Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Que Orixá Vai Reger Este Ano?



É comum no início de cada ano encontrarmos pais e mães de santo dando seu parecer através de jogos advinhatórios (Búzios, concha de Caboclo, Tarô etc.) sobre qual Orixá vai reger o mesmo e infelizmente notamos que em cada local rege um Orixá diferente o ano que entra, tornando esta prática lenda na cultura popular gerando o desrespeito com as leis de Umbanda e demais cultos afros.

Sabemos que os Orixás são qualidades divinas e quando nos reportamos ao Pai Celestial encontramos em seu seio divino: A fé (simbolizada por Oxalá), o Amor (simbolizado por Oxum), o Conhecimento (simbolizado por Oxóssi), a Justiça (simbolizada por Xangô), a Lei (simbolizada por Ogum), a Evolução (simbolizada por Obaluayê) e a Geração (simbolizada por Yemanjá).

Quando falamos em energias e expiações temos que primeiro compreender que em determinadas regiões predomina mais a carência de FÉ então ai temos a atuação de Oxalá,  em outras notamos a carência de AMOR e ai vemos os braços de Oxum acolhendo seus filhos em Olorum e notamos também uma carência planetária onde hoje podemos ter a atuação de determinado Orixá, mas amanhã a carência planetária pode ser outra então ficaria difícil meus irmãos (as) determinarmos uma única regência para um longo período.

Tomando como base o exemplo acima podemos simplificar dizendo:
·                            >>> Em determinado hospital é colocado somente um infectologista e menospreza-se a hipótese de que no mesmo exista carência de outras especialidades como: Cardiologista, Neurologista, Pediatra etc... Por que acreditam que somente exista uma única necessidade dentro de longo período. O resultado nesta questão seria desastroso.

Quando nos reportamos a regências dentro de determinado período, temos que ter certa cautela pois o que é necessário hoje, amanhã pode não ser, pois o  planeta Terra está em constante evolução.

Respeitamos a todos que acreditam em uma regência fixa de Orixá para o ano, mas aqui meus irmãos(as) colocamos somente nosso parecer de forma alguma sendo de nossa intenção sermos dono da verdade.

Dentro de nossa pequena visão, espíritos ainda em crescimento moral que somos, TODOS os Orixás regem este ano, pois em todas as localidade encontramos seres necessitamos da FÉ, do AMOR, do CONHECIMENTO, da JUSTIÇA, da LEI, da EVOLUÇÃO e da GERAÇÃO divina e DEUS como é soberano e único irradia estas qualidade dia e noite para todas as criaturas incondicionalmente.

Lembremos das palavras de JESUS: " A cada um segundo suas obras".

Isso deixa bem claro que como seres em evolução cada vida, cada ciclo e cada período evolutivo carecem de extremo cuidado de acordo com sua necessidade e  taxar somente uma das muitas qualidades que DEUS tem e nos doa diariamente, seria um extremo engano e alegoria.

Que cada um reflita e tire suas conclusões

Na força do Senhor do Bonfim

Baiano José. Recebido por Géro Maita

Umbanda


        Ao falarmos de Umbanda, devemos antes alertar ao leitor que não se trata de uma sessão de bruxaria ou sascrifícios animais conforme muitos pensam ou já ouviram falar.

Nascida com o propósito dirimir os confrontamentos religiosos e praticar o bem sobre todas as coisas, dando a todos sem distinção de classe social a chance de resgatar suas faltas nesta vida, a Umbanda nasceu sobre a luz dos princípios cristãos, utilizando as forças da natureza, chamadas de Orixás e Guias para nos ajudar. Nela trabalhamos com os elementos da Natureza:

.: Fogo - através das luzes das velas
.: Ar - através dos defumadores, charutos e cigarrilhas
.: Água - através dos rios, igarapés e do mar
.: Terra - através das matas, plantas, flores e frutas.

Os irmãozinhos menos avisados, costumam chamar de Casa, Templo ou Terreiro de Umbanda um local onde há sacrifícios de animais. Isto é um equívoco (vide a história da criação abaixo). Este é o ponto forte de discórdia, pois muitos presidentes de centros espíritas ou chefes de terreiro que advém de outras formações religiosas misturam aos rituais sagrados da Umbanda práticas proibidas em nossa religião. Para amenizarem o problema, muitos passam a "colorir" a religião, chamando-a de Umbanda Branca, Umbanda isso ou aquilo. Queridos irmãos a feijoada deve ser com feijão preto, se assim não for não poderá ser chamada de feijoada, deu para entender?

Cabe-nos salientar, mais uma vez, que você, leitor, não precisa concordar com nada que falo, pois sou apenas o assistente de pedreiro nesta obra do Pai.

Tentarei mostrar como uma religião que pratica o bem, pode ajudar aqueles que necessitam. Digo sempre a todos, que não importa a sua religião, pois religião é como um time de futebol, cada um de nós tem o seu. Todos os caminhos levam a Deus. O atalho é a Caridade.

Mas vem a pergunta, por que motivo usam o nome da Umbanda para simbolizar os cultos africanos, chamados afro-brasileiros se estes não são Umbanda? A Umbanda não é afro-brasileira, é brasileira, nascida em Niterói! (vide a história da criação abaixo)

Por conta de muitos irmãos, espíritas preconceituosos, que não davam oportunidade de fazer a caridade aos espíritos dos índios, escravos e demais trabalhadores do além, em suas religiões é que os irmãozinhos, para serem aceitos em casas espíritas de caridade, tinham que se transfigurar em médicos ou importantes figuras intelectuais, que verdadeiramente foram, para poderem fazer a caridade nestas casas. Não confunda isso com camuflagem ou má fé. Todos devemos fazer a caridade para evoluirmos, pois é através dela que iremos conhecer o verdadeiro amor ao próximo.

Jesus foi o mais humilde de todos os espíritos e tinha como profissão carpinteiro. José idem e Maria, dona de casa. E os menos afortunados intelectualmente? Não devemos confundir, banco de escola com experiência de vida. É mais fácil conhecermos uma pessoa que não sabe assinar o próprio nome e é sábia que aqueles irmãos cheios de bolor moral que nada fazem para ajudar o próximo, mas são cheios de títulos, fazendo questão de serem apresentados pelo seu pedigree profissional ou familiar. Jesus não nos ensinou isto, pelo contrário: expulsou os vendilhões do templo e discutiu diversas vezes com os farizeus.

E a caridade cristã, a humildade e o amor incondicional? A vaidade comeu estas virtudes nos irmãos de pouca fé!

Como o Brasil é a pátria do Evangelho, psicografado em muitos livros por diversos espíritos, não caberia aqui a segregação espiritual, haja vista os tempos da escravidão.

Antes de iniciarmos a linda história da Umbanda, gostaria de deixar claro que a denominação Macumba, muitas vezes associada a Umbanda, foi associada as práticas religiosas praticadas pelos homens e mulheres da etnia Bantu (África), que evocavam os mortos e os antepassados de suas tribos aqui no Rio de Janeiro. Até hoje, este termo é usado pejorativamente pelos irmãozinhos de outras religiões para classificar as práticas religiosas espíritas ditas não apoiadas sobre uma doutrina cristã. Contudo, cabe ressaltar que as bases crísticas e morais são a fundação da Umbanda.

Não sei quanto as outras religiões, mas nós da Umbanda não ficamos chateados com este termo, é apenas prova do desconhecimento de alguns irmãos, que como papagaios, imitam uns aos outros sem ao menos saber onde o galo cantou.

Quando o caboclo Sete Encruzilhadas veio a Terra orientar ostrabalhos utilizando estes elementos e as forças da Natureza trouxenos a luz o contexto de nossa Terra:

".... Torna-se imperioso, antes de ocuparmo-nos da Anunciação da Umbanda no plano físico sob a forma de religião, expor sinteticamente um histórico sobre os precedentes religiosos e culturais que precipitaram o surgimento, na 1ª década do século XX , da única e genuína Religião Brasileira.

Em 1500, quando os portugueses avistaram o que para eles eram as Índias, em realidade Brasil, ao desembarcarem depararam-se com uma terra de belezas deslumbrantes, e já habitada por nativos. A estes aborígenes os lusitanos, por imaginarem estar nas Índias, denominaram de índios.

Os primeiros contatos entre os dois povos foram, na sua maioria, amistosos, pois os nativos identificaram-se com alguns símbolos que os estrangeiros apresentavam. Porém, o tempo e a convivência se encarregaram em mostrar aos habitantes de Pindorama (nome indígena do Brasil) que os homens brancos estavam alí por motivos pouco nobres. O relacionamento, até então pacífico, começa a se desmoronar como um castelo de areia.

São inescrupulosamente escravizados e forçados a trabalhar na nóvel lavoura. Reagem, resistem, e muitos são ceifados de suas vidas em nome da liberdade. Mais tarde, o escravizador faz desembarcar na Bahia os primeiros negros escravos que, sob a égide do chicote, são despejados também na lavoura. Como os índios, sofreram toda espécie de castigos físicos e morais, e até a subtração da própria vida.

Desta forma, índios e negros, unidos pela dor, pelo sofrimento e pela ânsia de liberdade, desencarnavam e encarnavam nas Terras de Santa Cruz.

Ora laborando no plano astral, ora como encarnados, estes espíritos lutavam incessantemente para humanizar o coração do homem branco, e fazer com que seus irmãos de raça se livrassem do rancor, do ódio, e do sofrimento que lhes eram infligidos.

De outra parte, a igreja católica, preocupada com a expansão de seu domínio religioso, investe covardemente para eliminar as religiosidades negra e índia. Muitas comitivas sacerdotais são enviadas, com o intuito "nobre" de "salvar" a alma dos nativos e dos africanos.

Os anos sucedem-se. Em 1889 é assinada a "lei áurea". O quadro social dos ex-escravos é de total miséria. São abandonados à própria sorte, sem um programa governamental de inserção social. Na parte religiosa seus cultos são quase que direcionados ao mal, a vingança e a desgraça do homem branco, reflexo do período escravocrata.

No campo astral, os espíritos que tinham tido encarnação como índios, caboclos (mamelucos), cafuzos e negros , não tinham campo de atuação nos agrupamentos religiosos existentes.

O catolicismo, religião de predominância, repudiava a comunicação com os mortos, e o espiritismo (kardecismo) estava preocupado apenas em reverenciar e aceitar como nobres as comunicações de espíritos com o rótulo de "doutores".

Os Senhores da Luz (Araxás, Orixás), atentos ao cenário existente, por ordens diretas do Cristo Planetário (Jesus) estruturaram aquela que seria uma Corrente Astral aberta a todos os espíritos de boa vontade, que quizessem praticar a caridade, independentemente das origens terrenas de suas encarnações, e que pudessem dar um freio ao radicalismo religioso existente no Brasil.

Começa a se plasmar, sob a forma de religião, a Corrente Astral de Umbanda, com sua hierarquia, bases, funções, atributos e finalidades.

Enquanto isto, no plano terreno surge, no ano de 1904, o livro Religiões do Rio, elaborado por "João do Rio", pseudônimo de Paulo Barreto, membro emérito da Academia Brasileira de Letras.

No livro, o autor faz um estudo sério e inequívoco das religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro, àquela época, capital federal e centro socio-político-cultural do Brasil. O escritor, no intuito de levar ao conhecimento da sociedade os vários segmentos de religiosidade que se desenvolviam no então Distrito Federal, percorreu igrejas, templos, terreiros de bruxaria, macumbas cariocas, sinagogas, entrevistando pessoas e testemunhando fatos.

Não obstante tal obra ter sido pautada em profunda pesquisa, em nenhuma página desta respeitosa edição cita-se o vocábulo Umbanda, pois tal terminologia era desconhecida.

Foi então que em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, Niterói -RJ, foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspectos sobrenaturais: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e declarou: "amanhã estarei curado".

No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava 17 anos de idade e preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha.

A medicina não soube explicar o que acontecera.

Os tios, sacerdotes católicos, colhidos de surpresa, nada esclareceram. Um amigo da família sugeriu então uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem levantou-se, dizendo:"aqui está faltando um flor", e saiu da sala indo ao jardim, voltando logo após com uma flor, que depositou no centro da mesa.

Esta atitude insólita causou quase que um tumulto. Restabelecidos ostrabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios. Foram convidados a se retirarem, advertidos de seu estado de atraso espiritual.

Novamente uma força estranha dominou o jovem Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dostrabalhos a não aceitarem a comunicação daqueles espíritos e do porquê em serem considerados atrasados apenas por encarnações passadas que revelavam. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou:

"Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados ? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz ? E qual o seu nome irmão ?

E o espírito desconhecido falou: "Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados. O vidente retrucou: "Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto" ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse: "cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei".

No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.

Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra , poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00h às 22:00h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA - Manifestação do Espírito para a Caridade.

A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes alí presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar paralíticos. Antes do término da sessão, manifestou-se um preto-velho, Pai Antônio, que vinha completar as curas. No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.

A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo Orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.

Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Gerônimo.

Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão.Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou.

Ministros, industriais, e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos e os vendo recuperados, procuravam retribuir o benefício através de presentes, ou preenchendo cheques vultosos. "Não os aceite. Devolva-os", ordenava sempre o Caboclo.

A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda.

O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.

Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dostrabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando , ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu - RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.

Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade - RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la:

        "A Umbanda tem progredido e vai progredir.

É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo.

O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.

Umbanda é humildade, amor e caridade - esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão.

Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós ; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.

Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa.

Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura , não foi por acaso. Asssim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade.

Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares.

Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos.

Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos , numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.

Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

Zélio Fernandino de Moraes dedicou 66 anos de sua vida à Umbanda, tendo retornado ao plano espiritual em 03 de outubro de 1975.

Saravá Umbanda. Deus Seja Louvado!



Umbanda é prática da caridade. Mas caridade não é colocar as pessoas no colo e resolver os problemas delas. Caridade não é apenas consolar, mas também esclarecer. É necessário que o movimento umbandista se conscientize disso. A Umbanda coloca inúmeras ferramentas energéticas, magísticas, espirituais e conscienciais a vossa disposição. Repassem essas ferramentas. Façam com que não apenas os médiuns e integrantes da corrente conheçam as "mirongas de umbanda", mas as ensine, de forma simples e prática, para que a assistência também se beneficie, quebrando a dependência dela em relação aos guias. Umbanda é esclarecer...
 
Esclarecer também em relação ao mundo espiritual, as leis cármicas, de afinidades, etc. Esclarecer a respeito dos Orixás, da família espiritual de cada um. Tantos são os assuntos que poderiam ser ventilados dentro dos terreiros para melhor desenvolvimento das pessoas. Mas os umbandistas estão mais preocupados com os fenômenos, com a manifestação, esquecendo de se voltar para a filosofia espiritualista que está no âmago e na sustentação da religião de Umbanda.

Lembre-se: Tem coisa que nenhum passe, nenhuma magia, nenhum banho ou defumação irá resolver. Mas talvez uma boa conversa, um bom livro ou apenas uma nova visão em relação à vida possa mudar. Umbanda está cheia de milagres e encantos. Mas esses milagres e encantos são simples, acontecem a todo momento. Uma pena que a maioria dos homens e mulheres não têm olhos para ver...

           Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O Que é O Amor?


         Numa sala de aula, onde havia várias crianças, uma delas perguntou à professora:

        Professora, o que é o amor?

        A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera.

        E como já estava na hora do recreio, pediu que cada aluno desse uma volta pelos jardins da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.

         As crianças saíram apressadas e depois de alguns minutos voltaram à sala.

         A professora esperou que todos se sentassem e, quando o silêncio se fez na  pequena sala, cobrou a tarefa que lhes havia dado: Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

         A primeira criança disse: Eu trouxe esta flor, não é linda?

         A segunda falou: Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

         A terceira criança completou: Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?

         E assim as crianças foram mostrando tudo o que tinham captado lá fora, que pudesse representar o amor.

         Terminada a exposição, a professora notou que uma das crianças tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava muito envergonhada, pois nada havia trazido.

         Então a professora se aproximou dela e lhe perguntou:

         Meu bem, por que você não trouxe nada?

         E a criança timidamente respondeu:

         Desculpe, professora. Eu vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo.

          Vi também a borboleta, leve e colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la.

          Achei um passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.

          Portanto, professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mamãe passarinho ao ver seu filhote de volta, são e salvo.

           Como posso mostrar o que trouxe?

           A professora agradeceu a todos e, olhando a criança de mãos vazias, disse-lhe:

           Você foi a única criança que percebeu que só podemos trazer o amor no coração.

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            Se você já consegue perceber as belezas que Deus criou para enfeitar o planeta que nos serve de morada, não queira reter essas maravilhas para si somente, pois isso não é amor, é egoísmo.

            Se você admira as flores, deixe-as no lugar em que estão, para que os outros possam sentir também o seu perfume e admirar sua beleza.

            Se você se extasia contemplando a leveza dos pássaros a deslizar no ar, não os prenda em gaiolas, para que outras pessoas possam admirá-los também.

            Se você aprecia ver os rios de águas cristalinas a correr por entre as pedras, não lhes polua o leito, para que outros olhos possam contemplá-los, igualmente.

            Se você gosta de banhar-se nas águas limpas do oceano, não lhes turve a limpidez, para que todos possam usufruir dessa maravilha.

            Se você se sente bem respirando ar puro, preserve-o para que todos possam desfrutar desse benefício.

            E, por fim, lembre-se: o verdadeiro sentimento de amor só pode ser conduzido no próprio coração.

Redação do Momento Espírita, com base em história extraída do livro Histórias para sua criança interior, de Eliane de Araujo, ed. Roca.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Qual Seria a Cor Predominante do Exu? Vamos Analisar.


Quando se fala em guias e velas de Exu, se fala de vermelho e preto como a cor de Exu, porém, serão só essas mesmos?

Na Umbanda cada Orixá tem sua cor característica, Ogun vermelho, Xangô marrom, Oxossi verde, e Exu?

Vermelho e preto pode representar a linha de Exu, a linha negativa, pois preto é Exu e vermelho é Pomba-Gira, logo, por isso que essas cores de certa forma se tornaram padrão.

Também dizem muito que as cores dos Exus da linha da encruzilhada são vermelha e preta, porém, há quem diga que preto e branco são as cores dos Exus da linha das almas, então qual é a cor do Exu?

Pelo fato de Exu cuidar dos caminhos, das encruzilhadas, usa-se vermelho e preto para representá-lo, provavelmente porque vermelho é a cor de Ogun, Orixá dos caminhos, assim seria Exu da linha negativa de Ogun, como é bastante usado e ensinado. Sabe-se que na Umbanda existem 7 Linhas, 7 Orixás que as comandam e que há 7 linhas negativas, paralelas as 7 linhas da Umbanda, assim, os Exus vibram na linha negativa de cada Orixá. Tão logo, como citado acima ouve-se falar e se lê por ai o uso das cores preto e branco para determinada linha de Exu. Ora, é simples a explicação. Se Exu vibra em cada linha dos Orixás, se cada Orixá em seu ponto de força, sua atuação energética e sua cor, o Exu também terá, no lado oposto. Então mesclasse o preto com a cor do Orixá que o Exu trabalha, no caso da Orixá Nanã que é deusa dos pântanos, da morte (associada a terra, para onde somos levados), tem como negativo de seu domínio o Exu do Lodo. Além disso, teremos como exemplo, os Exus conhecidos como Caboclos Kimbandeiros, Exus da linha das matas, que trabalha nesse ponto de força, assim como o Exu Pimenta, Exu Arranca-Toco, eles usam em muitas das vezes a cor verde para seus trabalhos, hoje, é fácil achar velas das cores preta e verde a venda, bem como guias destas cores.

Vislumbra-se então que várias casas e médiuns alternam essas cores com preto, de acordo com a vibração do Exu, os mais conhecidos são, preto e branco simbolizando a linha do cemitério, preto e amarelo, linha das almas como um todo, preto e verde, linha das matas, preto e roxo que se usa também para linha das almas e para Exus da linha negativa de Nanã. Não tão populares, mas usadas também por médiuns e Exus são as combinações preto e rosa para os Exus Mirins, preto e azul para os Exus da linha das águas, e até, preto e marrom, para a linha negativa de Xangô, mesmo sendo pouco usual. Então, concluísse que o preto é a cor predominante de Exu, desse modo, como se faz guia de 7 linhas da Umbanda, com as 7 cores dos Orixás, não havendo um padrão para certas cores, uns usam Branco (Oxalá), Marron (Xangô), Vermelho (Ogun), Verde (Oxossi), Amarelo (Yansã), Azul (Yemanjá), Rosa (Êres), porém outros substituem o amarelo por Roxo (Nanã), ambas simbolizando as almas, o Azul claro por Azul escuro (Oxum), tudo dependerá da concepção e fundamento do médium, se for filho de Nanã, não poderá faltar o roxo em sua guia de 7 linhas, se de Yansã o amarelo, diante disso, pode-se fazer uma guia das 7 linhas de Exu, com 7 cores, contendo sempre a cor preta, representando as 7 linhas dos Exus.

Willian M. Jorge.

Um Minuto Apenas




            Lúcia era uma mulher feliz.

            Como poucas, acreditava.

            Casada com o homem por quem se apaixonara nos verdes anos da adolescência, vivia o sonho da mulher realizada.

            Um filho lhe viera coroar a felicidade.

           Que mais ela poderia desejar?

           Acordava pela manhã e saudava o dia cantarolando.

           Com alegria realizava as tarefas do lar, cuidava do filho, aguardava o marido.

           Tudo ia muito bem.

           Até o dia em que descobriu que o homem que tanto amava, a traía.

           E não era de agora.

           O problema vinha tomando corpo de algum tempo.

           Magoada, se dirigiu ao marido.

           Exigiu-lhe e falou-lhe de respeito.

           A resposta foi brutal, violenta.

           O homem encantador tornou-se raivoso, briguento.

           Chegou a lhe bater.

           Foi nesse dia que Lúcia teve a certeza de que seu casamento acabara.

           Era o cúmulo.

           Não poderia prosseguir a viver com alguém que chegara à agressão física.

           Então, acordou na manhã de tristeza, depois de uma noite de angústia e tomou uma séria decisão.

           Iria se matar.

          Acabar com a própria vida.

          Mais do que isto.

          Ela desejava vingança.

          Por isto, tomou o filho de 4 anos pela mão e decidiu que o mataria.

          Queria que o marido ficasse com drama de consciência.

          Seu destino era o Farol da Barra, na cidade de Salvador, na Bahia, onde residia.

          Ela sabia que era um local onde o mar batia com violência no penhasco.

          A rua por onde transitava era movimentada.

          Muitos carros.

          Enquanto aguardava para atravessar a rua, a criança lhe escapou das mãos e correu, entre os carros.

          Ela se desesperou.

          Estranho paradoxo.

          Conduzia a criança pela mão e tencionava jogá-la do penhasco ao mar para que morresse.

           Mas, quando a vê correr perigo, esquecida de si mesma, vai-lhe ao encontro, agarra-a, até um pouco raivosa.

           Puxa-­a pela mão.

           Neste momento, a criança se abaixa, alheia a tudo que se passava, e recolhe do chão um papel.

           Lúcia o arranca das mãos do pequeno e um título, em letras grandes, lhe chama a atenção:

           Um minuto apenas.

           Ela lê:

           Num minuto apenas, a tormenta acalma, a dor passa, o ausente chega.

           O dinheiro muda de mão, o amor parte, a vida muda.

           Vai andando, puxando a criança e lendo a página.

           Era uma página mediúnica que vinha assinada por um Espírito.

           Ela terminou de ler.

           Passou o ímpeto.

           Em um minuto.

           Parou, olhou ao redor e verificou que tinha chegado ao seu destino.

          O penhasco estava próximo.

          Sentou-se e teve uma crise de choro.

          O impulso de se matar havia desaparecido.

          Tornou a ler a mensagem.

          Ela se recordou de um senhor que era espírita e trabalhava no Banco, no mesmo onde seu marido trabalhava.

          Foi para casa. Lembrou que um dia, jantando em casa dele, ele falara algo sobre Espiritismo.

          Algo que ela e o marido, por terem outra formação religiosa, rechaçaram de imediato.

          Ela lhe telefonou, pediu-lhe orientação e ele a encaminhou a um Centro Espírita.

          Atendida por companheiro dedicado, que lhe ouviu os gritos da alma aflita, passou a buscar na oração sincera, na leitura nobre, no passe reconfortante, as necessárias forças para superar a crise.

          O marido, notando-lhe a mudança, a calma, no transcorrer dos dias, a seguiu em uma das suas saídas do lar.

          Desconfiado, adentrou ele também à Casa Espírita.

          Para descobrir uma fonte de consolo e esclarecimento.

          Hoje, ambos trabalham na Seara Espírita. Reconstituíram sua vida, refizeram-se.

          Os anos rolaram.

          O garoto é um adolescente e mais dois filhos se somaram a ele.

====================================================================

           Mudança de rumo.

           A vida muda.

           Em um minuto apenas.

           Em um minuto apenas Deus providencia o socorro.

           Pode ser um coração atento, uma mão amiga ou um pedaço de papel impresso caído na calçada.

           Papel que o vento não levou para longe.
 

           Um minuto apenas e o amor volta.

           A esperança renasce.

           Um minuto apenas e o sol rompe as nuvens, clareando tudo.

           Não se desespere.

           Espere.

           Um minuto apenas.

           O socorro chega.

           O panorama se modifica.

           A vida refloresce.

           Tenha paciência.

           Não se entregue à desesperança.

           Aguarde.

           Enquanto você sofre, Deus providencia o auxílio.

           Aguarde.

           Um minuto apenas.

           Sessenta segundos.

           Uma vida.

           Um minuto a mais...

====================================================================

            Em um minuto apenas, a Misericórdia Divina se derrama, cheia de bênçãos, nas vielas escuras dos passos humanos.

            Corrige, saneia, repara, transformando-as em estradas luminosas no rumo da vida maior.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 24 do livro O semeador de estrelas, de Suely Caldas Schubert, ed. Leal.


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A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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