Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Vibração Ogum




Ogum é um dos orixás mais cultuados dentro do panteão Umbandista, o soldado de Aruanda, Ogum é o general de guerra, o vencedor de demandas. O patrono do ferro, dos metais em geral. Sua cor geralmente é o vermelho e branco, mas varia muito dependendo do culto e da casa.

Suas festividades ocorrem no dia 23 de abril, seu sincretismo quase que absolutamente é São Jorge, mas também pode variar dependendo da casa e da liturgia praticada.

Ainda insistindo na mitologia, Ogum é irmão de Oxóssi e Exú, e sua esposa foi Oxum, Iansã ou até mesmo Iemanjá, dependendo da qualidade do mesmo, mas isso é apenas a título de curiosidade e não desprenderei mais tempo para explanar sobre as lendas. Sua saudação é Patacori Ogum, Ogum Iê.

Sabe-se que Ogum é o patrono do Ferro, dos metalúrgicos, da tecnologia e dos soldados, também é o Senhor das Estradas, portanto, a área de atuação da vibração de Ogum é muito vasta, portanto, tentarei esmiuçá-la no decorrer do texto.

Ogum é a vibração que nos impulsiona à Luta, às Guerras, é a nossa coragem, o nosso ânimo para vencer as constantes guerras que travamos em nosso cotidiano, é o patrono do Ferro, não penso só no ferro que conhecemos como o metal utilizado para matéria prima, mas também no papel biológico de nosso corpo, como as ligações de ferro em nosso sangue, a hemoglobina, por exemplo, que é formada por Ferro e leva o Oxigênio por todo nosso sistema circulatório. Sua carência nos humanos pode causar, além da anemia, anorexia, sensibilidade óssea e a clima frio, prisão de ventre, distúrbios digestivos, tontura, fadiga, problemas de crescimento, irritabilidade, inflamação da língua.  Portanto, também temos aí uma grande importância do Ferro em nosso corpo, onde a vibração de Ogum também é atuante.

Ogum nos move, é a direção para o campo de batalha, é a força que nos dá a esperança e nos anima para continuar lutando, é uma vibração muito evocada, juntamente com exu, para vencer demandas, desfazer malefícios causados por espíritos de baixo grau evolutivo.

Na Umbanda da qual eu acredito, todos os filhos possuem um caboclo de Ogum, a falange de Ogum é muito vasta, tentarei esmiuçar um pouco aqui para evitar confusões, na Umbanda recebemos algumas qualidades de Ogum, que vem como caboclos representantes dessa qualidade, não vamos misturar os caboclos falantes que atuam nos passes, consultas da casa com os caboclos que aqui representam a qualidade do Orixá, vou explicando gradativamente para que não haja confusão, mas abaixo citarei as qualidades de Ogum na Umbanda que já presenciei:

Ogum Beira-Mar
Uma das linhas mais populares de Ogum dentro da nossa Umbanda, é o Ogum que ronda as praias e águas salgadas, é o Ogum que zela e ronda no campo Santo de Iemanjá, é o Ogum que atua sob os auspícios da vibração de Iemanjá. É o chefe da falange de Ogum que atua nos mares e praias. Seu brado se dá de uma forma interessante, ele puxa o ar com a boca aberta emitindo um ruído estranho. Sua oferenda geralmente é um peixe ou camarão, suas cores são o vermelho, o branco e o azul claro (Cor de Iemanjá), aceita cerveja preta ou clara, também já vi alguns recebendo vinho branco e charuto. Alguns caboclos dessa falange são: Sete Ondas, Marinho, Sete Mares, Ogum da Praia.

Ogum Matinata
É um Ogum que atua sob a vibração de Oxalá, o Ogum de Branco, é um Ogum que atua nos montes altos verdejantes, sua ronda ocorre no campo santo de Oxalá, as colinas, as montanhas, os locais altos onde a energia do Sol é refletida para os locais mais baixos. É um tipo de Ogum muito raro, eu só presenciei uma vez e sei muito pouco sobre ele.

Ogum Rompe-Mato
É a falange que atua sob os domínios de Xangô e Oxóssi, é o Ogum que ronda as matas e cachoeiras, é interessante não confundir Ogum Rompe-Mato com Caboclo Rompe-Mato, levam o mesmo nome, porém suas vibrações e formas de atuações são bem distintas. Sua manifestação no médium é parecida com a de um caboclo, até seu brado geralmente é longo e seco e bate muito a mão no peito. Suas cores são o verde e o vermelho, juntas formam o marrom. Suas oferendas geralmente são frutas, cerveja e charuto. Nessa falange também existe Ogum Sete Espadas, Ogum Caçador, Ogum Sete Matas, Ogum Sete Cachoeiras. Um Ogum muito conhecido que atua nessa falange é Ogum Xoroquê, um Ogum que atua nos dois extremos, a vibração negativa e positiva de Ogum.

Ogum Iara
É a falange de Ogum que atua nos rios, sob os auspícios de Oxum, é o Ogum das águas doces, dos pântanos, geralmente vêem com as mãos espalmadas simbolizando conchas, mas também já vi manifestações com as mãos fechadas ou apenas os indicadores espalmados. Ele ronda os rios e alguns as cachoeiras, juntamente com Ogum Rompe-Mato, suas cores são o vermelho e o branco, alguns o vermelho e amarelo. Suas oferendas são semelhantes ao do Ogum Rompe-Mato. Alguns caboclos dessa falange são: Ogum dos Rios, Riacho Grande, Sete Rios.

Ogum Megê
Meji, do yorubá, duas faces, é a falange de Ogum que atua nos campos da vibração da direita e da vibração da esquerda, é um Ogum relativamente raro nos dias de hoje, sua falange se apresentam muito poucos, como Ogum Sete Catacumbas e Ogum Sete Estradas. Apenas vi um Ogum dessa falange, outro muito conhecido que pode vir sob os auspícios dessa vibração, seria Ogum Xoroque. É uma vibração de Ogum que atua nos cemitérios ou encruzilhadas, por trabalhar diretamente com Exú, tem uma vasta falange de exus sob seus domínios, é um Ogum extremamente eficiente para desmanche de trabalhos e atuação para quebrar demandas. Atua também no cemitério juntamente com Obaluaie.

Ogum Dele ou Dilei
É uma falange muito rara de se apresentar, em minha opinião é a falange onde carrega a vibração pura de Ogum, tive a oportunidade de presenciar poucos médiuns que carregam essa vibração de Ogum, ambos são relativamente velhos, porém imponentes, suas oferendas se dão na estrada ou em montes altos verdejantes, sua hora de ronda se dá às 06:00 da manhã, costuma-se nessa hora pedir proteção ao Sr. Ogum Dilê que é sua hora de ronda. Os antigos Umbandistas, principalmente os chefes de terreiro, costumavam acordar cedo e fazer suas oferendas e preces justamente essa hora solicitando proteção.

Eu já senti a vibração dessa falange, é uma vibração extremamente sutil e poderosa, algumas literaturas também enfatizam que é uma falange que atua também nos campos de Xangô, mas somente o médium que o carrega pode dizer claramente como ele é ou como ele trabalha, pois como sempre digo, cada entidade tem a sua forma particular de trabalho.

Existem outras falanges, como Ogum Nagô, Ogum Naruê, Ogum Malei, Ogum Xoroquê, que também atuam fortemente na vibração da esquerda, são Oguns que tem como grande poder o feitiço e o exímio conhecimento da Quimbanda, raramente se manifestam atuando somente nos bastidores.

Paz Profunda
Neófito da Luz.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Parábola



Disse Jesus: "O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para sua vinha. Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha.

Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, disse-lhes: - Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: - Porque permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? Disseram eles: - E' que ninguém nos assalariou . Ele então lhes disse: - Ide vós também para a minha vinha . Ao cair da tarde, disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: - Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais, porém, receberam apenas um denário cada um. Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família, dizendo: - Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós, que suportamos o peso do dia e do calor. Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum. Não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom? À primeira vista, pode parecer que Jesus, nesta parábola, esteja consagrando a arbitrariedade e a injustiça. De fato, não seria falta de equidade pagar o mesmo salário, tanto aos que trabalham doze horas, como aos que trabalham dois terços, a metade, um terço, ou apenas um duodécimo da jornada? Sê-lo-ia, efetivamente, se todos os trabalhadores tivessem a mesma capacidade e eficiência. Tal, porém, não é o que se verifica. Há operários diligentes, de boa vontade, que, devotando-se de corpo e alma às tarefas que lhes são confiadas, produzem mais e melhor, em menos tempo que o comum, assim como há os mercenários, os que não têm amor ao trabalho, os que se mexem somente quando são vigiados, os que estão de olhos pregados no relógio, pressurosos de que passe o dia, cuja produção, evidentemente, é muito menor que a dos primeiros. Uma vez, pois, que o mérito de cada obreiro seja aferido, não pelas horas de serviço, mas pela produção, que interessa ao dono do negócio saber se, para dar o mesmo rendimento, um precisa de doze horas, outro de nove, outro de seis, outro de três e outro de urna? Malgrado a diversidade das horas de trabalho, a remuneração igual, aqui, é de inteira justiça. Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos” (Mateus, 20:1 a 16). 

Transportando-se esta parábola para o campo da espiritualidade, o ensino não se perde; pelo contrário, destaca-se ainda mais. O pai de família é Deus; a vinha somos nós, a Humanidade; e o trabalho, a aquisição das virtudes que devem enobrecer nossas almas.

Para realizar esse desiderato, uns precisam de menos tempo, outros de mais, conforme cumpram, bem ou mal, os seus deveres. 

O prêmio, entretanto, é um só: a alegria, o gozo espiritual decorrente da própria evolução alcançada.
Neste texto evangélico confirma-se, ainda que de forma velada, a doutrina reencarnacionista.

Os trabalhadores da primeira hora são os espíritos que contam com maior número de encarnações, mas que não souberam aproveitá-las, perdendo as oportunidades que lhes foram concedidas para se regenerarem e progredirem. Os trabalhadores contratados posteriormente simbolizam os espíritos que foram gerados há menos tempo, mas que, fazendo melhor uso do livre-arbítrio, caminhando em linha reta, sem se perderem por atalhos e desvios, lograram em apenas algumas existências o progresso que outros tardaram a realizar. Assim se explica porque "os primeiros poderão ser dos últimos e os últimos serem os primeiros" a ganhar o reino dos céus.
Esta interessante parábola constitui, ainda, um cântico de esperança para todos. Por ela, Jesus nos ensina que qualquer tempo é oportuno para cuidarmos do aperfeiçoamento de nossas almas, e, quer nos encontremos nos albores da existência, quer estejamos, já, beirando a velhice, desde que aceitemos, com boa disposição, o convite para o trabalho, haveremos de fazer jus ao salário divino. 

Pense Nisso!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ver a Energia na Natureza




Marque um encontro consigo mesmo e a natureza. Muitas vezes dizemos a nós mesmos que não temos tempo, que vivemos apressadamente de um lado para o outro, que gostaríamos de fazer isto ou aquilo, que gostaríamos de ir aqui ou acolá, mas depois deparamos-nos sempre com o mesmo obstáculo: O Tempo! ... e o: "não tenho tempo!". ... Mentira!!!

Interiorizamos esta mentira em nós.

Temos tempo sim, até porque o tempo não existe; o que existe é a falta de vontade de termos tempo.

Muitas vezes passamos perto de um rio, de um jardim, campo, bosque, praia, etc. e nem sequer reparamos.

Então vamos fazer um compromisso conosco mesmos, o desafio é estarmos atentos, de estarmos predispostos a reparar que ali, ali mesmo, perto da nossa casa, perto do local do nosso trabalho, existe um parque, um jardim, uma planta, uma árvore, uma flor.

Por isso, a partir de agora vamos tirar um tempo para contemplar a natureza e marcar um encontro com ela.

Visitar um parque perto de si, observar as plantas, flores, mar, os cheiros e sons, as formas de uma determinada planta, as diferenças entre elas

Sinta-se leve, observador, concentre-se apenas na beleza e no efeito reparador da natureza.

Observe e respire serena e calmamente, observe a faixa de Luz em volta de uma planta.

Sente-se em silêncio, e observe esse Ser vivo em toda a sua grandeza. respire a beleza e encha o seu Ser dela.

Imagine, visualize que está ligado a essa planta, flor, árvore, e sinta a energia viva da mesma.

Absorva toda a energia, visualize uma Luz branca e envolva-se, banhe-se dela, sinta a Luz no seu interior.

Sinta todo o esplendor dessa Luz, sinta a natureza no seu interior, sinta os cheiros, os sons, deixe-se envolver por eles, sinta-se livre, sereno, sinta-se parte dessa natureza.

Eleve a sua energia de uma forma simples, natural e descomplicada.

A energia aumenta quando se está totalmente presente, a viver não só do passado nem no futuro. O mais importante é a consciência centrada no momento, no Aqui e Agora.

Afaste da sua mente todos os pensamentos negativos, preocupações, apenas viva o momento, viva esse momento entre o seu Ser, entre o seu Eu e a natureza.

Não se preocupe, não se aborreça, deixe-se apenas levar e viaje só com a natureza, medite um pouco, acalme a mente, banhe-se na Luz interior.

Nestes momentos, exercite, cultive dentro de si a necessidade do seu bem estar interior e a natureza pode e muito contribuir e ajudar-nos a Ser mais conscientes, a encher-nos de Força interior, Paz, Bem estar e Amor.

Faça isto nem que seja uma vez por mês, mas faça, não por uma razão qualquer, não por ninguém ... apenas o faça por si! ... depois... reflita, observe, medite e veja o quanto se sente bem melhor consigo mesmo, com a natureza, com os outros e com todos os Seres Vivos.

Namastê

Por Carlos Baptista

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Projeto social reúne católicos e evangélicos em um terreiro de Umbanda, em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio




Um grupo evangélico encontrou Jesus durante um trabalho de umbanda. Feito, inclusive, por eles com católicos e adeptos da religião espírita, com o intuito de interferir na vida de 130 famílias da Zona Oeste. Fiéis a um programa de estágio na Tenda Espírita Caboclo Flecheiro, em Santíssimo, os religiosos gospel contam que sentem a presença de Deus no projeto social.

- Enxergo Deus e Jesus dentro desse terreiro. Eu precisava de um estágio e, quando fui convidada a participar, corri no banheiro da faculdade (evangélica) e orei: Senhor, entrego em tuas mãos. Vim confiante. O objetivo aqui é só a ajuda ao próximo - elogia Rosemere Mathias, de 48 anos, convertida na igreja Assembléia de Deus Nova Filadélfia.

O encontro dos religiosos não tem qualquer vínculo litúrgico. Ao contrário, eles se reúnem apenas para celebrar o aprendizado do curso de Assistência Social, que já chegou ao seu 8 período em uma faculdade cristã.

- Antes, eu tinha uma idéia horrorosa dos terreiros. Quando era mais nova, achava que tudo era obra do capeta. É que, na concepção de alguns evangélicos, Deus só está na igreja deles. Era falta de conhecimento minha - destaca a estagiária Andreia de Oliveira, de 35 anos, que atualmente procura uma igreja.

Ação social
O grupo se reúne no terreiro, a cada 15 dias, para distribuir pepinos às famílias assistidas. E também abacaxis, abóboras e bananas, além de frutas em geral. E, em uma sala, apuram a necessidade de cada uma - 80% delas evangélicas -, orientando-as em casos jurídicos, de saúde e até na retirada de documentos. Fora as palestras educativas sobre câncer de mama, verminoses e o uso de preservativos. E tudo gratuito.

Uma alegria para a umbandista Meri Silva, de 45 anos, que convidou os amigos de turma para o estágio quando soube da necessidade de mão de obra social no terreiro.

- No grupo de estágio, temos até um pastor e duas pastoras. Vejo o verdadeiro amor de Cristo neles. Fui cristã dos 9 aos 22 anos. Mas tive decepções e entrei em depressão. Fui acolhida aqui com amor - conta Meri, ex-evangélica.

O dirigente do terreiro, Marco Xavier, também elogia o projeto “Fé com Atitude”, há um ano com os estagiários.

- São excelentes religiosos por quebrarem tabus em relação a Umbanda - afirma Marco Xavier.

Professora dá uma lição de tolerância

A professora de educação física Carla Gomes, de 32 anos, adora ir a cultos evangélicos a caráter. De saia comprida, mas com roda e muitas cores, ela senta na cadeira da Igreja Assembléia de Deus Ministério Vencedor, em Campo Grande, usando pulseiras, argolas, pano de cabeça e até rastafári e dreadlocks no cabelo. É como apresenta aos fiéis a sua cultura, a dos negros.

- Hoje, há uma cultura em demonizar a religião, as vestes, os costumes dos negros. Eu quis mudar isso. Nas escolas que dei aula, gostava quando as crianças entendiam que as coisas dos negros são legais, que elas (crianças) fazem parte disso. E são essa história. Essa é a minha missão - revela Carla, pós-graduada em História da África e professora de jongo, maracatu, coco, maculelê e samba de roda pela Cia. Banto, fundada por ela.

O pastor Enildo Carneiro, de 55 anos, abençoa:

- Ela pode vir assim à igreja. Alguém pode estar alinhado, de terno, e não ser do Senhor. Vestimentas não dizem nada. A espiritualidade, sim. É que muitos pastores pegam um pedacinho da palavra de Deus e fazem disso uma imposição.

‘Hoje penso: cada um com a sua religião’

Depoimento
Rosemere Mathias
48 anos, técnica de enfermagem e estudante

“Ainda tem muita gente sem visão (no mundo evangélico). Eu mesma não imaginava que estaria em um terreiro de Umbanda fazendo caridade. Acho que até eu era limitada. Mas o preconceito, lá fora, é muito grande. Hoje penso: cada um com a sua religião. E isso não se discute. Aqui no estágio, o Marcos (dirigente do terreiro) nunca tentou me converter à umbanda e nem falou sobre religião comigo. O nosso objetivo aqui (dos estagiários) é ajuda, trabalho. Na faculdade, antes de começar o estágio, ainda ouvi: olha, você está lá? O senhor não vai gostar.”


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A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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