecer o outro lado da
vida. Ao mar, alimentador da vida, se dirigem milhares de espíritos após o
desencarne, à procura de paz. Lá encontram um campo vasto para viver em Paz.
Simbolicamente, Mãe Iemanjá é representada com a estrela do mar, que é a
estrela da geração (vida).
Fonte: Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental
Umbandista Lurdes de Campos Vieira (Coord.) – Madras Ed.
Oração
‘Doce, meiga e querida Mãe Iemanjá. Vós permitiste
que no seio de vossa morada se formassem as primitivas formas de vida, que
foram o berço de toda a criação, de toda a natureza e de toda a humanidade,
aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.
Que os lampejos que emanam de vosso diáfano manto
de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os males,
curar aos doentes, apaziguar os nossos irmãos revoltados, consolar os corações
aflitos. Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado,
sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para vos ofertá-las sejam as
ondas do mar portadoras de vossos fluídos divinos. Fazei, Senhora Rainha das
Águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença
de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e malquerenças.
Que os nossos corpos, tocados por vossas águas
sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males materiais e
espirituais.
Que a primeira onda a nos tocar afaste
de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança; que a segunda lave
nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam as infâmias e
malquerença de nossos desafetos; que a terceira onda afaste a vaidade de nossos
corações; que a quarta lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas
para que, sadios, possamos prosseguir; que a quinta onda afaste de nossa mente
a ganância e a cobiça; que a sexta onda venha carregada de flores e que nosso
maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos
os homens; e que ao passar a sétima onda, nós , puros e limpos de mente, corpo
e alma, possamos ver, ainda que apenas por alguns segundos, o esplendor de
vossa radiosa imagem. É o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda.