Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Amor e Culpa são Excludentes


 
 “Numa palavra, a ‘deficiência’ lembra-nos da nossa própria fragilidade e vulnerabilidade, e traz-nos de volta para o mundo cotidiano, fazendo-nos acordar do sonho ilusório de uma vida perfeita.” (Juvenal Savian)

Muitos anos se passaram antes que pudesse entender a nocividade da culpa. Embrenhando-me nos lugares vazios da alma, consegui reconhecer a presença de fardos silenciosos, abandonados sob o escuro. Arrisquei e me misturei a eles para entender, na condição de intérprete, o quanto o passado pode nos iludir e aprisionar.

Eu sei. Sentir remorso participa do aprendizado, embora não seja errado errar. Mas o remorso só tem uma função: servir de aviso, ou seja, nos alertar que algo está errado e reivindica correção. Nada mais. Além disso, a culpa, considerada por muitos como um nobre sentimento, pois nascida do remorso, na verdade, é mais apta a nos corroer do que educar.

Uma vida boa exige trabalho árduo e inspiração. Mas, com um mínimo de reflexão, logo reconhecemos que as lembranças brutas, enraizadas nas culpas, podem colapsar a razão e atrasar o processo evolutivo. Com isso, liberar-se do status de culpado é requisito essencial para a transformação de algo menor (sentimento de inércia) em algo maior (força criativa). Isso é pessoal e necessita ser realizado para que o entusiasmo e a gratidão pela vida tomem lugar no existir.

Para ver o mundo pelos olhos de um aprendiz, temos que cultivar o descostume do julgamento, desembaraçar-se das concepções obtusas da realidade e, com isso, vencer o comportamento neurótico, adestrado para medir, avaliar, condenar. 

Uma atitude que dialoga com o erro ajuda o indivíduo a investir no cuidado com a alma e com a vida de relação. Ainda, essa atitude pressupõe abrir mão do hábito antigo de castigar-se para, em outra direção, admitir os próprios erros e seguir em frente procurando melhorar.

Em certo sentido, e não seria ousado dizer isso, o mundo se modifica sempre que um de nós expande a consciência e se trata com mais bondade. Com isso, o trabalho individual depende da aceitação de um fato simples: não somos coerentes e pôr uma etiqueta moral de ruindade em nós mesmos só serve para retardar nosso caminhar. Logo, não conheço ninguém que consiga respeitar seu próximo sem antes se respeitar, o que exige amor próprio em primeiro lugar.


A mudança é a base da existência. E todos nós passamos pelo processo de evolução e diferenciação; se cometemos equívocos, são eles que servirão de matéria-prima para os acertos futuros. Logo, perdoe-se, seja indulgente com aqueles que não têm consciência e acredite: o ato de ser gentil (com si próprio e com o outro) dá significado precioso à vida.

Além do mais, “os agoras” são sempre convites a uma interpretação amorosa da realidade, porém somente se alinhada a uma regra simples: viva a vida com o coração aberto, pois é dele que o amor e as alegrias são emanados – sentimentos felizes que nos possibilitam celebrar a existência para, em lugar de maldizê-la, abençoar a si mesmo e aquele que passa.


Por Eugênia Pickina

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na Hora da Crise



Na hora da crise, emudece os lábios e ouve as vozes que falam, inarticuladas, no imo de ti mesmo.

Perceberás, distintamente, o conflito.
É o passado que teima em ficar e o presente que anseia pelo futuro.

É o cárcere e a libertação.
A sombra e a luz.
A dívida e a esperança.
É o que foi e o que deve ser.

Na essência, é o mundo e o Cristo no coração.

Grita o mundo pelo verbo dos amigos e dos adversários, na Terra e além da Terra.

Adverte o Cristo, através da responsabilidade que nos vibra na consciência.


Diz o mundo: “acomoda-te como puderes”.
Pede o Cristo: “levanta-te e anda”.


Diz o mundo: “faze o que desejas”.
Pede o Cristo: “não peques mais”.


Diz o mundo: “destrói os opositores”.
Pede o Cristo: “ama os teus inimigos”.

Diz o mundo: “renega os que te incomodem”.
Pede o Cristo: “ao que te exija mil passos, caminha com ele dois mil”.

Diz o mundo: “apega-te à posse”.
Pede o Cristo: “ao que te rogue a túnica cede também a capa”.

Diz o mundo: “fere a quem te fere”.
Pede o Cristo: “perdoa sempre”.

Diz o mundo: “descansa e goza”.
Pede o Cristo: “avança enquanto tens luz”.

Diz o mundo: “censura como quiseres”.
Pede o Cristo: “não condenes”.

Diz o mundo: “não repares os meios para alcançar os fins”.

Diz o Cristo: “serás medido pela medida que aplicares aos outros”.

Diz o mundo: “aborrece os que te aborreçam”.
Pede o Cristo: “ora pelos que te perseguem e caluniam”.

Diz o mundo: “acumula ouro e poder para que te faças temido”.
Diz o Cristo: “provavelmente nesta noite pedirão tua alma e o que amontoaste para quem será?”

Obsessão é também problema de sintonia.
O ouvido que escuta reflete a boca que fala.
O olho que algo vê assemelha-se, de algum modo, à coisa vista.

Não precisas, assim, sofrer longas hesitações nas horas de tempestade.
Se realmente procuras caminho justo, ouçamos o Cristo, e a palavra dele, por bússola infalível, traçar-nos-á rumo certo.


Emmanuel - Religião dos Espíritos - Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Estudo sobre Meditação



Ensinamentos de Krishnamurti

A Meditação e o sagrado

Há silêncio entre duas notas; há silêncio entre dois pensamentos, entre dois movimentos; há o silêncio entre duas guerras; há silêncio entre marido e mulher antes que comecem a brigar. Não estamos falando dessa qualidade de silêncio, porque eles são temporários, desaparecem. Estamos falando de um silêncio que não é produzido pelo pensamento, que não é cultivável, que só chega quando você tiver compreendido todo o movimento da existência. Nisso há silêncio, não há pergunta e resposta, não há desafio. Não há busca, tudo terminou. Nesse silêncio há um grande sentido de espaço e beleza e um extraordinário sentido de energia. Então chega aquilo que é eternamente, intemporalmente sagrado, que não é o produto da civilização, o produto do pensamento. É esse o movimento integral da Meditação. - This Light in Oneself, p 44

O que a Meditação não é.

Para descobrir o que é a Meditação, a beleza disso, não a palavra – a palavra significa ponderar, pensar, recordar – então para descobrir o que é Meditação devemos abordá-la negativamente. Ou seja, descobrir o que não é. Entendem? A maior parte de nós é tão positiva, e pensamos que a Meditação é algo que temos que fazer, praticar, mas se podemos abordá-la com inteligência, não com o desejo, mas com a inteligência, que é ver o que ela não é. Então vamos fazer isso juntos? Ver o que ela não é. - The Beauty of Death as Part of Life

Meditar e escutar

Raramente escutamos o som do latido de um cão, ou o choro de uma criança ou o riso de um homem que passa. Nós nos separamos de tudo, e então desse isolamento olhamos e escutamos todas as coisas. É essa separação que é tão destrutiva, pois nisso repousa todo o conflito e confusão. Se você escutasse em completo silêncio o som daqueles sinos, estaria viajando nele – ou, melhor, o som o transportaria através do vale e sobre o monte. A beleza disso é sentida somente quando você e o som não estão separados, quando você é parte dele. A Meditação é o fim da separação não por qualquer ação da vontade ou do desejo. A Meditação não é uma coisa separada da vida; é a verdadeira essência da vida, a verdadeira essência do viver diário. Para escutar aqueles sinos, para ouvir o riso daquele camponês quando ele passeia com a esposa, escutar o som da campainha da bicicleta da pequena menina quando ela passa; é a vida inteira, e não simplesmente um fragmento dela, que a Meditação abre. - Meditations, p 20

Se o cérebro pode ficar quieto

A Meditação é para descobrir se o cérebro, com todas as suas atividades, todas as suas experiências, pode ser absolutamente aquietado. Não forçado, porque no momento em que você força, há dualidade. O ente que diz, “eu gostaria de ter maravilhosas experiências, portanto eu devo forçar minha mente para ficar quieta” nunca o fará. Mas se você começa a inquirir, observar, escutar todos os movimentos do pensamento, seu condicionamento, suas buscas, seus medos, seus prazeres, ver como o cérebro opera, então verá que o cérebro torna-se extraordinariamente quieto; essa quietude não é dormir, mas é tremendamente ativa e, por conseguinte quieta. Um grande dínamo que esteja funcionando perfeitamente dificilmente produz um som; somente quando há fricção é que há ruído. - Meditations, p 4

Simplesmente escutando o ruído do pensamento

A Meditação é algo bastante extraordinário, se ela tem lugar, não em momentos excepcionais, mas a todo tempo, se você está consciente quando entra no ônibus, ou no carro, ou quando está conversando com alguém; consciente do que você está fazendo, sentindo, pensando; consciente de como o pensamento opera de acordo com o prazer e a dor, não condenando nenhuma atividade ou pensamento, mas simplesmente escutando o ruído do pensamento. A partir daí você realmente tem uma mente extraordinária que é tremendamente alerta. Estando quieta, silenciosa, uma coisa nova pode acontecer. A novidade não é reconhecível. Esta coisa sublime, qualquer que seja o nome, isso não importa, não é algo que seja unido pelo pensamento, e, por conseguinte é a plenitude da criação. - The Collected Works vol XVI, p 148

Perseguindo cada pensamento à raiz

Para dar fim ao pensamento, primeiro eu tenho que entrar no mecanismo do pensar. Tenho que compreender o pensamento completamente, lá no fundo do meu ser. Tenho que examinar cada pensamento, não deixando um pensamento escapar sem que seja inteiramente compreendido, de maneira que o cérebro, a mente, todo o ser torne-se atento. No momento em que eu persigo cada pensamento à raiz, até o fim completamente, verei que esse pensamento termina por si mesmo. Não tenho que fazer nada a respeito porque pensamento é memória. Memória é o registro da experiência; e enquanto a experiência não for completamente, inteiramente, totalmente compreendida, ela deixa um registro. No momento em que eu tenha experimentado completamente, a experiência não deixa nenhum registro. Portanto, se entrarmos em cada pensamento e enxergarmos onde está o registro e continuamos com esse registro como um fato – então esse fato se abrirá e findará esse processo particular de pensamento, de maneira que cada pensamento, cada sentimento é compreendido. - Krishnamurti on Education, pp 119-120

Entenda a atividade do eu

Quando existe a atividade do eu, a Meditação não é possível. Isto é muito importante de compreender, não verbalmente, mas realmente. A Meditação é um processo de esvaziamento da mente de toda a atividade do eu, toda a atividade do “mim”. Se você não compreende a atividade do eu, então sua Meditação apenas conduz à ilusão, à autodecepção, a mais distorção. Portanto, para entender o que é a Meditação, você deve compreender a atividade do eu. O eu tem tido mil experiências loquazes, sensuais ou intelectuais, mas está entediado com elas porque elas não têm nenhum significado. Desejar experiências mais amplas, mais expansivas, transcendentais é parte do “mim”. - This Light in Oneself, p 72

A Meditação é o fim do sofrimento

A Meditação é o fim do sofrimento, o fim do pensamento que cria medo e sofrimento – o medo e o sofrimento na vida diária, quando você é casado, quando você vai ao trabalho. Nos negócios você deve usar seu conhecimento tecnológico, mas quando esse conhecimento tecnológico é usado para propósitos psicológicos – para tornar-se mais poderoso, ocupar uma posição que lhe dá prestígio, honra, fama – ele origina somente antagonismo, ódio; uma mente assim possivelmente jamais entende o que é a verdade. A Meditação é a compreensão do modo de vida, é o entendimento do que é o sofrimento e o medo – e ir além deles. - Talks & Dialogues Saanen 1968, p 94

Para eliminar todo o conflito

Parte da Meditação é para eliminar completamente todo conflito, internamente e então externamente. Para eliminar o conflito tem-se que compreender este princípio básico: o observador não é diferente do observado, psicologicamente. Quando há raiva, não há nenhum “eu”, mas um segundo depois o pensamento cria o “eu” e diz: “eu tenho raiva” e introduz a ideia de que não devo ser raivoso. Então existe a raiva e o “eu” que não deve ser raivoso; a divisão traz conflito. Quando não existe divisão entre o observador e o observado, e, portanto somente a coisa que é, a qual é a raiva, então o que acontece? A raiva continua? Ou há um fim total da raiva? - The Wholeness of Life, p 142

Uma luta interminável

A Meditação como é em geral aceita hoje em dia, é a prática de um sistema, respirando adequadamente, sentando na posição correta, querendo ou ansiando uma experiência maior, ou a experiência suprema. É isso o que estamos fazendo. E tudo isso é uma luta constante, uma luta sem fim. Isso que espera terminar toda a luta é uma luta interminável! Vejam o que fizemos. Eu luto, luto, luto para acabar com a luta em alguma ocasião no futuro. Vejam que peça eu preguei a mim mesmo. Estou preso no tempo. Eu não digo “Por que haverei de lutar de todo?” Se eu conseguir acabar com essa luta isso é iluminação. - Total Freedom, p 334

Não se concentre

Quando você quer concentrar-se naquilo que você pensa que está certo, na sua imagem, Deus, ou ideia, frase, particulares, você foca a sua mente nisso; mas a mente perde-se, e você a faz recuar; de novo ela se perde e de novo você a faz recuar; você joga este jogo para o resto da sua vida. E isso é o que vocês chamam de Meditação, esta batalha – forçar a mente quando ela não está interessada em algo, e tentar controlá-la. E se você visse isso, se você compreendesse a verdade dessa questão ou a falsidade desse processo, então jamais se concentraria, quer estivesse na escola aprendendo um assunto específico, quer estivesse ensinando numa escola. Não se concentre, quando está em seu escritório ou quando está tentando meditar. Não se concentre; isso somente exclui, cria uma resistência, um foco, dando maior força ao centro e por isso limitando o espaço. Ora, se vocês compreenderem tudo isso, então dessa compreensão vem a consciência, que não é de modo nenhum misteriosa. - The Collected Works vol XIV, p 301

Meditação e controle

Na Meditação clássica, comum, os gurus que a propagam preocupam-se com o controlador e o controlado. Eles dizem para vocês controlarem os seus pensamentos porque desse modo vocês terminarão o pensamento, ou terão somente um pensamento, mas nós estamos investigando quem é o controlador. Vocês poderão dizer “É o eu superior”, “É o espectador”, “É algo que não se pensa”, mas o controlador faz parte do pensamento. Obviamente. Portanto, o controlador é o controlado. O pensamento dividiu-se como o controlador e aquilo que ele vai controlar, mas é ainda a atividade do pensamento… Assim, quando se compreende que todo o movimento do controlador é o controlado, então não há controle. É perigoso dizer isso a pessoas que não o compreenderam. Não estamos defendendo que não haja nenhum controle. Estamos dizendo que quando há a observação de que o controlador é o controlado, que o pensador é o pensamento, e se você permanecer com essa verdade completa, com essa realidade, sem mais nenhuma interferência do pensamento, então você tem um tipo de energia totalmente diferente. - This Light in Oneself, p 32

A Meditação não pode ser um sistema

Então a Meditação não é Meditação consciente. Percebem isto? Não pode ser Meditação consciente, seguindo um sistema, um guru – Meditação coletiva, Meditação de grupo, Meditação individual, de acordo com Zen ou algum outro sistema. Não pode ser um sistema, porque então vocês praticam, praticam, praticam, e os seus cérebros tornam-se mais e mais obtusos, mais e mais mecânicos. Então, existe uma Meditação que não tem direção, que não tem consciência, não é deliberada? Descubram. - Last Talks at Saanen 1985

A Meditação não é diferente da vida

Meditação não é algo diferente da vida cotidiana; não vá ao canto de uma sala e medite durante dez minutos, e então saia e seja um açougueiro - tanto metaforicamente quanto realmente. Meditação é uma das coisas mais sérias. Você pode meditar o dia todo, no escritório, com a família, quando você diz "eu te amo" a alguém, quando você está observando suas crianças. Mas então você as educa para tornarem-se soldados, para matar, serem nacionalizados, para adorar a bandeira, educando-as para entrar nessa armadilha do mundo moderno.Observar isso tudo, perceber a sua parte nisso, tudo isso é parte da Meditação. E quando você meditar assim, você encontrará uma beleza extraordinária; você agirá corretamente a todo momento; e se você não agir corretamente em um certo momento isso não importa, você voltará novamente - você não gastará tempo em arrependimento. Meditação é parte da vida, não algo diferente da vida. - The Flight of the Eagle, p 46

O mantra perdeu seu significado

O que é Meditação? É fugir do barulho do mundo? Ter uma mente silenciosa, uma mente quieta, uma mente pacífica? E você pratica sistemas, métodos, para tornar-se ciente, para manter seus pensamentos sob controle. Você senta de pernas cruzadas e repete algum mantra. Eu fui informado de que o significado etimológico da palavra 'mantra' é 'refletir sobre não tornar-se'. Esse é um dos significados. E também significa 'absolver, deixar de lado toda atividade auto-centrada'. Esse é o real significado raiz de mantra. Mas nós repetimos, repetimos, repetimos, e continuamos com nosso interesse próprio, nossas maneiras egoístas, e assim o mantra perdeu o seu significado. Assim, o que é Meditação? - That Benediction is Where You are, p 75

Siddhis são como luzes de velas

Vocês fazem todo tipo de coisas para chegar a esta estranha beleza do silêncio. Não façam, apenas observem. Olhem, senhores, vocês sabem que nisso tudo há vários poderes de clarividência, ler o pensamento de alguém. Existem vários poderes, vocês sabem do que eu estou falando, não? Vocês os chamam siddhis, não? Vocês sabem que todas essas coisas são como velas - luz de velas ao sol? Quando não há sol, há escuridão, e então a luz de uma vela é muito importante; mas quando há sol, a luz, a beleza, a claridade, então todos esses poderes, esses siddhis são como luzes de velas. Eles não têm valor, absolutamente. E quando você tem a luz, não há nada mais - desenvolver vários centros, os chakras, kundalinis, vocês sabem, esse negócio todo. Você precisa de uma mente sã, lógica, razoável, não de uma mente estúpida. Uma mente embotada pode sentar-se por séculos respirando, concentrando-se nos vários chakras, e vocês sabem todo esse jogo com kundalinis - isso não pode nunca chegar àquilo que é atemporal, que é a real beleza, verdade e amor. - Krishnamurti in India 1970-71, pp 180-181

Não é o caminho da Meditação correta

E essa constante luta para tornar-se virtuoso, para adquirir virtude através da disciplina, através da examinação cuidadosa de si mesmo, e assim por diante, obviamente também não é Meditação. A maioria de nós é pego nesses processos, e como eles não proporcionam entendimento de nós mesmos, eles não são a maneira da Meditação correta. Afinal de contas, sem entender a si mesmo, que base você tem para pensar corretamente? Tudo o que você vai fazer sem o entendimento de si mesmo é conformar-se ao seu background, a resposta do seu condicionamento. E tal resposta ao condicionamento não é Meditação. Mas estar ciente dessas respostas, ou seja, estar ciente dos movimentos do pensamento e dos sentimentos sem qualquer senso de condenação, para que os movimentos do ego, as maneiras do ego, sejam entendidas - essa é a maneira da Meditação correta. - The Collected Works vol V, p 361

Meditação não é oração, nem é devoção

Oração obviamente produz resultados; ou milhões de pessoas não rezariam. E ao rezar, obviamente a mente torna-se quieta; pela constante repetição de certas frases, a mente torna-se quieta. E nessa quietude há uma certa intimação, certas percepções, certas respostas. Mas isso ainda é uma parte do truque da mente, porque afinal, através de uma forma de mesmerização você pode deixar a mente muito quieta. E naquela quietude existem certas respostas escondidas surgindo do inconsciente e de fora da consciência. Mas ainda assim é um estado no qual não existe entendimento.E Meditação não é devoção - devoção a uma ideia, a uma figura, a um princípio - porque as coisas da mente ainda são idólatras. Alguém pode não idolatrar uma estátua, considerando-a idólatra e boba, supersticiosa; mas se de fato idolatra, como a maioria das pessoas, as coisas na mente - e isso também é idolatria. E ser devotado a uma figura ou ideia, a um Mestre, não é Meditação. Obviamente, é uma forma de fuga de si mesmo. É uma fuga muito confortável, mas ainda é uma fuga. - The Collected Works vol V, p 361

Meditação não é uma repetição de palavras

Meditação é uma maneira de viver, não uma fuga da vida. Obviamente a Meditação não é ter experiências de visões ou ter estranhas experiências místicas; como vocês sabem, você pode tomar uma droga que expandirá a sua mente, ela produzirá algumas reações químicas, que tornarão a mente altamente sensível e naquele estado sensível você pode ver coisas aumentadas, ainda que de acordo com o seu condicionamento. E Meditação não é uma repetição de palavras. Vocês sabem, tem havido uma moda ultimamente de alguém lhe dar uma palavra, uma palavra em sânscrito, você fica repetindo aquela palavra e por isso espera atingir alguma experiência extraordinária - o que é uma bobagem total. Logicamente, se você ficar repetindo um monte de palavras sua mente torna-se amortecida e, portanto quieta; mas isso absolutamente não é Meditação. – Talks & Dialogues Saanen 1968, p 94

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Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

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“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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