Na Umbanda não há preconceitos nem orgulho. Aprendemos com quem mais sabe e ensinamos aqueles que sabem menos.
Fé Racional
"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)
A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.
“Resolvo
os problemas amorosos e profissionais, até viadagem. Encontro cão perdido, tiro
unha encravada e até firmose. Jogo cartas, bingo e bilhar”.
Quantos panfletos
colados nos postes, nos muros de nossa cidade temos quase igual a este? Chegam
a ser absurdos, não é mesmo? Como é que eles têm tanto poder assim? A tela
búbica deles consegue ser bem apurada! E observem que trabalham em favor de
muita grana, não é mesmo?
Caros amigos, não
venham à Umbanda com essa finalidade de que aqui vocês, com certeza, vão
encontrar a solução para os seus problemas. Sabemos que temos que passar por
algumas situações para que tenhamos crescimento espiritual, e se formos
merecedores, se caminharmos corretamente, Oxalá nos amenizará dos sofrimentos e
quiçá, nos perdoará e sairemos muito rápido dos nossos sofrimentos. Estamos
sempre lembrando que alguns consulentes e médiuns que vêm à Umbanda para pedir
que sua situação melhore, para comprar um apartamento, um carro etc. não
conseguirão nada,se vierem em busca de milagres e não tiverem a capacidade de
esperar a sua vez acontecer ou talvez não acontecer, como dizemos sempre,
depende de cada um, “se não tiver merecimento, nenhuma graça alcançará”.
A nossa Umbanda é
linda para ser exposta dessa maneira. Ela é milenar, é de outras esferas
astrais inteligentíssimas. Não pode perder tempo com “picuinhas” – como diz o
nosso Cigano do Oriente. E, por favor, a vejam como qualquer outra religião
onde nos reunimos para pedir coisas boas e aceitar a Lei do Livre Arbítrio.
Caminhemos na
verdadeira senda do crescimento espiritual em pró de uma elevação moral de
nosso espírito. O que devemos é trabalhar para o nosso próximo, dando-lhe
conforto, abrigo espiritual.
A nossa religião é a
manifestação do espírito em pró da caridade com humildade.
Ao se sentarem em
nossas poltronas e assistir ao nosso culto, comecem a conversar com os Orixás e
fazerem os seus pedidos.
E a vocês, médiuns,
não venham servir em troca de algum propósito, não é esse o caminho! Venha com
o seu coração aberto somente pra servir e acertar a sua caminhada. Peça em
oração o seu aperfeiçoamento, a sua caminhada. Vamos mudar essa religião! Ao
ouvires os cânticos de Umbanda não deixem de lembrar que são eles os
verdadeiros mantras que irão fortalecer os seus pedidos, pois os pedidos não se
fazem somente às Entidades incorporadas em nossos médiuns.
Portanto, não devemos
confiar nesses comerciais milagrosos que vemos por aí!
Muitos já devem ter se perguntado: Qual o
fundamento deste altar? De onde vem essa energia? Qual a sua função perante a
assistência? Sei como é difícil aceitar e até utilizar de forma correta o que
não se entende, portanto, hoje falaremos sobre um ponto importantíssimo dentro
dos terreiros: o Gongá ou Congá.
O Altar é um ponto de força e deve ser firmado e
assentado corretamente, pois é o meio pelo qual as Irradiações Divinas
alcançarão todos os fiéis diante dele. A principal função de um altar é criar
um magnetismo, uma ligação entre “o céu e a terra”, e é através dele que as
irradiações verticais das Divindades – DO ALTO – descerão até o altar e
se espalharão na horizontal ocupando todo o espaço destinado às praticas
religiosas. Os fundamentos específicos de um altar só podem ser explicados
por quem o fez, mas o Fundamento Divino de sua existência em um templo é que
quando nos colocamos respeitosamente diante dele, estaremos bem próximos de
Deus e de Suas Sagradas Divindades.
As imagens que encontramos nos altares dos centros
de Umbanda têm a função de impor um respeito único aos frequentadores induzindo
uma postura respeitosa, silenciosa e reverente. As imagens apenas representam
os Orixás, uma vez que é muito utilizado também o sincretismo religioso, uma
unificação através da semelhança entre as características de um Orixá e as de
um santo católico. É claro que Ogum não é São Jorge apenas se assemelha a
ele em sua qualidade guerreira e Oxalá não é Jesus Cristo apenas traz o mesmo
sentido de paz, compreensão, amor incondicional, e assim segue para todos.
Orixá não é santo, pois santo foi um espírito humano que viveu no plano
material e por boas atitudes foi canonizado pela igreja católica e também não é
anjo, pois anjo é um mensageiro de Deus. Orixá é Divindade de Deus, ou seja, é
um ser Divino e um mistério de Deus, é uma exteriorização e representante
exclusivo de Deus. Por isso entendam: Orixá nunca encarnou, portanto não é
santo, nem dá consultas, Orixá não é mensageiro de Deus, mas sim representante
de suas qualidades, atributos e sentidos. Orixá vem da cultura africana Nagô –
Yorubá. São Divindades criadas a partir de Olorun, que é o Deus Supremo
onipresente, onipotente e onisciente.
“A Umbanda cultua Orixá através de suas
qualidades, elementos e mistérios.”
Umbanda é e está na Natureza e em seus elementos
naturais. Por isso melhor que ter imagens nos altares, é ter elementos naturais
que representem os Sagrados Orixás, ou seja, trazer a força da natureza, “da
Umbanda”, para dentro de nossa casa. Esses elementos podem ser as águas
minerais ou cristalinas, as ervas, flores ou plantas, as pedras ou os minérios,
como também instrumentos simbolizando a força e o mistério do Orixá. Não
podemos esquecer das velas em nosso altar, pois vela é mistério usado por quase
todas as religiões do mundo. Quando é ativada religiosamente, se torna um
poderoso elemento mágico, energético e vibratório que atua no etérico de quem
recebe sua irradiação ígnea, elas têm o poder de consumir as energias negativas
que são descarregadas pelos frequentadores do Templo.
Não existe mal algum em ter um altar em casa,
só é preciso ter Respeito e Amor,
pois não se pode montar um altar por impulso ou tratar as Divindadescomo elemento de
“moda”.
“Fala
em línguas quem está repleto do Espírito Santo. As diversas línguas são o
testemunho que devemos dar o favor de Cristo, a saber, humildade, pobreza,
paciência e obediência. Quando os outros virem em nós estas virtudes, estaremos
nós falando a eles. Nossa linguagem é penetrante quando é nosso agir que fala.
Eu vos conjuro, pois, deixai vossa boca emudecer-se e vossas ações fala! Nossa
vida está tão cheia de belas palavras e tão vazia de boas obras”.
(Santo
Antõnio)
Santo Antônio de
Pádua, ou Santo Antônio de Lisboa, porque nasceu na cidade de Lisboa, em
Portugal, e desencarnou, em Pádua, na Itália.
Santo que seguiu os
passos do Mestre Jesus e exemplificou suas palavras de forma humilde e fiel.
Discípulo de São Francisco de Assis, abdicou da sua herança e viveu para
defender os pobres e deserdados, pregador incansável do Evangelho. Amante da
natureza e da solidão. Pode-se observar seus diálogos com a natureza e os
animais em seu “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”.
Procurava meditar e
orar em lugares afastados, onde não houvesse o barulho das cidades. E, em uma
dessas meditações, recebeu a visita do Menino Jesus. Por tal fato, sua imagem o
representa com Jesus criança em seus braços. A imagem ainda apresenta lírios
brancos, que representam a nobreza e a virtude desse valoroso servidor da
Palavra Divina enquanto andou por essa Terra.
Com relação à devoção
a Santo Antônio, encontramos no Brasil a tradição de, no dia 13 de junho,
distribuir pão, que deve ser guardado nas residências, a fim de assegurar o
alimento a todos que nela residem; a devoção mensal no dia 13, a “trezena”;
pedidos para encontrar objetos perdidos, da mesma forma que São Longuinho; e as
promessas feitas para se conseguir casamentos, além da comemoração das festas
juninas, onde se utilizam muitas cantigas que louvam seu nome.
Falando um pouco
sobre sua vida, nasceu em Lisboa, no ano de 1192, sendo batizado com o nome de
Fernando. Ingressou no mosteiro de São Vicente de Fora dos Agostinianos aos 15
anos de idade, e pelo exemplo dos franciscanos, decidiu trocar seu nome para
Antônio, sendo aceito na Ordem Franciscana, no ano de 1208, quando renunciou à
herança paterna e seus títulos nobiliários, e recolheu-se no mosteiro de São
Vicente, localizado nos arredores da cidade de Lisboa.
Em 1219, ordenou-se
sacerdote, permanecendo no eremitério de Montepaulo, na comarca da Romagna,
quando teve início a passagem mais significativa de Santo Antônio como pregador
da palavra do Evangelho.
Em 1230, com a saúde
debilitada, frei Antônio retirou-se para uma localidade perto de Pádua, já com
a saúde debilitada pelo exercício constante do apostolado de Jesus, com
constantes jejuns e penitências, quando se recolheu El Camposampiero, no
convento eremitério de Arcela, perto do castelo de um amigo seu. Em 1231,
pregou em Pádua a famosa Quaresma, que é considerada por muitos como o momento
de refundação da cidade, com multidões sendo convertidas e realizando
prodígios.
Em 13 de junho de
1231, Frei Antônio com a idade de 39 anos, desencarnou. Teve seu corpo
sepultado na igreja do convento dos frades menores de Santa Maria de Pádua.
Em maio de 1232, um
ano após sua morte, o Papa Gregório IX inscreveu o nome de Antônio no catálogo
dos Santos.Em 1946, Pio XIII declarou Santo Antônio Doutor da Igreja, com o
Título de “Doutor Evangélico”.
Um
Pouco mais de Santo Antônio:
Quando não era ouvido
pelas pessoas, dirigia-se às aves e aos peixes.
Passava muitos dias
em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das
cidades.
Enquanto rezava em um
desses eremitérios, recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição,
Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços.
O lírio que aparece
nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de fé e de amor
para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais.
Sal da terra e luz do
mundo, Santo Antônio é tão procurado pelas pessoas que se tornou um dos santos
mais populares do mundo.
Em sua companhia,
procuremos reencontrar o verdadeiro sentido da nossa vida, a fé em Deus, o amor
para com os mais pobres e uma esperança inabalável na Divina Providência.
Conhecido,
carinhosamente, como Antoninho, Santo Antônio tem fama de casamenteiro. Dizem
que as simpatias evocadas em seu nome dão certo.
Santo Antônio sempre
foi circundado por uma aura sobrenatural – mesmo em vida já era considerado
santo pelos milagres realizados através de suas orações e pedidos em que Deus
se manifestou:
– Santo Antônio teve
uma infância sem muitas emoções, mas uma passagem foi interessante.
Conta-se que seu pai,
Martinho, gostava de ir a uma fazenda que possuía nos arredores de Lisboa. Um
dia, levou o filho com ele. Que magnífica colheita aquele ano! Pena, porém, que
insaciáveis bandos de pássaros descessem continuamente para bicar os grãos de
trigo. Era necessário espantá-los para impedir grave dano à colheita. Martinho
tinha de providenciar um guardião. Enquanto procurava um, encarregou o garoto
de manter longe os pequenos ladrões. O pai se foi e Fernando permaneceu
correndo de cá para lá no campo. Em pouco tempo começou a se aborrecer com
aquela ocupação. Não muito longe, uma capelinha rústica o convidava à oração.
Mas o pai o mandava enxotar os passarinhos: não podia desobedecer. Depois de um
átimo de incerteza, gritou aos pássaros, convidando-os a segui-lo para dentro
de uma sala da fazenda. Aqueles, obedientes, nela entraram chilreando. Quando
todos estavam dentro, Fernando fechou as janelas e as portas, e foi
tranqüilamente fazer sua visita ao Senhor. Já entardecia quando o pai,
retornando, veio procurá-lo. Andou pelo campo, chamando-o cá e lá, mas não
encontrou ninguém. Preocupado, dirigiu-se à capela e o descobriu, todo absorto
na prece. Fernando se assustou um tanto, mas tomou o pai pelas mãos e o
conduziu ao salão repleto dos vôos e dos cantos dos graciosos prisioneiros. Abriu
a porta e, a um sinal seu, os pássaros, em bando, retornaram os livres caminhos
do espaço.
Frases
de Santo Antônio
"Deus
é Pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs."
"É
viva a Palavra quando são as obras que falam."
"Quando
te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te
apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós,
nos mordem como serpentes."
"Uma água turva e agitada não espelha a face
de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege,
se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranqüila a tua
alma."
"A
paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda
perturbação."
"Ó
meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a
morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por
nós."
"Como
os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam
obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos
pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as
grandes obras que fazem, mas à graça de Deus."
"Neste
lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os
calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas
almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do
mundo."
"Quem
não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas
forças; certamente não ficará sem recompensa".
Na Umbanda, Santo
Antônio é considerado Santo de Exu.
É também conhecido
como Santo Antônio de Pemba.
Esse fato remonta à
época da escravidão quando os escravos deveriam orar e professar a crença nas
capelas erigidas nas fazendas dos donos de engenho e, para preservarem seu
culto ancestral aos orixás, adotaram os santos para com eles sincretizarem, em
virtude de suas semelhanças.
Quando os escravos
adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu,
fizeram-no por diversos motivos. O primeiro porque tinham que acompanhar o
credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas,
pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro
porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc., e o dono do fogo é
Exu.
Santo Antônio sempre
foi considerado como mensageiro do Evangelho de Jesus, e segundo a tradição que
persiste no tempo, nos guia os passos no bom caminho. Por isso, atua também com
Exu, agente, guardião e senhor do destino e dos caminhos dos indivíduos.
Santo Antônio é Santo
de Lisboa, de Batalha, de Pemba, é Santo trabalhador, conforme se observa nos pontos
cantados na Umbanda, onde se louva seu nome.
“Santo
Antônio de Lisboa, olha pro mundo como está.
Quem
antes me abraçava e me beijava, agora quer me apunhalar.
Oh,
saravá seu cordão preto, minha Santo Antônio que eu sou filho seu
Oh,
livrai-me dos inimigos, minha Santo Antônio, pelo amor de Deus...”
“Santo
Antônio de Pemba, segura seus filhos, segura o Congá
Eu
sou filho de Pemba, eu não posso cair, eu não posso tombar.