Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Linhas Auxiliares na Umbanda





Uma Religião Verdadeiramente Universalista



Já em sua origem, quando o Caboclo das Sete Encruzilhadas se manifestou pela primeira vez, anunciando o advento da Umbanda, ele deixou claro que seria uma religião para acolher a todos que a procurassem, sem qualquer tipo de distinção, ou discriminação. Não seria apenas uma religião democrática, mas uma religião universalista.

Inicialmente, apenas Caboclos, Pretos Velhos, Crianças e Exus se manifestavam e realizavam todo o trabalho que havia para ser feito. Contudo, o mundo espiritual encontra-se repleto de entidades em processo de evolução e aprendizado que, na erraticidade, precisam de oportunidades de trabalho que lhes permitam aperfeiçoar os conhecimentos e, ao mesmo tempo, resgatar seus débitos pela positiva. Negar essa oportunidade seria faltar com a caridade, principalmente quando tais entidades possuem condições de ajudar, seja de que modo for.

Assim, ao longo do tempo, algumas falanges de trabalhadores foram se apresentando e sendo incorporadas ao culto, cada uma ajudando naquilo que sabia fazer melhor, pelo aproveitamento de suas potencialidades, do que de bom e proveitoso tivesse para oferecer. Como é tradicional na Umbanda, as entidades que trabalham em tais falanges também se manifestam em arquétipos.


A Falange dos Marinheiros.



Esse alegres e simpáticos irmãos trazem sempre que chegam ao trabalho uma aura de muita alegria e descontração. com seu passo cambaleante, como o de quem caminha no convés de um navio, abraçam os presentes, cantam, dançam, e distribuem simpatia.

Seu jeito brincalhão, contudo, esconde a importância do trabalho que realizam. Seu principal trabalho é o de limpeza fluídica, mas de uma limpeza pesada. Ao irem embora, levam consigo todas as cargas mais nocivas que se encontravam no ambiente, por isso é sempre muito aconselhável terminar os trabalhos com os marinheiros, pois eles deixam o ambiente completamente saneado de qualquer tipo de miasmas, principalmente quando houve trabalhos de desobsessão ou de desmanche de trabalhos.

Além disso, também dão consultas e em seus conselhos são sempre muito sérios e corretos, pois fazem questão de que seus trabalhos sejam sempre muito bem feitos e deem resultados muito positivos e benéficos, por isso, quando falam ao consulente, sempre vão direto ao ponto, não costumam falar por meias palavras, mas conseguem, apesar disso, preservar um clima amistoso, sem causar medo ou desagrado.

Estão enfeixados entre o chamado povo da água e atuam sempre dentro da vibração Iemanjá. São grandes manipuladores das energias presentes no elemento água e também comandam verdadeiros exércitos de elementais.

Os nomes mais comuns são: Martin Pescador, Chico do Mar, Gererê, Zé Pescador, Martim Parangolá, entre outros. Suas cores são o azul-claro e o branco. Sua saudação é "Ê Marujada!


A Falange dos Boiadeiros



Reconhecidos por seu jeito peculiar, rápido e ágil de dançar, os espíritos que se apresentam na roupagem de boiadeiros são sempre muito austeros, cultivam valores profundos, como o respeito aos mais velhos, a boa educação, a sinceridade e a coragem; coragem essa adquirida ao longo de uma existência de adversidades, lutas e privações no trato com o gado, nas paragens inóspitas do sertão brasileiro.

Em suas consultas falam pouco e sempre com muito proveito, mas sua maior característica é a capacidade de capturar obsessores - a laço - e mantê-los sob vigilância, para o bom êxito das seções de desobsessão.

Nos trabalhos utilizam o tabaco, sob a forma de cigarros de palha, como elemento deletéreo e dispersor de energias negativas.  Ao se manifestarem, com os movimentos de seu chicote de seu laço, descarregam o ambiente, os médiuns e a assistência, enquanto entoam canções antigas, bem ao gosto do homem do sertão.

O traço mais característico de sua manifestação é o movimento circular com os braços, simulando o manejo de um laço.

Os nomes mais comuns utilizados por eles são: Boiadeiro de Minas, Zé Mineiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro Chapéu de Couro, João Boiadeiro, Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro de Imbaúba, entre outros.

Atuam dentro da vibração de Oxóssi e é, inclusive, muito comum nos referirmos a eles como Caboclos Boiadeiros. Suas cores são o verde, o vermelho e o branco, mas, nas guias também se pode utilizar o roxo, representativo de sua devoção a Sant'Ana. Sua saudação é "Chetuá Boiadeiro!".


A Falange dos Baianos



A experiência de um povo sofrido. Esse é o principal componente que os Baianos trazem para os terreiros. Eles que, durante a vida, em geral, enfrentaram problemas os mais duros possíveis, agora no plano espiritual, vem nos ajudar a encontrar solução para os nossos problemas.

Por força de sua experiência, conhecem de tudo um pouco, sendo capazes de fazer complicados trabalhos, inclusive de Quimbanda. Essa característica os torna muito úteis e faz de suas giras uma das mais diversificadas.

Sua manifestação é marcada pelos traços regionalistas, principalmente pelo sotaque cantado, embora as entidades que trabalhem nessa linha, não tenham que ser necessariamente baianos ou baianas, pois, como acontece em todas as linhas de umbanda, a roupagem aqui também é um arquétipo.

São excelentes no trato com os obsessores, a quem sempre enfrentam de forma decidida, chamando para si todas as cargas negativas que os mesmos possam vir a lançar. Sobre sua valentia, costumam dizer que estão trabalhando, é porque não foram santos na encarnação que tiveram.

Conhecem muito bem todas as linhas de Umbanda, especialmente a dos Exus, a quem chamam de "meu cumpadi". Por força desse conhecimento, podem trabalhar em qualquer vibração e, efetivamente, é o que acontece, mas sua preferência é por trabalharem na Vibração Yorimá.

Usam nomes como Zé Baiano, Zé Tenório, Zé Pereira, Mané Baiano, Zé do Coco, Zé da Estrada, Amigo do Vitorino, Maria do Balaio, Maria Bonita, Maria Baiana, Maria dos Remédios, entre outros. Não tem cor específica, pois trabalham em várias vibrações, por isso, sua guia deve ser feita conforme orientação da própria entidade. Sua saudação é: "É pra Bahia, meu Pai!"


A Falange dos Ciganos



Durante muito tempo as entidades que trabalham nessa falange foram confundidas com os trabalhadores da Linha de Exu, porque era nessa vibração que se apresentavam, em razão de faltar-lhes um alicerce dentro dos fundamentos umbandistas.

Presentemente vem ganhando cada vez mais espaço dentro do culto e, em muitos terreiros já possuem gira própria, onde dão consultas e fazem diversos outros trabalhos. Sua presença na Umbanda está ligada à necessidade de trabalho para conquista de aprendizado e evolução espiritual.

Uma das características mais marcantes dessa falange é a sensualidade que emana de suas manifestações, tanto no caso das entidades femininas, quanto no das masculinas. Contudo, não há vulgaridade nessa sensualidade; trata-se apenas de um traço marcante do próprio povo cigano que, obviamente se faz sentir em sua aura.

Seus trabalhos de aconselhamento estão voltados para o equilíbrio emocional e para a saúde física., além de tratarem também de questões sentimentais, ligadas aos relacionamentos, desde que não haja interferência no livre-arbítrio de quem que seja.

Sempre é bom evitar uma confusão que vem se dando com muita frequência: as entidades que se apresentam como Pombo Gira Cigana são realmente Pombo Gira, trabalhando e vibrando na Vibração Exu. As entidades que se apresentam simplesmente como ciganas ou ciganos não são Exus. Podem trabalhar nessa vibração eventualmente, mas não o são.

Usam nomes como Cigano Allan, Cigano Alberto, Cigano Flávio, Cigano Giancarlo, Cigano Ígor, Cigano Nestor, Cigana Nadja, Cigana Quitéria, Cigana Lia, Cigana Sara, Cigana Penélope, entre outros. A falange não possui cor específica, pois cada cigano tem sua própria cor vibratória. Sua saudação é: "Arriba Meu Povo Cigano!".

“Na Umbanda não há preconceitos nem orgulho. Aprendemos com quem mais sabe e ensinamos aqueles que sabem menos.”

Todos os espíritos são bem-vindos a Umbanda em prol da Caridade, da Fé e do Amor de Nosso Amado Mestre Jesus Cristo, Salve Umbanda!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

… Ele não Joga Dados




Você sabia que o Universo se comunica conosco o tempo todo e nos envia respostas, mensagens e sinais, de acordo com nossos desejos e necessidades?

Estes sinais se manifestam através do fenômeno que conhecemos como sincronicidade, ou seja, no momento em que você necessita de algo, ou de que alguma situação aconteça, aquilo se manifesta repentinamente em sua vida.

Mas eles não se apresentam somente com soluções grandiosas ou espetaculares. Manifestam-se igualmente nos acontecimentos rotineiros.

A prova incontestável de que você está vivendo e atuando numa parceria harmoniosa com a vida, é a presença destas sincronicidades em seu dia-a-dia. Para percebê-las, é necessário que você esteja atenta e consciente de que o Universo sempre responde, de alguma forma, a todos os seus pedidos.

Se você vinha recebendo estes presentes e, de repente, eles pararam de acontecer, saiba que algo saiu do eixo em seu plano de vida. É indício de que você se deixou perturbar por alguma forma de negatividade que gerou um curto circuito em seu equilíbrio.

Este é um sinal de que é hora de se re-equilibrar, se harmonizar e re-conectar com seu ser divino, aquele que direciona suas ações sempre para um caminho positivo para você e para o mundo.

Um dos meios de evitar esta desconexão é parar de julgar, a si próprio e as outras pessoas. Esta atitude impede que criemos novos laços cármicos, geradores de sofrimento.

Agradecer é a melhor forma de fortalecer nossa conexão com o Divino, pois quanto maior for nossa gratidão, mais bênçãos de amor, alegria, paz, virtudes positivas e prosperidade ele nos enviará.

 Osho

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A Importância da Evangelização na Umbanda




“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles”

A Palavra Evangelho vem do grego: “Euaggélion”, que se traduz por Boa Notícia. Na tradução do vocábulo hebraico Besorah, significa uma noticia de grande alegria. Evangelizar, que corresponde ao verbo bissar, tem na tradução portuguesa a correspondência alvíssara, derivado do árabe. A palavra Evangelho aparece cerca de 68 vezes no Novo Testamento.

“Se algo existe pelo qual possa o homem viver e trabalhar lutar e sofrer satisfeito e feliz, então é o Evangelho da redenção e do amor, que o divino Mestre espargiu pelas terras da Palestina e mandou levar até os confins do universo, sob a vigilância da competente autoridade”. Huberto Rohden


IDE E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA

E disse-lhes: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”. (Marc. 16:15).

Foi depois da ressurreição, quando Jesus apareceu aos onze e lhes falou pela ultima vez.

Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura: É uma lição e uma ordem que deveria ser repetida milhões de vezes.

Merece uma analise a ultima instrução do Mestre. Uma analise ampla, de maneira que se estabeleçam paralelos com a ação das religiões e, principalmente, daquela que se julga mandatária...

O Mestre, ditando as Leis para a felicidade do seu povo, do seu rebanho, o fez em nome do Pai, do Criador, de Deus. Vemos que ele não orientou o seu Colegiado a organizar-se em comunidades onde se prestasse culto à idolatria, a rituais, a vestimentas especiais, ou de púrpura e que houvesse um sistema de celibato que serviu para degradar o homem e levá-lo ao pecado; não orientou confissões, nem batismos com água. Não ordenou sacerdotes especiais, nem orientou profissionais para pregar o seu Evangelho.

Olhando os séculos percorridos, deparamos, decepcionados, com o desvirtuamento do: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”.

Mas o Evangelho é a semente da nossa redenção. Por isso, se até ontem não nos detivemos para cuidar dessa semente, façamo-lo a partir de hoje; nunca é tarde! Jesus nos espera de braços abertos!

Nas considerações que nos ocorrem, encontramos o Mestre a dirigir-se ao povo, expressando-se de maneira clara, quando afirma em Mateus 24:14 e Marcos 13:10:

“E será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”.

Jesus diz “este Evangelho” e que não se refere, nunca se referiu, a que fossem pregar O Velho Testamento!... Por que?

Somente os interesses judaicos, católicos e os protestantes poderão responder. Mas que é uma desobediência, não tenham a menor duvida. Por certo, haverá quem seja castigado por tal desobediência. Fariseus, hipócritas, sauduceus e fanáticos fundaram as Sociedades Bíblicas para ofuscar o Evangelho de Jesus e complicar a vida da humanidade toda.

O Velho Testamento existia, serviu para uma época. Vem o DONO da Terra e anuncia O NOVO TESTAMENTO, para substituir o Velho. É que o Velho já havia cumprido sua missão, sua finalidade. Mas, os falsários do tempo de Jesus, reencarnando por vários paises, resolveram guerrear a Obra do Mestre e retardar o progresso do rebanho, que se debate entre a treva e a luz. Porém, mais treva do que luz, por isso vão caindo no fosso.

Paulo, apóstolo, prega o Evangelho e deixa patente sua obrigação na primeira carta aos Corintios, 19:16:

“Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o Evangelho”.

Seria cansativo se fossemos apontar as passagens do Evangelho em que Jesus, Mestre e Senhor, afirma e reafirma a Sua Doutrina, sem Moisés e sem o Velho Testamento.

E nós repetimos sempre com o mesmo entusiasmo e com o mesmo vigor: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”.

NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento veio substituir o velho. O Velho Testamento e o Novo Testamento formam a Bíblia. No Evangelho segundo João, capítulo 1º, versículo 17, temos referencias quanto à Lei do Velho Testamento, com Moisés e ao Novo, com Jesus: - “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”.

No Evangelho segundo Lucas, cap. 16, vers. 16, Jesus define ambos os Testamentos e qual devem vigorar, afirmando: - “A lei e os profetas vigoraram até João desde tempo vem o Evangelho do Reino de Deus sendo anunciado e todo homem se esforça por entrar nele”. – O Velho Testamento, pois, está condenado; poderá nos servir, apenas, como livro histórico, para consulta, somente e que deveria figurar, exclusivamente, nas bibliotecas públicas, ou nos museus.

O Novo Testamento, tal como palavra o esclarece: Novo! Que veio substituir o Velho! O Ano Velho sai, entra o Novo! O velho é arquivado. É posto de lado para consulta, nada mais. O Novo é que é o portador das Boas Novas! No Evangelho segundo Lucas, cap. 24, vers. 14, temos outra afirmativa do mestre: “E será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”.

O Novo Testamento é o livro doutrinário, básico, a ele se juntam os livros da Terceira Revelação, mas nunca o Velho Testamento! O grande livro doutrinário, pois, se compõe de: O Evangelho apresentado pelos quatro evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, cada qual apresentando a narrativa pessoal do que viram e ouviram e que nos dão um sentido geral da Doutrina de Jesus e sua vivência entre nós, têm, no Sermão do Monte, caps 5, 6 e 7 de Mateus toda a Alma doutrinária do livro do Mestre. Vem depois a Vida e Atos dos apóstolos, a seguir as epistolas (cartas) doutrinarias, de instruções enviadas a vários povos e por fim o Apocalipse, o livro profético e simbólico de João Evangelista.
(Jota Alves de Oliveira)


A UMBANDA E O EVANGELHO
Os ensinamentos de Jesus, assim como a Umbanda, são simples e destituídos de fórmulas e símbolos complicados. Ademais, Jesus não exigia dos homens que se tornassem santos ou heróis, sob a influencia de seus ensinamentos.

Ele ensinava a realidade dos céus no meio da vida comum, nas ruas, vielas, campos, lares, sob as árvores, ou a beira de praias. Jesus teve sua convivência por escolha entre o povo aflito e sofredor, sedentos por amor e um pouco de carinho em vez de estar entre eruditos, políticos, ou entre as complicações religiosas do mundo. Seus ensinamentos eram simples, compreendidos por todos, e eram gravados com letras de fogo no coração de cada um. Ensinamentos compreendidos e aceitos pela simplicidade das verdades inesquecíveis como:

“Ama a teu próximo como a ti mesmo”

“Faze aos outros o que queres que te façam”

“Quem se humilha será exaltado”

“Cada um colhe conforme suas obras”

Jamais, outra regra de reforma íntima tão singela e espiritual poderia permear a Umbanda, cuja doutrina é tão simples, desprovida de pompas, lógica e libertadora.

Nenhum outro Mestre que viveu entre nós conseguiu em poucas palavras e em tão pouco tempo expor um código de moral tão elevado (Evangelho) aos humanos.

A Umbanda não pretende isolar-se na interpretação pessoal do Evangelho tão bem esposado e explicado pelo Espiritismo, Alias, não devemos nos esquecer que as explicações contidas no “EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, foram dadas por espíritos iluminados; portanto ser espírita é seguir os ensinamentos dos espíritos, o que nós Umbandistas também fazemos.

Só não adotamos o termo “Espírita” para designar nosso movimento religioso, pois os Kardecistas já o fizeram. Somos Umbandistas, mas aceitamos de coração nossos irmãos Espíritas. Adotar a literatura Espírita não quer dizer praticar espiritismo, mas sim nos educarmos nas mensagens edificadoras dos nossos irmãos espirituais que ali militam.

Adotando o “EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” em nossos Templos, estaremos contribuindo para a libertação das pessoas, e contribuindo para a única maneira de nos espiritualizarmos, que é a “educação”.

Nós Umbandistas, devemos ter como objetivo a redenção dos espíritos através de uma conscientização contínua das verdades eternas contidas no evangelho de Jesus, sem aguardar o milagre da santidade instantânea. O Umbandista deve interessar-se profundamente pelo seu aperfeiçoamento e não eleger e confiar somente nos ensinamentos dos mestres e doutrinadores. Não basta querer ter sua vida resolvida, crer numa vida espiritual eterna se ainda não se converteu às verdades e aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Evangelizar não se trata apenas de um conjunto de preceitos pregados a outras pessoas, mas sim interiorizados e vividos no íntimo de nossa alma, assim como fez Jesus, pois ele pregava, mas praticava todos os seus ensinamentos. Jesus não estabeleceu nenhum culto, nem pregou nenhum tipo de poder a multidão; não criou castas e nem outorgas sacerdotais; não pregou aprisionamentos de espíritos; não ensinou a retornar nenhum mal que nos fizessem, e muito menos, não nos deu fórmulas mágicas para que pudéssemos nos beneficiar egoisticamente, promovendo facilidades materiais ou espirituais.

Ele nos pregou o amor, o perdão, a redenção pela fé, e foi muito claro quando nos disse:

“Quem quiser salvar-se, pegue de sua cruz e siga-me”

Jesus deu um toque sutil em todas as situações humanas e espirituais, operando o verdadeiro milagre da nossa reforma intima, transformando angustias, fracassos e desesperos em bênçãos para o caminho do céu. Ao invés de menosprezar a vida nos ensinou que ela é um instrumento necessário para o aperfeiçoamento da alma. Transformou dores em bênçãos, choros, sofrimentos e aflições em bem-aventuranças eternas.

Nenhum suspiro, dor, ou lágrima serão perdidos ante o Divino Criador. Existe uma simbiose; uma sintonia moral entre a Umbanda e o Evangelho. Ambos requerem a redenção humana. Ambos valorizam a vida humana, nos ensinando que devemos viver tudo o que Deus nos proporcionou com disciplina, e não ver a vida simplesmente como condição expiatória ou apenas sofredora.

A Umbanda, portanto, é o caminho a ser trilhado pela humanidade, e o Evangelho é a luz que ilumina o caminho, facilitando a nossa vida. Nós, Umbandistas, não devemos aguardar a aproximação do Evangelho, mas sim buscá-lo e vivenciá-lo em toda sua plenitude, como norma a ser seguida, a fim de nos desvencilharmos das ilusões e sofrimentos humanos, encontrando um caminho curto e seguro que nos levara a Deus.

O Evangelho é fonte criadora de homens incomuns em caráter amor e igualdade. Não é egoísta, mas sim altruísta; não se exalta, mas cria humildes. Deixa o ser humano terno e não cruel. Pacífico e não armado. O Evangelho será a pátria dos homens santos. Os gigantes de espiritualidade, vencedores de suas mazelas e paixões.

Todos os problemas do mundo serão solucionados pela leitura e prática do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, o porto mais seguro da espiritualidade superior.

Nós Umbandistas, devemos usar dos recursos materiais que Deus nos proporcionou, que chamamos de “arsenal” de Umbanda, com disciplina, bom senso e espírito crítico, sempre que necessário ajudar a qualquer irmão, mas desde que esse, naquele momento, não se encontra em condições de ser doutrinado ou transformado. Após o equilíbrio do mesmo devemos proceder a sua evangelização, para que o nosso irmão continue seu caminhado no plano terreno com equilíbrio e não venha cair nas malhas das vicissitudes internas e nem dos nossos irmãos das trevas.

Em nossas palestras elucidativas e evangelizadoras devemos nos abster de excessos de melodramas, exposição de conceitos e parábolas através de suspiros, palavras trêmulas e expressões compungidas. Devemos ter uma oratória simples, objetiva, sincera, assim como Jesus fazia, falando com o coração e não preocupado se as pessoas estão te admirando pela rica eloqüência.

Então meus irmãos, mãos a obra, na edificação evangélica do nosso espírito imortal, pois só assim estaremos contribuindo para o nosso aprimoramento e elevação espiritual.

Lembrem-se do iniciador da Umbanda, em 1.908,  o Sr Caboclo das Sete Encruzilhadas, quando nos exortou:

“Que o desenvolvimento do médium fosse com base na Evangelização contumaz”

“De quem sabe aprenderemos e os que nada sabem ensinaremos”

O CULTO CRISTÃO NO LAR
Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:

— Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:

— Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou, de novo:

— E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?

— Certamente, Senhor — redargüiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:

— E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:

— Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:

— Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?

Se nos não habituamos a amar o irmão pais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:

— Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

— Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

(Jesus no Lar – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito Neio Lúcio)

“Sempre que se ora num Lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão electromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pela claridade espiritual que acende à volta. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O Lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam?” (Os Mensageiros, Cap. 37 – FEB- l944)
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A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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