Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Seguidores

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

Assine nosso...

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vamos Sair da Ignorância em Nome dos Orixás - Por Alexandre Cumino




De tempos em tempos, aparece algum caso de crime relacionado com Magia Negativa, associado ao mal, chamado vulgarmente de Magia Negra.

De tempos em tempos, vemos associarem alguns destes crimes à Umbanda, ao Candomblé ou aos Cultos Afros em geral.

São crimes bárbaros, macabros mesmo, com mortes de crianças e estupros, motivados pelo que há de pior e mais baixo no ser humano.

Enquanto nós ficamos aqui dizendo que isto não tem nada a ver com Umbanda, Candomblé e Cultos Afros; os criminosos, presos, se identificam com estas nossas amadas religiões e ainda dizem fazer pactos com satã, demônio, quando não colocam os nomes sagrados de nossos guias e orixás no meio de seus crimes hediondos e passionais.

Sabemos que nossa religião é linda, que não faz pactos, que não existe demônios em nossos cultos.

Há anos, venho batendo na mesma tecla: Umbanda é Religião e só pode fazer única e exclusivamente o bem!

Enquanto isso, pessoas que nem tem idéia do que seja religião continuam abusando de nossos fundamentos e valores de forma negativa e invertida.

O conceito sobre religião está totalmente banalizado e distorcido, qualquer um cria uma nova religião e faz o que quer com ela, esta é a verdade.

Sempre lembro a primeira definição de Umbanda dada por seu fundador, o primeiro umbandista, Zélio de Moraes e sua entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas: Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade!

Enquanto isso, no próprio seio da Umbanda, convivemos com praticantes que não tem a menor idéia de quem foi, ou o fez, o primeiro umbandista.

Pessoas que "dirigem" terreiros, que se denominam sacerdotes (pai de santo, mãe de santo, padrinho, madrinha…) e proíbem seus médiuns de estudar.

O medo e a ignorância são portas abertas para as trevas interiores e exteriores.

É aqui que o EGO, a vaidade e os vícios mais baixos do ser humano se instalam.

E todos os dias vemos anúncios de pessoas oferecendo "serviços" de magias negativas em nome de nossos sagrados valores, de nossa religião, de nossos guias e Orixás. Deitam e rolam com os nomes de Exu e Pombagira, usam e abusam.

As pessoas continuam procurando um atalho, um caminho mais fácil, para externar seu negativismo acumulado, não querem dor, não querem crescer, não querem assumir seus atos, não querem ser conscientes, querem apenas satisfazer os sentidos viciados no mundo das ilusões, das paixões que arrastam para atitudes emocionais animalizadas e instintivas.

Ainda se vê na figura do médium um poder de manipular vidas! Um poder de manipular o destino, um poder que pode ser comprado, negociado.



NÃO EXISTE OUTRA SAÍDA PARA A RELIGIÃO, É PRECISO MUDAR O SENSO COMUM, É PRECISO ALCANÇAR O INCONSCIENTE COLETIVO!

E A UNICA FORMA É COM EXEMPLO E NÃO APENAS COM PALAVRAS.



Um consulente pode apenas frequentar um terreiro, sem ter a mínima idéia do que seja a Umbanda.

Um consulente, um simples frequentador, pode se denominar católico, ateu, à toa e o que quiser…

Este consulente pode, sim, ele pode ser totalmente ignorante…

UM MÉDIUM NÃO PODE SER IGNORANTE!!!

UM MÉDIUM E PRATICANTE DE UMBANDA É FORMADOR DE OPINIÃO, SEMPRE!!!

O MÉDIUM É O TEMPLO DA RELIGIÃO!!! NÃO PODE SER O TEMPLO DA IGNORÂNCIA!!!

Umbanda não é e não pode ser para pessoas ignorantes.

E aqui fica bem claro o sentido e significado da palavra ignorante: aquele que ignora algo.

Não se pode praticar Umbanda de forma ignorante, sem saber o que está sendo praticado.

Quando não estamos bem, e todos passamos por momentos e períodos de negatividade, é o conhecimento, a razão, que nos mantém dentro de limites e parâmetros seguros. O médium ignorante torna-se uma porta aberta para as trevas.

E vamos continuar vendo casos e mais casos em que a ignorância rouba, assalta, o nome da umbanda e de nossas entidades.

COMO VAMOS MUDAR ISSO???

Ignorância se vence com conhecimento e estudo…


Por Alexandre Cumino

terça-feira, 26 de março de 2013

Vinte Exercícios Para a Reforma Íntima




1 - Executar alegremente as próprias obrigações.

2 - Silenciar diante da ofensa.

3 - Esquecer o favor prestado.

4 - Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.

5 - Emudecer a nossa agressividade.

6 - Não condenar as opiniões que divergem da nossa

7 - Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.

8 - Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.

9 - Treinar a paciência constante.

10 - Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.

11 - Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.

12 - Desculpar sem desculpar-se.

13 - Não dizer mal de ninguém.

14 - Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.

15 - Alegrar-se com a alegria dos outros.

16 - Não aborrecer quem trabalha.

17 - Ajudar espontaneamente.

18 - Respeitar o serviço alheio.

19 - Reduzir os problemas particulares.

20 - Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade.

Pelo Espírito Scheilla – Do livro: Ideal Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Umbanda e os Quatro Caminhos para Deus


Texto de Fernando Sepe, retirado do material de apoio do Curso Arquétipos da Umbanda, oferecido pelo Instituto Cultural Aruanda. Inscreva-se! Ainda há tempo!

Podemos dizer, inspirados pela doutrina hindu, que quatro são os caminhos que levam a Deus: o conhecimento, o amor, a ação e o exercício espiritual. Creio que esse tipo de consideração é de extrema importância e possa ser utilizado como base para pensarmos o caminho umbandista. Mas, primeiramente, apresentemos resumidamente esses quatro caminhos:

>> O CAMINHO DO CONHECIMENTO (jnana): é o caminho do filósofo místico. Através do discernimento espiritual o Ser rompe a ilusão da identificação com o eu ilusório (ego) e identifica-se com sua natureza infinita, vasta e verdadeira. O Deus pessoal se torna impessoal e o praticante se reconhece Nele.

>> O CAMINHO DO AMOR (bhakti): é devocional. Devota-se a uma divindade pessoal, com tanto amor, que se perde o ego nessa imensa louvação. Ama-se Deus acima de tudo e todos os nossos outros amores são frutos desse amor primordial. Aqui, Deus é pessoal e o praticante não tem a intenção de se fundir nele, mas sim de viver nesse amor, o que é tradicionalmente representado da seguinte forma: “quero sentir o doce do açúcar, não ser o açúcar”.

>> O CAMINHO DA AÇÃO (karma): é aquele onde o ser atua no mundo, trabalha e realiza, mas desapega-se do fruto de seu trabalho. Basicamente, essa prática “mata o ego de fome”, utilizando-o para viver bem colocado no mundo, mas recusando todo fruto e benefício pessoal adquirido. É o caminho da caridade.

>> O último CAMINHO É O DO EXERCÍCIO ESPIRITUAL (raja): do empirismo místico. Nele, praticam-se exercícios espirituais tendo o objetivo de ir além da mente racional e do nosso eu pessoal, conhecendo, integrando e vivendo nosso eu transpessoal ou divino. O exercício espiritual pode ser bem exemplificado com a prática da yoga, o zazen, a prece contemplativa do cristianismo, a dança dervixe sufi etc. Esse caminho trespassa pelos outros três. 

Bom, mas o que isso tem a ver com Umbanda? Tudo! Vejamos a palavra de seu fundador, o senhor caboclo das Sete Encruzilhadas: “Umbanda é amor e caridade”. Ora, o que aqui ele nos diz claramente é: a Umbanda é uma religião baseada em uma síntese do caminho da devoção (amor) com o caminho da caridade (ação).

Simples, muito simples. Mas, apesar dessas palavras serem muito conhecidas dentro da Umbanda, poucos realmente entendem com profundidade o que elas representam. Tentarei ser o mais claro possível a esse respeito.

Peguemos os grandes representantes da Umbanda, seus verdadeiros mestres. Falo, claro, dos caboclos e pretos-velhos. Toda prática espiritual deles é baseada nesses dois princípios: amor (devoção) e caridade (ação). Devoção ao Orixá a quem respondem, ao ponto de não trabalharem nunca com seus nomes pessoais (símbolo do ego), mas sim, com nomes simbólicos, pois se sentem e atuam unidos pelo amor do Orixá. Um guia dentro da Umbanda realiza o trabalho pelo Orixá, com a consciência do Orixá, no axé do Orixá. É um devoto como os médiuns também são.

Caridade, ou ação, é a palavra de ordem e por isso dizemos que o guia vem trabalhar. E nesse trabalho eles não recebem nada em troca, ou talvez até recebam, mas isso pouco ou nada importa. E quando os agradecemos, as palavras normalmente escutadas são: “agradece a Deus, filho; nêgo apenas cumpre sua obrigação”; ou ainda um simples sorriso sereno.

O que eu gostaria de chamar atenção é para o fato de que se os guias espirituais são mestres ou caminhantes espirituais, a maioria dos médiuns não o são!

Simplesmente, temos um déficit muito grande do entendimento real que se deve ter ao se dedicar à disciplina umbandista.

Em última análise, a Umbanda deveria ser um caminho para que seus praticantes se tornassem como os caboclos e pretos-velhos. Sim, a Umbanda é uma religião de transformação e essa transformação deve ser calcada no exemplo deles. Só então o caminho se abre para o médium, para que ele realmente entenda os fundamentos, princípios e objetivos mais importantes de sua prática.

Vejamos:

<> A caridade do trabalho mediúnico deve ser utilizada para “matar o ego de fome”. De grande auxílio é a indiferença ou a ingratidão daquelas pessoas as quais seus guias tanto ajudaram. Elas te ensinam a única coisa importante desse caminho: Trabalhar e agir, simplesmente. Sem a prensa da eficiência, sem o apego aos frutos. Os frutos são sempre dos Orixás.

<> Agir não apenas no terreiro, mas no mundo. Ética e moralidade são pressupostos básicos dentro de qualquer religião. Desapego também. Caridade é agir desinteressadamente no terreiro, na empresa onde você trabalha ou em qualquer lugar do mundo. É um estado de ser. Leve isso para onde você for. Não se esqueça: um caboclo ou preto-velho se comporta da mesma forma em seu terreiro, em sua casa, ou no terreiro do amigo, pois essa é a natureza dele, seu estado de espírito constante.

<> “O caminho da magia é como andar sobre uma navalha”. O velho axioma hermético alerta-nos sobre o perigo do ego. A magia não é um fim, apenas um meio. Além disso, o que o ego pode fazer por si? A prática magística verdadeira derivaria de um estado de consciência maior, onde o Todo-Orixá age, não o eu relativo. Na Umbanda, a magia deve ter como mestre e condutora a noção de ação desapegada, ou não ação.

<> Deve-se aprender a amar e louvar os Orixás de coração. A dor, as perdas e dificuldades podem ajudar a despertar esse amor. Porém, não faça do Orixá uma entidade superior com a qual você barganha favores e pedidos. Essa é apenas a fase inicial. Quando o amor verdadeiro surgir, o Orixá transforma-se em seu amante, em seu irmão, em seu melhor amigo, ou seu pai/mãe infinitamente bondoso. O médium em seus cantos, giras, firmezas, trabalhos e manifestações deve aprender a sentir a unidade no amor do Orixá. Sua natureza infinita, vasta, original. Orixá é Deus manifestado. Mergulhe, experimente, dance junto Deles. Quando isso acontece o médium finalmente entende o que é o Orixá.

<> Leve o bem amado por onde for. Não apenas no terreiro, pois se apaixonar pelos Orixás é se apaixonar pela Vida. Viva Neles, por Eles e com Eles. Perca-se e se ache Neles. Chore e sorria com Eles. Durma, acorde e se alimente Deles. Esse é o ideal de devoção. Um amor sutil como os lírios de Oxum, mas forte e determinado como os olhos de Ogum.

<> DOIS ALERTAS: Cuidado com o fanatismo e principalmente com o erro de confundir a realidade infinita com seus símbolos. Os rituais, oferendas, imagens etc. não são fins últimos. Eles são apenas trampolins para a realidade que não é tangível. Potencializadores do axé, mas não o próprio axé. Como diz a conhecida oração: “Deus, perdoa três pecados que se devem às minhas limitações humanas; Tu estás em toda parte, mas eu Te adoro aqui neste templo; Tu não tens forma, mas eu Te adoro nestas formas; Tu não precisas de louvor, mas eu te ofereço estas preces e louvores. Senhor, perdoa três pecados que se devem às minhas limitações humanas”.

Creio que essa rápida e superficial introdução ao assunto já dá aos umbandistas uma ideia do comprometimento real que a Umbanda espera de seu praticante. Literalmente, ela funciona como uma escola que tem como objetivo fazer com que os médiuns alcancem as qualidades morais e éticas dos caboclos e pretos-velhos, assim como sua lucidez e iluminação espiritual. Com isso, a compaixão surge e o caminho deixa de ser um fim, para ser o começo do trabalho incansável de auxílio a todos os seres sencientes desse ou de outros mundos e planos de manifestação. Porém, para tanto, deve-se refletir e praticar aquilo que é o objetivo da Umbanda – amor e caridade – ou: união mística amorosa com Deus através de suas manifestações Orixás e trabalho desapegado. É assim que um caboclo ou preto-velho nasce.

É por isso que um caboclo e preto-velho vive…

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
Clique na Imagem e Leia o Livro.

Pense Nisso...