Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

sábado, 27 de novembro de 2010

Iansã


       
        O PERFIL DO ORIXÁ IANSÃ
Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oyá. É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona,, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa Bárbara, talvez por causa do raio, já que a santa é sempre invocada para proteger um fiel de uma tempestade. O mesmo acontece com Oyá, que deve ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque tem sido Iansã uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.

Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, ameaçando os outros, prometendo a guerra, sempre guerreira e, ao mesmo tempo, feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma que desmedida com que exterioriza sua cólera.

Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos nagôs (ou iorubas, outro nome para a mesma cultura) é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio Níger, ou Oyá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido com um domínio sobre a água.

A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura - enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.

É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão.
        
        CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IANSÃ
Arquetipicamente, Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo.
Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, que enfrentam a guerra do dia-a-dia, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas, sendo menos sistemáticos, portanto, que os filhos de Ogum.

São quase que invariavelmente de Iansã, os personagens que transformam a vida num buscar desenfreado tanto de prazer como dos riscos. São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Faz parte dos filhos de Iansã a maior arte dos militantes políticos não cerebrais por excelência. Ao mesmo tempo, quando rompem com uma ideologia e abraçam outra, vão mergulhar de cabeça no novo território, repudiando a experiência anterior de forma dramática e exagerada, mal reconhecendo em si mesmos, as pessoas que lutavam por idéias tão diferentes. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.

Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração - tão ou mais radical ainda que a anterior.

O temperamento dos que têm Oyá como Orixá de cabeça, costuma ser instável, exagerado, dramático em questões que, para outras pessoas não mereceriam tanta atenção e, principalmente, tão grande dispêndio de energia.

São do tipo Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo - e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida.

Como esse arquétipo que gera muitos fatos, é comum que pessoas de Iansã surjam freqüentemente nos noticiários. Ao mesmo tempo, é um caráter cheio de variações, de atitudes súbitas e imprevisíveis que costumam fascinar (senão aterrorizar) os que os cercam e os grandes interessados no comportamento humano.

Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas só detidamente. A longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões. Eles têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. São muito ciumentos, possessivo, muitas vezes se mostrando incapazes de perdoar qualquer traição - que não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos ara seu círculo mais íntimo.

Um problema, porém, pode atrapalhar tudo: a inconstância com que vê sua vida amorosa; outros detalhes podem também contaminar os aspectos profissionais.

Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.

(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás, publicado pela Editora Três)

Entenda Como Funciona a Mediunidade


Pressentimentos e sonhos "estranhos" todo mundo tem. O que os especialistas discutem é em que medida essas manifestações podem ser chamadas de mediúnicas.
Você chega a um lugar desconhecido, conversa com pessoas que nunca viu, mas tem a nítida sensação de já ter vivido um tempo atrás essa mesmíssima situação. Ou então, minutos antes de a campainha tocar, sabe com certeza absoluta que alguém não esperado chegará à sua porta. Truques da mente ou mensagens do além?
Muita gente acredita que a mediunidade é um fenômeno que ocorre apenas com alguns poucos eleitos e que o médium é sempre e exclusivamente quem manifesta dons de certo modo espetaculares ou assombrosos. Outros nem sequer admitem a existência de coisas além daquelas que os nossos sentidos e pensamento racional podem perceber. Porém, céticos radicais à parte, quase todos nós já passamos por experiências que podem ser chamadas de mediúnicas.
Todo mundo tem a capacidade de sintonizar freqüências não captadas pelos cinco sentidos. Essas freqüências são uma forma de eletricidade sutil. Como nosso corpo é composto de 70% de água, ótimo condutor de eletricidade, uma hora ou outra entramos em contato com essas energias e isso nada mais é que a mediunidade, mesmo que em levíssima potência", diz Waldemar Falcão, autor de ENCONTROS COM MÉDIUNS NOTÁVEIS. Falcão, que além de escritor é músico e astrólogo, acha que em tese somos todos médiuns, de maneira explícita ou latente, em maior ou menor grau (este último caso mais sutil ele chama de mediunidade "feijão-com-arroz", categoria na qual se inclui).
A médium Maria Sílvia Eustáquio entende que a possibilidade de entrar em contato com outra dimensão da realidade é inata ao ser humano, e nesse sentido podemos dizer, sim, que somos todos sensitivos. Mas, na prática, o termo é usado para designar aquelas pessoas que têm uma percepção muito mais acentuada. "A proposta delas é realmente intermediar o contato e a comunicação entre o nosso mundo terreno e o espiritual. Para a maioria, a função da mediunidade é facilitar o crescimento e a busca do equilíbrio", explica. Esse tipo de médium que se destaca dos comuns dos mortais existe desde que o mundo é mundo. São aqueles que entram em um estado alterado de consciência, no qual se comunicam com seres que morreram ou da natureza. "Os xamãs faziam isso, os sacerdotes da religião do antigo Egito ou as pitonisas dos oráculos gregos também", explica o psiquiatra Frederico Camelo Leão, diretor clínico da Casa André Luiz e membro do Núcleo de Estudos dos Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria da USP.
Entre as religiões mediúnicas mais conhecidas estão o espiritismo, o candomblé e a umbanda. As mais antigas são o hinduísmo e o taoísmo, segundo Ronie Lima, autor de MÉDIUNS DO ESPAÇO. Ele também considera os milagres realizados por santos católicos ou as premonições dos profetas do Antigo Testamento como manifestações de mediunidade, embora não sejam reconhecidas como tais pelo judaísmo, cristianismo e islamismo. No Ocidente, a não-aceitação religiosa dos médiuns foi reforçada pelo meio cultural. O iluminismo (movimento intelectual dos séculos 17 e 18, caracterizado pela hipervalorização da razão) rejeitou todo tipo de fenômeno que escapasse às explicações racionais. Nessa época, as manifestações mediúnicas começaram a ser tratadas como patologias psíquicas. Por isso, até hoje muitas pessoas que têm o dom acentuado e inato sofrem e sentem-se extremamente confusas, achando que estão ficando loucas. Outras simplesmente ignoram e passam batido por experiências mais espirituais.
Mas o psiquiatra Frederico Leão acredita que a situação atual é outra. Universidades como Standford, Harvard e Duke, nos Estados Unidos, ou a USP, no Brasil, estão produzindo trabalhos científicos que apontam para duas evidências: a de que a mediunidade se destaca das patologias e a de que pode ser usada efetivamente para obter cura e alívio de sofrimento", conta o psiquiatra.
Os médicos têm instrumentos para diagnosticar manifestações psíquicas e diferenciá-las de outros eventos, como a mediunidade. Mas, para nós, leigos, não é tão fácil saber se “coisas estranhas" que vivenciamos são manifestações do médium latente em todos nós ou de desequilíbrio mental. Em uma análise simplista, podemos dizer que alguns fatores, como uma vida desestruturada, sinalizam mais um problema psíquico e menos uma eventual sensitividade - afinal, os médiuns têm capacidade de organizar o seu dia-a-dia, diferentemente de alguém que está sofrendo alucinações. Mas nada é tão simples assim. Hoje em dia, poucas pessoas têm uma vida realmente estruturada e, como uma sensibilidade maior em certa medida desorganiza o cotidiano, fica mais complicado diferenciar quais são os limites da psiquiatria e da espiritualidade", diz Frederico Leão. A isso soma-se a dificuldade para lidar com o preconceito, ainda comum, e com os obstáculos internos. "Ninguém gosta de passar por experiências sobre as quais não tem controle, e a maioria teme o novo, o desconhecido. Por isso, a tendência é negar o que está acontecendo", explica o psiquiatra.
A publicitária Carolina Fernandes, por exemplo, está aprendendo a lidar com suas premonições, mas, quando “sente" que algo vai acontecer, sua primeira reação é não acreditar na sua intuição. "Fico achando que é invenção da minha cabeça", conta. Às vezes não dá para negar a experiência. "Uma vez, sonhei com uma colega grávida. Ela chegava ao escritório, distribuía bombons para todos e contava que o bebê era uma menina. No dia seguinte, cheguei ao trabalho e aconteceu exatamente como no meu sonho, as mesmas situações, as mesmas palavras", lembra Carolina. Há alguns anos, ela começou a freqüentar um centro espírita para estudar e entender os fenômenos que vivenciava e saber lidar melhor com eles. Carolina não se considera uma médium e, hoje, está convencida de que suas premonições e sonhos são manifestações naturais, que podem ocorrer com qualquer um. "Já sei levar isso numa boa e comento naturalmente com as pessoas. Claro que não vou falando para todo mundo, com gente que não acredita nem vale a pena conversar. Mas também, se eu falar e a pessoa achar que eu sou louca, não estou nem aí, não me incomoda", afirma. Sábia decisão. Afinal, se podemos ser todos médiuns light, nada melhor do que aproveitar mais essa possibilidade de nossas vidas com leveza.

Muito Além da Realidade

A mediunidade pode se manifestar sob diferentes formas. Estas são as mais comuns:
VIDÊNCIA A pessoa vê coisas que não podem ser percebidas pelo sentido natural da visão no ambiente em que está, no espaço (em um lugar onde ela não está fisicamente) ou no tempo (coisas que aconteceram ou vão acontecer). Pode ser chamada de clarividência, especialmente quando as imagens são muito nítidas.
AUDIÇÃO A pessoa ouve vozes que não vêm do exterior ou que os outros não conseguem ouvir.
PSICOGRAFIA O médium escreve textos ditados por espíritos. Pode se manifestar como escrita mecânica (escrita automática), semimecânica (o pensamento acompanha a escrita) ou intuitiva (o pensamento vem antes do ato de escrever).
PSICOPICTOGRAFIA É a execução de quadros, que ocorre de forma similar à psicografia.
PSICOFONIA OU INCORPORAÇÃO O espírito se comunica por intermédio de quem o recebe. Na maioria das vezes, o médium está consciente e transmite o pensamento que recebeu com as próprias palavras, mas ocorre também de adquirir a voz e os gestos do espírito.

 

FORTES INDÍCIOS:

Sinais precursores de experiências mediúnicas
Ter visões e sonhos cada vez mais perfeitos e claros;
Ouvir vozes, internas ou externas;
Sentir inchar os pés e as mãos;
Perceber ruídos que não são audíveis para os outros;
Sensações de torpor ou vertigem sem causa aparente;
Rigidez muscular;
Frio e arrepios repentinos;
Falta de ar.

 

Sonhos, Intuição, Inspiração

Até que ponto esses eventos são de outra dimensão?
SONHAR é uma forma básica de contato com outras dimensões da realidade - ou seja, de mediunidade -, segundo alguns estudiosos, como o escritor Waldemar Falcão. Mas a questão não é consenso entre os especialistas. Para o psiquiatra Frederico Leão, muitos fatores interferem no conteúdo dos sonhos: vivências físicas (sentir uma dor muscular ou ouvir um barulho, por exemplo), problemas do cotidiano mal elaborados, desejos não realizados. "Há também alguns sonhos claramente premonitórios, mas o terreno é muito movediço para se confiar neles logo de cara", diz Frederico.
A INTUIÇÃO é uma percepção da realidade que não passa pelos processos racionais, como bem formulou o cientista Albert Einstein: "Penso 99 vezes e não chego a nada. Paro de pensar e me ocorre uma coisa nova. A isso chamo de intuição". Do ponto de vista espiritual, é uma percepção da verdade universal acessada, vez ou outra, por todo mundo. De acordo com o espiritismo, é uma forma mediúnica que podemos utilizar em qualquer circunstância. "Todos nós somos capazes de desenvolvê-la, em alguma medida, e uma maneira de fazer isso é cultivar o autoconhecimento", diz a médium Maria Sílvia Eustáquio.
A INSPIRAÇÃO, conforme os especialistas, é um dom muito próximo da vivência mediúnica. Quando os poetas gregos invocavam as musas, estavam pedindo ajuda aos espíritos da poesia, música etc. para comunicar, neste mundo, verdades transcendentais. E o médium é justamente esse canal de comunicação entre diferentes planos da realidade.

 http://claudia.abril.com.br/

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Prece de Amor



Meu Deus!

Na quietude desta Tua madrugada, no silêncio desta minha prece...

Venho pedir-Te que me ensines a evitar, o inevitável.

Ensina-me a compreender, o incompreensível.

Ensina-me a perder o que não posso ter e a de novo me encontrar.

Ensina-me a encontrar na Tua ciência, o porquê da ausência de algo tão presente em mim...

Já que não encontro na ciência das emoções, nada que se iguale a esse amor.

Ensinaste-me a amá-lo...ensinaste-me a enfrentar essa verdade em mim...

Não Te peço agora que me ensines a esquecê-lo, pois Contigo também aprendi, que o verdadeiro é inesquecível...

Mas dá-me coragem para doar esse amor às pessoas que por meu caminho passarem, já que de tão grande, não tenho mais onde guardá-lo em mim...E ensina-me a transformá-lo em átomos do Teu amor.

Ajuda-me a segurar forte o leme enquanto não se abranda a tempestade, na qual navega meu coração.

Ilumina-me para que eu veja e aceite a Tua vontade, e não a minha.

E peço-Te que ele, não tendo olhado este amor suficientemente fundo para encontrá-lo, o encontre em outro olhar.

Que ele encontre em outros braços, sempre, todos os afagos que eu não pude lhe dar.

Peço-Te ainda, que eu não tenha sido o seu engano, mas quando de mim ele lembrar-se que eu seja então, e ao menos, a paz em seu coração.

E que o tempo o presenteie com sonhos e à mim com a certeza de sabê-lo feliz a ti e ao próximo no dia de hoje e sempre.

Assim Seja...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mediunidade Em Ambiente Doméstico


PERGUNTA: Observamos alguns irmãos umbandistas arrastarem móveis, a fim de obter espaço para improvisar congás em suas residências. Logo estão a dar consultas e todo tipo de atendimento em suas moradas. Qual vossa opinião sobre as atividades de caridade realizadas em ambiente doméstico?

RAMATÍS: Infelizmente, esta situação é corriqueira. É generalizado o desconhecimento dos fundamentos mínimos da consagração vibratória de um templo de umbanda. Os trabalhos realizados durante uma sessão de caridade (consulta, desobsessão, desintegração de formas de pensamento, morbos psíquicos e larvas astrais), aliado ao desmanche de magia negra e de outras ferramentas de ataques psíquicos espirituais, necessitam de campos de força adequados para proteção, como forma de dissolver todos os restos fluídicos que ficam pairando no local, no éter circunscrito à crosta terrestre. É como se uma casa de Umbanda fosse uma enorme usina de reciclagem de lixo astral. Atividades sem nenhuma fundamentação defensiva no campo da alta magia, não amparadas pela corrente mediúnica e os devidos condensadores energéticos, tendem a se tornar objetos de assédios das regiões trevosas.
Os trabalhos de caridade em vossas residências impregnam negativamente o ambiente doméstico. Há uma diferença enorme da benzedeira, que é toda amor e ora ardente no cantinho de sua choupana, com fé desinteressada, e os médiuns vaidosos que trabalham em casa com seus guias “poderosos”, que tudo fazem por meia dúzia DE MOEDAS. Os que persistem em sua arrogância, a ponto de prescindir de um agrupamento e de um templo ionizado positivamente para a descarga fluídica de uma sessão de caridade, acabam tornando-se instrumentos das sombras, muitas vezes à custa da desunião familiar, de doenças e ferrenhas obsessões.

Fonte: Livro Vozes de Aruanda - Ed. Conhecimento.



           *Muitas vezes o médium se acha estar coberto de "boas intenções" ao começar a montar em sua residência um congá para atendimento. A princípio apenas para os familiares e conhecidos. Ou seja, inicialmente não tem intenção de cobrar pelo atendimento que fará. Entretanto, o que verdadeiramente o motivou não foi o amor, mas sim a arrogância e vaidade em não admitir-se sob o comando de outro encarnado e atuar fraternalmente entre irmãos. Desejoso de ser o "chefe do terreiro" sempre vê mais defeitos do que qualidades em qualquer terreiro que freqüente. Sempre visualiza o quão perfeito será o seu próprio terreiro.

            Com isso em mente abre o seu "congá" e começa a trabalhar, com o passar do tempo sem o devido preparo, sente falta do mesmo, mas não o admite e não busca auxílio em outra corrente e vai cada vez mais sendo enfraquecido. E não admite porque o que inicialmente o motivou a abrir o congá foi à empáfia, arrogância e a vaidade.

Sendo alvo constante do astral inferior (o que todo dirigente o é), vai fenecendo, até que as suas entidades (guias e protetores) não podem ou conseguem mais atuar ativamente sendo gradativamente substituídas por inteligências trevosas que se fazem passar por entidades de luz.

            A essa altura a sua antiga "residência" já é um terreiro sim, um centro, mas um centro de concentração de forças trevosas que atuarão forte e implacavelmente na manutenção deste lugar, tranformando o médium chefe e todos os seus seguidores em servidores de suas forças. O processo obsessivo está nesse estágio no seu ponto máximo que é a fascinação.

            Portanto, senhores médiuns cuidado! O nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos e se chama vaidade! Ninguém é dono da verdade e terreiro algum é perfeito! Busquemos, pois nos unir em nossos momentos de dúvida e aflição para que possamos sempre também estarmos unidos nos momentos de glória e alegria!

             Pense Nisso...
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A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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