Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vivos que dizem que Amam, mas abandonam os Mortos!



Todo mundo gosta de bater no peito e falar que não é controlado pela religião. Ser religioso virou tão e somente freqüentar um templo, obedecer os dogmas e pagar ofertas e dízimos. Quem não faz estas coisas, apenas por não fazê-las, acha que não tem sua vida orientada pela Igreja; mas não sabe que em tudo que faz, o que e como pensa, sente e se expressa, o que ama e o que odeia, foi criado pela própria religião que ela jura por Deus que não a domina. Em relação aos mortos pode-se perceber o quanto a religião domina com seus princípios todo o pensamento, emoção e postura de uma sociedade. Cheio de gente chorando e lamentando por quem já se foi, como se isso adiantasse alguma coisa, mas ninguém faz nada.
A religião diz “morreu, morreu” e que nada há mais a fazer para aqueles que já se foram. Criou em todo mundo esta apatia e omissão e passou-se a abandonar aqueles que já estiveram do lado de cá. Todo o pensamento religioso que tira do homem o poder e dá a Deus, e assim automaticamente aos sacerdotes, que são os atravessadores entre Deus e o homem, está impregnado no modo de vida das pessoas e elas ainda acham que não podem e não devem fazer nada quando alguém morre. Dizem que amam uma pessoa, mas quando esta morre, cruzam os braços, só choram, pensam que não podem fazer nada e não fazem nada. Enquanto isso, do lado de lá, a pessoa que tanto disseram que amam sofre.
A idéia de vida após a morte que as pessoas têm, que é baseado apenas em crenças, sejam religiosas ou não, vai criando ilusões, falsas verdades, mentiras que ao se deparar com a realidade chocam. As pessoas passam a vida toda acreditando em uma coisa, mas quando se deparam com aquilo, vêem que não é como pensaram, suas ilusões são colocadas à prova e aí surge o seu inferno particular. A pessoa que morre e ao se encontrar no outro plano começa a procurar céu, anjos e Jesus, vê que nada daquilo existe e fica vagando como um espírito errante; assim como todas as outras ilusões que cada um cria sobre a vida posterior, através de crenças mas que não obtiveram experiência prática alguma em vida, daí a importância de ser consciente em vida sobre o outro mundo pois a pessoa já saberá o que encontrará no outro plano quando morrer.
O materialismo também cria espíritos errantes que ao ingressar no mundo dos mortos passam a vagar desnorteadamente por aí, como verdadeiros loucos, sem saber o que fazer nem para onde ir. As pessoas pensam que materialismo é apenas o apego aos bens materiais, mas não é. É o apego à matéria, ao que é mente, ao que é e está no físico. Apegar-se é prender-se, o Amor também pode ser um apego, assim como as idéias, a personalidade e espírito. A pessoa morre sem estar apegado ao carro, mas está apegado a alguém; dá na mesma. Morre, vê o corpo caído e não consegue desvencilhar-se da realidade do plano físico. Não entende que sua família era apenas a família em uma vida e que o seu caminho continua, que as suas idéias não eram suas e que não fazem parte do que realmente é.
Existe também a natural transição entre o desenlaçar da vida que pode demorar um certo período de tempo, dependendo de cada um. Até a personalidade desfazer-se, o corpo astral desenlaçar-se e também desfazer-se, até a pessoa adquirir consciência de que tudo aquilo que era o seu mundo, seus bens, sua família, aquilo que amava, suas idéias, acabou, existe um tempo de grande turbulência para o espírito que precisa destruir em si a realidade anterior e adquirir a nova. Este tempo é logo após a morte e pode durar dias, meses ou até mesmos anos, que é o tempo em que o espírito está nas trevas da inconsciência e que os vivos deveriam ajudar, trazendo luz, ao invés de cruzar os braços e achar que nada podem fazer.
Em várias culturas em todos os tempos do mundo sempre houve a figura do guia do umbral, como Anúbis que leva o espírito até o tribunal de Osíris, o barqueiro grego e os anjos cristãos. Isso representa a consciência de que a transição é um momento delicado e que a pessoa precisa de ajuda, principalmente os inconscientes. Esta consciência vai ser adquirida uma hora ou outra, independente de ajuda, mas quanto mais estes espíritos forem ajudados mais rápido sairão de lá e vai muito da ajuda que cada vivo poderá dar. Os extremos é que devem ser evitados, da mesma forma que cruzar os braços e não fazer nada não adianta, ficar cultuando o morto com coisas materiais e espírito também não ajuda, já que prende ainda mais o espírito a este plano.
Guardar luto, ficar visitando túmulos, manter tristeza e seriedade não adianta nada. O morto está sozinho em um novo mundo, vai estar na escuridão, pois assim como estava cego para esta realidade em vida vai precisar aprender a ver do lado de lá, tudo vai ser trevas e escuridão e o espírito precisará de luz. É preciso que aqueles que dizem amar aquele que se foi tenham o mínimo de boa vontade, esforço e dedicação para tentarem tornar menos penosa possível a transição de um mundo para o outro desta pessoa. Isso pode ser feito com orações conscientes, com visualização de luz, clareza, consciência e bem-estar para o espírito. Rezas e orações feitas não adiantarão a não ser que o morto comungue da mesma egrégora, por isso não adianta um católico mandar rezar missa para um ateu ou evangélico. O plano de vibração de consciência é outro.
Isso pode ser feito por qualquer pessoa próxima, como amigos ou familiares. Em todo círculo de pessoas sempre há os próximos mais distantes e os próximos mais próximos. Os que são mais próximos podem além de fazer estas visualizações realizar outros procedimentos para entrar em contato mais direto e objetivo com o morto. Este procedimento deve ser feito entre os que verdadeiramente sentem-se ligados a este de uma forma maior que os outros. Muitos familiares choram no funeral, mas no dia seguinte já estão rindo e continuam suas vidas como se nada tivesse acontecido, outros não agindo assim, também não sentem tristeza, mas sentem uma saudade de espera de quem logo voltará a encontrar. Para estes é possível fazer outras coisas, alertando que isto cria laços entre a pessoa e quem não gostar de se incomodar não deve fazer. Tentar ajudar um recém falecido é como ter alguém enfermo sob seus cuidados, o qual deverá ter responsabilidade e o sino sempre poderá ser tocado.
Uns fazem demais, outros de menos. Uns tentam manter a presença do morto do lado de cá, outros lavam as mãos e agem como se o morto não existisse mais. A verdade é que todo aquele que acaba de passar pela transição está só, desamparado e precisa de ajuda para adentrar ao novo mundo. Esta ajuda pode ser feita por quem está aqui, sem precisar fazer muito, mas o que fazer precisa ser feito com amor, boa vontade e compaixão e sem deixar uma mão saber o que a outra faz. Este negócio de achar que a pessoa morre e vai vir um monte de anjinho levar voando para o céu, vai ter um túnel com uma luz bonitinha no final ou vir um monte de parente sorrindo buscar é ilusão.
Não funciona assim. A vida do lado de lá começa aqui, com a consciência desde aqui. Luz é consciência de luz.

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“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

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“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

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