Na Umbanda não há preconceitos nem orgulho. Aprendemos com quem mais sabe e ensinamos aqueles que sabem menos.
Fé Racional
"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)
A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.
A Linha Branca de Umbanda e Demanda está perfeitamente enquadrada na doutrina de Allan Kardec e nos livros do grande codificador, nada se encontra susceptível de condená-la.
Leal de Souza, intelectual e escritor de origem espírita “kardecista”, tornou-se médium orientado por Zélio de Moraes e, também, o primeiro autor umbandista, com o título O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, 1933, onde encontramos um capítulo inteiro (capitulo 31) onde defende a origem espírita da Umbanda.
Coloco abaixo apenas algumas passagens deste texto para apreciação do leitor, e faço algumas considerações ao final:
O Kardecismo e a Linha Branca de Umbanda
Por Leal de Souza
A Linha Branca de Umbanda e Demanda está perfeitamente enquadrada na doutrina de Allan Kardec e nos livros do grande codificador, nada se encontra susceptível de condená-la.
Cotejemos com os seus escritos os princípios da Linha Branca de Umbanda, por nós expostos no "Diário de Notícias", edição de 27 de novembro de 1932...
(...) Os protetores da Linha Branca de Umbanda se apresentam com o nome de caboclos e pretos, porém, freqüentemente, não foram nem caboclos nem pretos.
Allan Kardec, a página 215 de O Livro dos Espíritos, ensina:
"Fazeis questão de nomes: eles (os protetores) tomam um, que vos inspire confiança".
Mas como poderemos, sem o perigo de sermos mistificadores, confiar em entidades que se apresentam com os nomes supostos? Allan Kardec, a página 449 de O Livro dos Espíritos, esclarece:
"Julgai, pois, dos Espíritos, pela natureza de seus ensinos... Julgai-os pelo conjunto do que vos dizem; vede se há encadeamento lógico em suas idéias; se nestas nada revela ignorância, orgulho ou malevolência; em suma,se suas palavras trazem todo o cunho de sabedoria que a verdadeira superioridade manifesta. Se o vosso mundo fosse inacessível ao erro, seria perfeito, e longe disso se acha ele".
Ora, esses espíritos de caboclos ou pretos, e os que como tais se apresentam, pela tradição de nossa raça e pelas afinidades de nosso povo, são humildes e bons, e pregam, invariavelmente, sem solução de continuidade, a doutrina resumida nos dez mandamentos e ampliada por Jesus...
(...) O objetivo da Linha Branca é a prática da caridade e Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo proclama repetidamente que "fora da caridade não há salvação".
A Linha Branca, pela ação dos espíritos que a constituem, prepara um ambiente favorável a operosidade de seus adeptos. Será isso contrário aos preceitos de Allan Kardec?
Não, pois vemos, nos períodos acima transcritos, que os espíritos familiares, com ordem ou permissão dos Espíritos Protetores, tratam até de particularidades da vida íntima.
No mesmo livro, a página 221-222, lê-se:
"525. Exercem os espíritos alguma influência nos acontecimentos da vida?".
"Certamente, pois que te aconselham."
"- Exercem essa influência, por outra forma que não apenas pelos pensamentos que sugerem, isto é, tem ação direta sobre o cumprimento das coisas?".
"Sim, mas nunca atuam fora das leis da natureza".
Assim, os caboclos e pretos da Linha Branca de Umbanda, quando intervém nos atos da vida material, em benefício desta ou daquela pessoa, agem conforme os princípios de Allan Kardec.
Na Linha Branca, o castigo dos médiuns e adeptos que erram conscientemente é o abandono em que os deixam os protetores, expondo-os ao domínio de espíritos maus.
Na página 213 de O Livro dos Espíritos Allan Kardec leciona:
"496. O espírito, que abandona o seu protegido, que deixa de lhe fazer bem, pode fazer-lhe mal?".
"Os bons espíritos nunca fazem mal. Deixam que o façam aqueles que lhe tomam o lugar. Costumais então lançar a conta da sorte as desgraças que vos acabrunham, quando só as sofreis por culpa vossa".
E adiante, na mesma página:
"498. Será por não poder lutar contra espíritos malévolos que um Espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida?".
"Não é porque não possa, mas porque não quer".
A divergência única entre Allan Kardec e a Linha Branca de Umbanda é mais aparente do que real.
Allan Kardec não acreditava na magia, e a Linha Branca acredita que a desfaz. Mas a magia tem dois processos:
O que se baseia na ação fluídica dos espíritos, e esta não é contestada, mas até demonstrada por Allan Kardec. O outro se fundamenta na volatilização da propriedade de certos corpos, e o glorioso mestre, ao que parece, não teve oportunidade, ou tempo, de estudar esse assunto.
(...) ...a sua insignificante discordância com a Linha Branda de Umbanda desaparece, apagada por estas palavras transcritas do "Livro dos Espíritos", páginas 449-450:
"Que importam algumas dissidências, divergências mais de forma do que de fundo? Notai que os princípios fundamentais são os mesmos por toda a parte e vos hão de unir num pensamento comum: o amor de Deus e a prática do bem"
E o amor de Deus e a prática do bem são a divisa da Linha Branca de Umbanda.
Conta-se que o conquistador mongol Genghis-Khan tinha como animal de estimação um falcão. Com ele saía a caçar. Era seu amigo inseparável.
Certo dia, em uma das suas jornadas, com o falcão como companhia, sentiu muita sede. Aproximou-se de um rochedo de onde um filete de água límpida brotava.
Tomou da sua taça, encheu até a borda e levou aos lábios. No mesmo instante, o falcão se jogou contra a taça e o líquido precioso caiu ao chão.
Genghis-Khan ficou muito irritado. Levou a taça novamente até o filete de água e tornou a encher. De novo, antes que ele pudesse beber uma gota sequer, o falcão investiu contra sua mão, fazendo com que caísse ao chão a taça e se perdesse a água.
Desta vez o impiedoso conquistador olhou para a ave e falou:
Vou tornar a encher a taça. Se você a derrubar outra vez, impedindo que eu beba, você perderá a vida.
Na mão direita segurando a espada mongol, com a esquerda ele tornou a colocar a taça debaixo do filete de água e a encheu.
No exato momento que a levava aos lábios, o falcão voou rápido e a derrubou.
Ágil como ele só, Genghis-Khan utilizou a espada e, em pleno ar, decepou a cabeça do falcão, que lhe caiu morto aos pés.
Ainda com raiva, ele chutou longe o corpo do animal.
E porque a taça se tivesse quebrado na terceira queda, ele subiu pelas pedras para beber do ponto mais alto do rochedo, no que imaginou fosse a nascente da fonte.
Para sua surpresa, descobriu presa entre as pedras, bem no meio da nascente, uma enorme cobra venenosa. O animal estava morto há tempo, com certeza, porque mostrava sinais de decomposição. O cheiro era insuportável.
Nesse instante, e somente então, o grande conquistador se deu conta de que o que o falcão fizera, por três vezes, fora lhe salvar a vida, pois se bebesse daquela água contaminada, poderia adoecer e morrer.
Tardiamente, lamentou o gesto impensado que o levara a matar o animal, seu amigo.
Assim muitas vezes somos nós. A Providência Divina estabelece formas de auxílio para nós e não as entendemos. Pelo contrário, nos rebelamos.
Por vezes, a presença de Deus em nossas vidas se faz através dos sábios conselhos de amigos. Contudo, quando eles vêm nos falar de como seria mais prudente agirmos nessa ou naquela circunstância, nos irritamos. E podemos chegar a romper velhas amizades.
De outras vezes, Deus estabelece que algo que desejamos intensamente, não se concretize. Algo que almejamos: um concurso, uma viagem, um prêmio, uma festa, um determinado emprego. É o suficiente para que gritemos contra o Pai, nos dizendo abandonados, esquecidos do Seu apoio.
Raras vezes paramos para pensar e analisar sobre o que nos está acontecendo. Quase nunca paramos para nos perguntar: Não será a mão de Deus agindo, para me dizer que este não é o melhor caminho para mim?
Nada ocorre ao acaso. Tudo tem uma razão de ser. Você nunca se deu conta que um engarrafamento que o detém no trânsito por alguns preciosos minutos, pode lhe impedir de ser participante de um acidente mais adiante?
Um contratempo à saída de casa, que lhe retarde a tomada do ônibus no momento que você planejava, pode ser a mão de Deus interferindo para que você não se sirva daquela condução, para não estar presente no acidente que logo acontece.
Providência Divina. Esteja atento. Busque entender as pequenas mensagens que Deus lhe envia todas as horas.
E não se irrite. Não se altere. Agradeça. A mão de Deus está agindo em seu favor, em todos os momentos, todos os dias.
Conta-se que o conquistador mongol Genghis-Khan tinha como animal de estimação um falcão. Com ele saía a caçar. Era seu amigo inseparável.
Certo dia, em uma das suas jornadas, com o falcão como companhia, sentiu muita sede. Aproximou-se de um rochedo de onde um filete de água límpida brotava.
Tomou da sua taça, encheu até a borda e levou aos lábios. No mesmo instante, o falcão se jogou contra a taça e o líquido precioso caiu ao chão.
Genghis-Khan ficou muito irritado. Levou a taça novamente até o filete de água e tornou a encher. De novo, antes que ele pudesse beber uma gota sequer, o falcão investiu contra sua mão, fazendo com que caísse ao chão a taça e se perdesse a água.
Desta vez o impiedoso conquistador olhou para a ave e falou:
Vou tornar a encher a taça. Se você a derrubar outra vez, impedindo que eu beba, você perderá a vida.
Na mão direita segurando a espada mongol, com a esquerda ele tornou a colocar a taça debaixo do filete de água e a encheu.
No exato momento que a levava aos lábios, o falcão voou rápido e a derrubou.
Ágil como ele só, Genghis-Khan utilizou a espada e, em pleno ar, decepou a cabeça do falcão, que lhe caiu morto aos pés.
Ainda com raiva, ele chutou longe o corpo do animal.
E porque a taça se tivesse quebrado na terceira queda, ele subiu pelas pedras para beber do ponto mais alto do rochedo, no que imaginou fosse a nascente da fonte.
Para sua surpresa, descobriu presa entre as pedras, bem no meio da nascente, uma enorme cobra venenosa. O animal estava morto há tempo, com certeza, porque mostrava sinais de decomposição. O cheiro era insuportável.
Nesse instante, e somente então, o grande conquistador se deu conta de que o que o falcão fizera, por três vezes, fora lhe salvar a vida, pois se bebesse daquela água contaminada, poderia adoecer e morrer.
Tardiamente, lamentou o gesto impensado que o levara a matar o animal, seu amigo.
Assim muitas vezes somos nós. A Providência Divina estabelece formas de auxílio para nós e não as entendemos. Pelo contrário, nos rebelamos.
Por vezes, a presença de Deus em nossas vidas se faz através dos sábios conselhos de amigos. Contudo, quando eles vêm nos falar de como seria mais prudente agirmos nessa ou naquela circunstância, nos irritamos. E podemos chegar a romper velhas amizades.
De outras vezes, Deus estabelece que algo que desejamos intensamente, não se concretize. Algo que almejamos: um concurso, uma viagem, um prêmio, uma festa, um determinado emprego. É o suficiente para que gritemos contra o Pai, nos dizendo abandonados, esquecidos do Seu apoio.
Raras vezes paramos para pensar e analisar sobre o que nos está acontecendo. Quase nunca paramos para nos perguntar: Não será a mão de Deus agindo, para me dizer que este não é o melhor caminho para mim?
Nada ocorre ao acaso. Tudo tem uma razão de ser. Você nunca se deu conta que um engarrafamento que o detém no trânsito por alguns preciosos minutos, pode lhe impedir de ser participante de um acidente mais adiante?
Um contratempo à saída de casa, que lhe retarde a tomada do ônibus no momento que você planejava, pode ser a mão de Deus interferindo para que você não se sirva daquela condução, para não estar presente no acidente que logo acontece.
Providência Divina. Esteja atento. Busque entender as pequenas mensagens que Deus lhe envia todas as horas.
E não se irrite. Não se altere. Agradeça. A mão de Deus está agindo em seu favor, em todos os momentos, todos os dias.
Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação.
O genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.
Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
"A morte não é o fim de tudo.
Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba, e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro.
O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra.
Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem.
O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade.
Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo.
De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo.
É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta.
A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação.
Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz.
Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito”.
(Victor Hugo)
Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.
Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.
Prossegue em sua jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem.
Pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.
Sem dúvida alguma, o médium deve conduzir a sua vida dentro do comportamento cristão adequado para colher os frutos da faculdade mediúnica disciplinada e profícua.
Todavia, existem inúmeros cuidados que visam sua preparação interior, que devem ser observados no dia do trabalho. Assim, o seu preparo antecipado para a reunião da qual participará mais tarde compreende:
1 – Despertar: Cultivar atitude mental digna desde cedo, através da leitura de uma página de conteúdo moral elevado, da oração e da vigilância dos próprios pensamentos, impedindo que eles resvalem para a vala comum das idéias negativas e deprimentes, do comentário mordaz ou revoltado. Evitar rusgas e discussões, disciplinando as reações frente aos estímulos desagradáveis, buscando sustentar a paciência e a serenidade acima de quaisquer transtornos que sobrevenham durante o dia.
2 – Alimentação: Embora sendo fundamental a preparação espiritual para que o trabalho se realize a contento, o médium não deve alimentar-se em demasia, sobrecarregando o aparelho digestivo, impondo ao organismo uma sobrecarga desagradável, impeditiva de uma boa participação no trabalho, nem a frugalidade excessiva que trará a sensação de fraqueza e debilidade. A alimentação nas horas que precedem o trabalho deve ser normal, sem excessos na quantidade, evitando-se aquela que seja de digestão mais trabalhosa. “Estomago cheio, cérebro inábil”.
3 – Repouso Físico e Mental: Após o trabalho profissional ou doméstico, braçal ou mental, reservar alguns momentos para o refazer geral, do corpo e da alma, através do recolhimento a ambiente silencioso, com música suave e elevada, que permita o relaxamento de todo o organismo e que, através de leitura e meditação, a alma possa desligar-se das preocupações materiais, ou mesmo, inferiores que ainda a estejam aturdindo. A leitura moralizadora conduzirá o médium à sintonia com os pensamentos elevados e altruístas, condicionando-o a uma participação proveitosa no trabalho a realizar.
4 – Prece e Meditação: Atingida a pacificação interior pelo desligamento dos problemas do dia a dia, deverá o médium dedicar-se à prece e à meditação no próprio ambiente do lar, bem como nos momentos que antecedem o trabalho no recinto do próprio Centro. A meditação permitirá ao médium retirar-se em Espírito das vulgaridades terra a terra, dando-lhe condições de uma sintonia perfeita com as entidades responsáveis e participantes do trabalho mediúnico. Orar, buscando a inspiração da Vida Maior, para que realize aquilo que para ele esteja programado.
5 – Superação de Impedimentos: Uma série de impedimentos perfeitamente contornáveis pelo uso do bom-senso e da disciplina não pode constituir-se em fatos que afastem o médium da obrigação assumida com sua consciência e com o trabalho a que participa. As intempéries não podem justificar a ausência do médium às suas obrigações, bastando para isso que ele seja precavido e com antecedência deixe o seu lar com destino ao Centro quando o tempo não for favorável, prevendo possíveis dificuldades no trânsito, acesso mais difícil à Instituição, etc.
A visita inesperada de alguém que lhe dedica boa amizade, não deverá ser motivo imperioso para a falta no trabalho. Com franqueza e humildade deverá o médium esclarecer o visitante quanto ao motivo da sua ausência do lar dentro de breves minutos, sem esconder o motivo de sua retirada, cumprindo seu dever e demonstrando sua convicção nos postulados espíritas como também naquilo que realiza no Centro.
Bibliografia: Ernesto Bozzano, Animismo ou Espiritismo? Cap. I a IV e Conclusões; Alexandre Aksakof, Animismo e Espiritismo, Cap. IV; Martins Peralva, Estudando a Mediunidade, Cap. XVI; André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Nos Domínios da Mediunidade, Cap. XXII; Idem Mecanismos da Mediunidade, Cap. XXIII; Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Parte 2.ª, Cap. VIII e o Livro dos Médiuns, parte 2.ª, Cap. VII. Leon Denis, No Invisível, 1.ª parte, Cap. V; Gabriel Delanne, Fenômeno Espírita, 3.ª parte. (Apostila do COEM).- Redeumbanda.ning-Gipsy Red Rose
Texto postado em homenagem a minha Irmã Marcia Maia, Salve sua Mãe de Coroa Aieieô Oxum. Que Oxum te dê Paz em sua Caminhada. Saravá Marcia!
Mitos, Lendas, Associações e Principais Características!
Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva. Olodumaré foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olodumaré perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo. Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.
Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. É ele considerado a morada mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semi-parada das lagoas não pantanosas e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo.
Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.
Para Oxum foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano.
Segundo a tradição ioruba, seu metal é o cobre – mas a correlação com o ouro não está basicamente errada, pois, de acordo com os historiadores, o cobre era o metal mais caro conhecido naquela região. Oxum portanto, gosta das riquezas materiais, mas não numa perspectiva de usura nem uma mesquinhez de quem quer ter riquezas para escondê-las.
A iniciação (de um Filho) é um nascimento e o poder da fecundidade tem de estar presente, pois Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.
Existem 16 tipos diferentes de Oxum, das quase adolescentes até as mais velhas, sendo portanto 16 o número sagrado da mãe da água doce. Diz a lenda que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Além disso, o fluir nada fixo da água doce pelos diversos caminhos, a maneabilidade do elemento se manifestam no comportamento de Oxum. Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás iorubas que absolutamente não gosta da guerra.
Oxum, corresponde ao arquétipo grega Afrodite e como ela é um "Sol Glorioso" que permanece brilhando em nossa cultura. Ser abençoada por Oxum significa que a mulher sentirá plenamente à vontade com sua sexualidade e cultivará a vaidade e a beleza como atributos femininos cheios de poderes.
É através de seu espelho de duas faces que Oxum toma consciência de sua sensualidade. Ao ver sua imagem refletida, a consciência de si nasce. Entretanto, o espelho serve também, de escudo e arma que pode cegar ou aprisionar com seu reflexo.
Arquétipo
Oxum, como Afrodite, usa seus atributos femininos para conquistar os homens, mas as mulheres que possuem o arquétipo de Oxum muito ativo, são volúveis e inconstantes e gostam de estar sempre atrás de coisas novas e imprevistas. Como a Deusa, a mulher-Oxum não gosta de criar raízes, pois vê a vida como uma aventura, preferencialmente com um final romântico. Escolherá sempre homens sofisticados, instruídos e com bom saldo no cartão de crédito, pois ela adora roupas finas, cabelos esvoaçantes, jóias e muitos adornos.
Mas, acima de tudo, em todos os seus relacionamentos, a mulher-Oxum coloca o "coração".
Sua beleza física e interior pode ser um passaporte para muitos mundos, mas também sobrevém-lhe uma palpável alienação. Uma vez que muitos homens a desejarão pela beleza física e as mulheres a odiarão pelo mesmo motivo, muitas vezes a mulher-Oxum poderá duvidar do seu real valor.
Graças ao seu talento em manobrar os sentimentos e os projetos criativos no homem, a mulher-Oxum pode despertar o "anima" (princípios femininos) do homem. Quando o homem começa a entrar em contato com a sua "anima", a mulher-Oxum passará a ser sua musa inspiradora, ajudando-o com novas idéias e trabalho criativo.
A Deusa-Oxum herdou ainda, as qualidades guerreiras da Deusa grega Ártemis, qualidades essas, possivelmente decorrentes do meio em que vivia e de ter sido casada com um Deus da Floresta e da Caça, com quem teve um filho. Como Deusa-Guerreira, Oxum protege os rebentos dos animais e as crianças humanas. Como guerreira, Oxum desenvolve seus princípios masculinos "animus", despertando-lhe um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Oxum passa então a ser "A Bela que é Fera", pois brigará e lutará para preservar sua liberdade. Engolindo suas lágrimas, ela seduzirá seus adversários, planejando vinganças pelas humilhações que lhe fizeram passar. A energia arquetípica da associação Ártemis-Oxum fazem com que as mulheres se sintam perpetuamente jovens, não permitindo que percorram o caminho que as conduzirão à maturidade. Esse é um período importante, pois é a essa altura da vida que nos permitimos ajustes e adaptações. Entretanto, a mulher Deusa Oxum, amante da natureza e de sua liberdade psique, terá muita dificuldade de descobrir que ela é, se não se permitir amadurecer.
A maior chaga da mulher-Oxum é a dor da alienação, pois muitas vezes ela sentirá desprezo por valores e formas da sociedade convencional. Ela se sentirá magoada com nossa sociedade patriarcal que não consegue conter a ferocidade de seu espírito e nem reconhecer plenamente seus belos dotes de mulher.
O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.
O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum.
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.
Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.
Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.
Resumo
Sincretismo: N. Senhora da Conceição
Sua cores: Amarelo ouro e dourado
Saudação: Ai Ei Eiô!
Seu dia: Sábado
Comida predileta: feijão fradinho com cebola e camarão (Omolocum)
Elemento: Água doce
Habitat: Rios e Cachoeiras
Festa: 08 de Dezembro, Dia de N. Senhora da Conceição, com quem está sincretizada.
Esse texto é dedicado a minha Irmã, Leitora do Blog e Estudante de Cromoterapia Maria Aparecida de Oliveira, Salve Sua Coroa Irmã!
A Aura
Segundo várias religiões e tradições esotéricas, é um elemento etéreo, imaterial, que emana e envolve seres ou objetos; é, por vezes, também considerada como um atributo inerente aos seres vivos.
Há quem diga que vê a aura de seres vivos, e que a forma e a cor da aura refletem o estado físico, mental e emocional da pessoa.
Problemas de ordem física e ou psicológica, ao alimentar sentimentos negativos, dariam à aura uma cor escura, como o marrom; cores claras significariam que a pessoa goza de boa saúde emocional. A aura é visualizável quando a vibração está dentro do espectro da luz entre o vermelho e o violeta. Emoções conscientes tendem a modificar a cor da pele da pessoa observada, dando às vezes uma impressão de alteração da sua textura. Estados emocionais semi-conscientes teriam maior propensão a projetar um halo luminoso, de uma distância de alguns centímetros até um metro do corpo, o que cria um efeito de campo detectável por quem esteja próximo, uma explicação para produção de simpatias ou antipatias, aparentemente gratuitas, mas que são efeitos de um fenômeno similar à influência de um campo magnético.
Nossa aura tem 7 faixas, cada faixa tem uma cor, cada cor está relacionada com a cor dos nossos chakras. Assim, quando você está de bem com a vida,num estado de espírito muito bom, as cores da aura são bem vivas e bem fortes.
Campos áuricos
Quase todos os pesquisadores, videntes e sensitivos, estão de acordo sobre a existência de vários extratos de campo áurico. No entanto, as suas opiniões divergem quanto às camadas, uns dizem tratar-se de 3, outros de mais de 7, mas a maioria sustenta-se em 7 campos áuricos, sendo todos eles distintos e únicos:
1. Corpo etérico (vitaliza e sustenta o corpo físico até à morte; contém a energia dos tecidos, glândulas e órgãos e expande-se ou retrai-se de acordo com o funcionamento destes);
2. Corpo emocional (veículo das emoções, paixões e desejos; constitui-se por nuvens ovais, coloridas, brilhantes e mutáveis);
3. Corpo mental (contém os nossos processos mentais e as nossas idéias; normalmente aparece na forma de uma auréola dourada, mas quando está desequilibrado, torna-se translúcido, com emanações semelhantes a bolhas douradas);
4. Corpo astral (compõe-se por nuvens multicoloridas, resultantes das percepções e das emoções extra-sensoriais);
5. Corpo etérico-padrão (é sobre este campo de energia que o nosso corpo físico cresce);
6. Corpo celestial é composto por pontos de luz; é através dele que alcançamos o êxtase espiritual e nos identificamos com Deus ou com as Energias Superiores);
7. Corpo causal (contém a corrente principal de força e energia que se desloca ao longo da espinha; contém também as impressões de vivências passadas).
As 3 camadas áuricas superiores alteram e sustentam as energias relacionadas com o mundo espiritual. Quando o indivíduo é um ser devoto, altruísta, místico e generoso, a sua aura, é muito pronunciada e bonita nestas camadas. As pessoas sentem-se atraídas para essa pessoa instintivamente, sem perceberem muito bem o por que. Portanto, o inverso também pode ocorrer.
Significado das cores:
Aura verde:
Autoconfiança, capacidade de resolver problemas e de perdoar e de amar a paz; sensibilidade. É organizador, planejador e estrategista. A predominância da cor verde na aura das pessoas indica saúde e vigor. Esse tom costuma aparecer com grande intensidade na região da cabeça, pois está associado á atividade mental. Nos animais, a aura verde indica mansidão. Nas plantas, demonstra a emissão de fortes ondas de energia positiva, sendo muito comum nos vegetais dotados de propriedades curativas. Os objetos de aura verde são de uma autêntica fonte de positividade. Costumam apresentar esse tom depois de terem sido tocados por pessoas que estão de bem com a vida.
Aura amarela:
Capacidade de dar e receber; ter esperanças; a saúde e a família desempenham um papel importante. Tem o dom de trabalhar em grupo harmoniosamente. O amarelo é uma das cores cinestésicas do espectro; isso significa que uma pessoa com aura desta cor tem uma reação física antes de ter uma resposta emocional ou intelectual. Quando ele entra numa sala cheia de gente, sabe de imediato se quer permanecer ou não. A predominância da cor amarela na aura das pessoas indica inteligência, facilidade para se comunicar e para aprender e supremacia da razão sobre a emoção. Nos animais, pode ser sinal de doença, debilidade física ou tristeza. Nas plantas significa falta de vitalidade, especialmente se a tonalidade do amarelo for muito fraca. Já os objetos de aura amarela costumam ser dotados de pouca energia ou emitir vibrações ruins.
Aura azul:
Capacidade de cura através das próprias energias mentais e espirituais; age sobre os outros de modo agradável e calmante; altos ideais de vida; sinceridade. O Azul personifica as características do cuidado e do carinho. É a cor da aura que mais se preocupa em ajudar os outros. Predominância da cor azul na aura das pessoas indica paz interior, harmonia, saúde equilibrada. Bem estar, descanso e autoconfiança. Geralmente se manifesta com maior intensidade após um ato sexual satisfatório e durante o sono. Nos animais, a aura azul é sinal de felicidade e de satisfação com o tratamento que vêm recebendo do dono. Nas plantas, indica propriedades tranqüilizantes e analgésicas. Nos objetos, pode ser interpretadas como uma emanação de fluidos positivos.
Aura laranja:
Sua busca espiritual é, na verdade, uma busca de um sentido de vida além de si mesmo. A predominância da cor laranja na aura das pessoas indica capacidade de realização, sensualidade, boa saúde, versatilidade e dinamismo. Nos animais é sinal de manifestação dos instintos (fome, sede, desejo sexual). Nas plantas, indica a produção de sementes ou o nascer das flores. Nos objetos, expressa um grande potencial energético (é comum na aura de sinos e de objetos religiosos em geral).
Aura dourada:
Adora saber como e por que uma determinada coisa funciona, e lança mão de uma paciência infinita. A espiritualidade, para a pessoa de aura dourada, é o estudo da ordem superior do universo e de leis e princípios que o governam. Ele quer entender a organização mental, as leis ou as probabilidades que geraram a ordem no interior do caos espiritual. A predominância da cor dourada na aura das pessoas indica espiritualidade elevada e prosperidade. Ela surge com mais intensidade na região do tórax, pois está associada ao amor, qualidade inerente ao centro energético do coração. Nos animais, o dourado expressa felicidade. Nas plantas, simboliza suavidade e fluidos positivos. Nos objetos, mostra que foram tocados por uma pessoa bem intencionada.
Aura Vermelha:
Ênfase no modo de vida material; sucesso alcançado através da dedicação pessoal completa; saúde física estável; tendência à irritabilidade quando contrariada. A predominância da cor vermelha na aura das pessoas indica vitalidade, excitação coragem e forte energia sexual. Porém se estiver muito concentrada num determinado ponto, pode ser sinal de um distúrbio. Nos animais, exprime instinto e vigor, ao passo que nas plantas está associado ao crescimento. Nos objetos, indica que eles foram tocados por alguém que estava entusiasmado ou ansioso e que os deixou impregnado dessa energia.
Aura violeta:
Espiritualidade bem desenvolvida; inspirações criativas; capacidade de transformar os sofrimentos pessoais em fatores positivos para o próprio destino. O violeta é a cor do espectro mais próxima do equilíbrio psíquico, emocional e espiritual em vigor no planeta neste momento. A predominância dessa cor na aura das pessoas é expressão de poderes mediúnicos, capacidade de compreensão, saúde e mentes equilibradas.Quando surge nos animais, a aura violeta significa satisfação e fidelidade. Nas plantas, é sinal de uma força positiva tanto que as violetas e as flores de lótus que simbolizam a espiritualidade, costumam ter a aura dessa cor. Nos objetos, indica uma forte concentração energética, e, geralmente se manifesta depois que o objeto foi tocado por uma pessoa espiritualmente evoluída.
Aura prateada:
Um curandeiro, médium natural. Utiliza energia para transformar luz em raios que curam, seu maior desafio é aprender a se conhecer e descobrir seus dons especiais.
Aura Anil Índigo:
A aguda perspicácia intelectual é um dos aspectos mais gratificantes e mais exasperantes, é brilhante e inquiridor, com uma inteligência que vai muito além dos conceitos mais tradicionais.
Aura cristal:
A predominância dessa cor (uma espécie de névoa brilhante e branca) na aura das pessoas indica dons telepáticos, poder de cura, para normalidade, pureza e bondade. Costuma se manifestar com maior força nas mãos de massagistas e outras pessoas que lidam com cura. Nos animais é sinal de capacidade de adaptação. Nas plantas, a aura cristal tanto pode significar positividade quanto falta de vigor e vulnerabilidade. E, nos objetos, a aura cristal, expressa o poder de receber e emanar energias.
Na leitura da aura, portanto, ficará evidente a emoção cuja correspondente cor for a de maior predominância naquele momento.
Textura
A textura, ou consistência da aura, também faz parte de sua linguagem demonstrativa dos reais sentimentos que naquele momento envolvam a pessoa. A figura acima torna mais compreensiva essa questão. Vamos á descrição:
Tipo 1 - Consciência física voltada para a malícia ou para a revolta. Há uma verdadeira tempestade ocorrendo na psicosfera dessa pessoa, que se sobrecarrega de energias envenenadas.
Tipo 2 - Consciência física voltada para as questões meramente materiais. Embora mais calma que a descrita no tipo 1, entretanto, continua uma aura densa e sufocante.
Tipo 3 - Consciência física pensando nas questões espiritualizantes. A aura se apresenta menos rígida. São as emanações de pensamentos construtivos.
Tipo 4 - Consciência física ligando-se à espiritualidade superior. A aura, embora muito radiante, se torna como uma névoa esvoaçante, de tão leve. Tende a elevar-se em determinados pontos, atraída por nobres inspirações que lhe chegam.
Tipo 5 - Consciência fora do físico, em êxtase. Ligada aos planos da Criação, situados além do plano Mental inferior. Ainda mais leve e de suave coloração azul-rosa, passa a ser envolvida por emanações vindas de planos superiores. Essas emanações se tornam perceptíveis na forma de emoções. Um delicioso e lânguido envolvimento. Uma alegria interior, quase que indescritível.
Acoplamentos
As auras interagem umas com as outras, de pessoa a pessoa, formando o chamado acoplamento áurico. Acoplar significa ligar, juntar. Nesta figura vemos a representação de alguns acoplamentos. Os acoplamentos se dividem em duas categorias: simpáticos e antipáticos.
Acoplamentos Simpáticos - Casal de apaixonados; aplicação de passes energéticos; gestante e o feto; médium e mentor; médium de incorporação e a entidade comunicante, e tantas outras modalidades.
Acoplamentos Antipáticos - Casal desapaixonado; proximidade de pessoa invejosa; proximidade de pessoa sem objetividade na vida e que apenas causa embaraços aos que alguma coisa realizam; proximidade de pessoa intimamente devassa e inescrupulosa; obsidiado e obsessor; pessoas amotinadas, ou uma multidão enfurecida.
Só em 1911, através do trabalho de pesquisa do dr. Walter John Kilner, médico residente na cidade de Londres, Inglaterra, é que surgiu na esfera científica a primeira constatação da aura. Dr. Kilner, fazendo uso apenas de equipamentos e filtros óticos, à base de dicianina, comprovou a existência desse atributo. Não utilizou nenhum sensitivo, ou de algum clarividente. De suas pesquisas, conforme relato em seu esquecido livro por título "A Aura Humana", ele destaca que as radiações observadas se superpunham, ao redor do corpo, em três distintas camadas, como veremos mais à frente. Além disso, constatou que a forma e radiação com que a aura se apresenta é variável de pessoa para pessoa. Não só isso. Verificou, ainda, que mesmo na mesma pessoa a aura não é estática. Varia na forma e na cor de momento a momento. Todas essas observações levaram o emérito pesquisador a formular um sistema que permitia detectar algumas doenças baseando-se na forma e aparência da aura.
Apesar de muitos de seus colegas cientistas não concordarem com os resultados de suas pesquisas, dr. Kilner não se intimidou. Prosseguiu nos trabalhos e despertou em outros pesquisadores o mesmo interesse.
Assim, mais próximo de nossa época temos o trabalho da dra. Colletti Tiret, também médica, residente na cidade de Marselha, França. Seu trabalho somou 29 anos de observações. Depois de exaustivos testes e experimentos, convicta da existência da aura, assim se expressou: "Dissemos igualmente de nossa quase certeza de que um Campo Eletromagnético é o suporte físico da nossa personalidade, do nosso ego e da nossa alma. Esse campo transborda do corpo em radiações coloridas, que nós chamamos de Aura. Essas cores e matizes traduzem os estados da alma e os valores profundos de cada indivíduo." (Livro: Auras Humanas - página 153 - Editora Pensamento)
Desta forma temos o suporte da ciência para alicerçar esta constatação. Não obstante, continuam existindo contestadores, principalmente depois que surgiram as fotografias Kirlian. O método fotográfico denominado de kirliangrafia foi inventado pelo casal russo Semyon Davidovich Kirlian e sua esposa, em 1939, utilizando filme preto e branco.
Em 1971 os senhores dr. Hernani Guimarães Andrade e Henrique Rodrigues, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, construíram a primeira câmara fotográfica fora da Rússia, para fotos Kirlian a cores.