Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Evolução Espiritual

 Este texto é dedicado a um jovem Irmão seguidor do Blog Espiritualizando Com A Umbanda que com muita sabedoria e seriedade busca muito conhecimento espiritual para a sua vida terrena. Esse texto é para você Filipe Ramos Tosta. Um Abraço do Irmão.
Denis Sant'Ana   .'.   \|/



Muitos pensam que seu caminho espiritual é o único.
Vislumbram a luz de Deus e querem passar isso a todos como se fossem os únicos que mereceram descobrir o caminho certo. E querem a qualquer custo fazer com que os outros sigam atrás deles por aquele caminho. Pobres humanos. Não sabem que o caminho de Deus é o caminho de todos os homens. Todos!
E que cada um o segue por um atalho diferente.
Não percebem que existe um mundo individual para cada ser humano e que cada um vive imerso nesse universo subjetivo impenetrável aos demais.
Quem não admite essa realidade não é ainda verdadeiramente espiritualizado porque "só o é" aquele que consegue enxergar a Unidade nas diversidades.
Todos os caminhos conduzem a Deus. A doença, o sofrimento, a dor, a maldade que alimentamos por ignorância; tudo isso, por incrível que pareça, mais cedo ou mais tarde acaba em Deus. As trevas também conduzem à Luz. Também são operárias do Grande Arquiteto do Universo. Têm o objetivo de mostrar, através do seu jugo impiedoso que existe a luz, mesmo que no fim do túnel.
Deus é o Deus de todos os homens.
O caminho para Deus é o dos católicos, dos muçulmanos, dos místicos, dos ateus, dos evangélicos. Deus não faz acepção de pessoas. Cada um segue por uma estrada mas o destino é um só. É claro que existem caminhos mais longos e caminhos mais curtos. As religiões funcionam como atalhos para Deus. Entretanto o caminho será sempre incerto. Somos como viajantes perdidos em uma noite escura e fria em busca do abrigo e da luz. Não existe uma verdade absoluta. Deus quis que fosse assim.
Siga o seu caminho confiante de que a mão que tudo escreveu o estará guiando sempre. A Bíblia pode ser um bom guia para se chegar a Deus. Entretanto não é o único, porque os analfabetos também devem ter as mesmas chances de salvação que um homem culto. E podem aprender por outros caminhos. Não se esqueçam jamais destas máximas do autoconhecimento: o caminho para Deus é um caminho para todos os homens. Todos!

O segredo para trilhar o caminho da evolução espiritual consiste praticar o ato supremo mantém todo o universo em funcionamento e que é a chave da iluminação espiritual. Basta habituar-se a realizar o exercício da emanação de amor. "O amor é a chave secreta que abre as portas do paraíso".
E, para encontrar a luz que brilha e ilumina todo o universo, nos seus planos físico e espiritual, basta exercitar a regra de ouro, embasada no sentimento do amor fraterno:
"não pense, não deseje, não faça a nenhum semelhante aquilo que você não quer para si mesmo". Jesus resumiu toda a Lei e os profetas nestes ensinamentos. Isso sigmifica compreender, aceitar e viver o "Amor sem limites". Ver a face de Deus em tudo, até mesmo nas tragédias, nas angústias e nos sofrimentos do homem.
Agir dessa forma exige um bom desenvolvimento da percepção extra-sensorial alicerçada no conhecimento das leis universais. Isso só se consegue dando o primeiro passo rumo ao centro de seu próprio ser onde o seu Deus Interior aguarda o chamado. Entretanto; Ele não nos apressa nunca. Fez a todos nós dotados de livre arbítrio, para que através desta liberdade, possamos descobrí-lo e resolver por livre e espontânea vontade, voltar para a casa que Ele preparou para cada um de nós desde a fundação do mundo.
Ao longo do caminho, nos defrontaremos constantemente com cordeiros de outros rebanhos, mas que pertencem ao mesmo Dono. É fácil identificá-los Todos os seguidores do cordeiro estão marcados. Quem alcançar um bom grau de evolução espiritual conseguirá reconhecer tal marca.
Ninguém é dono da verdade. Por isso; a prática do autoconhecimento não pode jamais estar vinculada, unilateralmente a uma determinada corrente de pensamento; seja esta de fundo místico, ideológico, racional ou religioso.
Deve haver um equilíbrio de forças dentro de nós, de tal forma que possa haver uma união entre a razão, a emoção, a vontade e a fé.
Que Deus o ilumine nesta sua nova caminhada rumo ao centro do seu ser onde está o mais valioso dos tesouros.
Entretanto, para isso você deverá dispor-se a estudar com afinco os segredos da Ciência Divina.
Apesar de compreender “em parte” os segredos revelados através da introspecção, em sua caminhada espiritual, o sábio verdadeiro não ousa manifestá-los como verdade porque tem plena consciência de que realmente tomou conhecimento de uma ciência incomunicável que só pode ser decifrada mediante um labor contínuo da consciência; ainda assim, de forma parcial, de acordo com o seu próprio desenvolvimento espiritual. Portanto, qualquer grau de consciência jamais deve ser considerado como verdade absoluta. Assim como a vida, a introspecção é cheia de surpresas e novidades. O conhecimento de hoje será supantado por um conhecimento superior amanhã. E isso não tem fim. Felizmente!
Muito cuidado e precaução nunca serão demais nesta nobre caminhada em busca da evolução espiritual. Os grandes mistérios estão envolvidos em segredos que só podem ser revelados aos dignos de merecê-los. Os que se lançarem nesta aventura sem a devida proteção, poderão cair em armadilhas ou ser derrotados e esmagados pelo inimigo íntimo que está sempre à espreita, como numa batalha. Este inimigo não se trata de uma entidade maléfica que vem de fora. Trata-se do seu próprio ego profano, sua porção inferior que se manifesta sob as mais diversas formas: medo, rancor, egoísmo, ambição desenfreada e todo tipo de pensamento negativo e destrutivo.
A evolução galgada nos caminhos da Iniciação pode trazer sabedoria, felicidade e harmonia interior; mas também pode trazer poder e glória materiais, benefícios profanos que se não forem trabalhados de maneira altruísta, podem acarretar inúmeros males ao iniciado. Muito cuidado para sempre saber separar com sabedoria, o joio do trigo.
A evolução espiritual nos permite a descoberta de uma nova vida, mais ampla e iluminada que auxilia-nos e muito na conquista de nossa auto-suficiência em todos os sentido.
No entanto; devemos saber que pagamos caro quando escondemos nossos poderes espirituais somente para nós. Devemos utilizar os benefícios galgados com a escalada na senda da evolução espiritual tanto em benefício próprio, quanto da humanidade ao mesmo tempo, exatamente como se apresenta na parábola bíblica dos talentos.
Para finalizar, medite sobre esta oração que bem compreendida e assimilada poderá ajudá-lo em muito nessa caminhada:
Senhor; fazei com que eu seja sempre diante de ti e daqueles que trazem o teu selo, nada mais que uma simples ovelha de seu rebanho. Entretanto perante os lobos; fazei com que eu adquira a aparência do tigre audacioso e voraz, para que assim parecendo, eu não seja devorado por eles.
Obviamente que o leitor iniciante que ora lê estes pequenos fragmentos pode estar se perguntando:
Por onde começar para trilhar corretamente a senda da evolução espiritual?
Que livro devo ler
Que ritual praticar?
Qual a religião ou a filosofia correta para eu seguir?
Estas e muita outras perguntas sucumbem a cabeça de todo buscador iniciante. Mas "felizmente" tais inquietações não podem ser respondidas por nenhum homem nascido da carne. O destino é um só, mas os caminhos são muitos. Cada um segue o seu. E, nenhum homem em sã consciência pode dizer que o caminho que ele está trilhando é o único ou o mais correto.
Quem diz isso não tem nada de sabedoria e não merece crédito.
Muitos "mestres" tentarão persuadí-lo dizendo que seu caminho é o único. Muitos dirão que você deve fazer determinados rituais, em determinadas horas. Outros dirão que você deverá se manter em castidade e ainda outros falarão justamente o contrário: que Deus pode ser encontrado através de processos de magia sexual. Não quero desmentir nenhum deles. Apenas dizer que todo caminho conduz à Deus.
Mesmo o caminho das trevas pode direcioná-lo para a luz. Mas lembre-se de que é melhor evoluir vivenciando mais sabedoria e paz interior proporcionados pelos caminhos de luz e com muito menos sofrimento do que aquele proporcionado caso escolha enveredar-se pelos caminhos de trevas obscuras. As coisas divinas são realmente simples. O que um homem consegue com o celibato, você pode conseguir com a alegria de um coração agradecido e receptivo às dádivas divinas que, sem reservas, são disponibilizadas aos homens de boa vontade. Lembre-se de como Jesus se tornou apto a realizar grandes milagres: apenas seguindo a ideologia de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a Ele próprio. Esse é o segredo!
Eu (Mr. Smith), receoso da maneira como você que ora lê esse texto interpretaria minha opinião, corro o risco de dar um conselho: Comece por estudar com uma nova mente mais receptiva e aberta a Bíblia Sagrada, único livro que ouso indicar a você. Para ser mais direto, aconselharia que você comece sua caminhada lendo os quatro evangelhos que contam a trajetória do Mestre dos mestres. Preste atenção nos ensinamentos ali descritos de forma clara.
Mas lembre-se de que para enxergar a realidade espiritual por trás da história contada lá, necessário se faz abrir os olhos da alma através da sintonização com as coisas do alto.

Fonte:
http://www.acasadoaprendiz.com

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não Tema!



"Não desfaleça na prova que a vida lhe trouxe. A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e examinadores uns dos outros...."
André Luiz



"Não tema, creia somente" - diz o Senhor.
Creia na harmonia, na justiça, na verdade, no bem...
Somos livres, sob a proteção de leis vigilantes.
Deus não se ausenta.


Por isso, quanto nos aconteça é sempre o melhor do que nos mostremos capazes de receber.

Em muitas ocasiões a enfermidade inesperada no corpo é apoio antecipado às necessidade da alma; a afeição que nos deixa é amputação no mundo afetivo para que possamos sobreviver naquilo que estejamos fazendo de mais útil; o desejo contrariado é providência contra perigo invisível; a inibição orgânica é recurso para a condensação de nossas energias em auxílio à realização de tarefa determinada; o prejuízo é comunicado prévio para que não se caia em débitos insolvíveis; a penúria material é desafio a que nos levantemos para o trabalho.

Não desfaleça na prova que a vida lhe trouxe.

A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e
examinadores uns dos outros. 

Hoje é possível esteja sofrendo o cerco de numerosos problemas, entretanto, se você atende às instruções do amor, que nos traçam caminho certo entre as margens da humildade e do serviço, encontrará você o rumo exato de todas as soluções.

Para isso, porém, é necessário que você não permaneça no canto da inércia, colecionando pedras e espinhos que lhe pesem no coração ou lhe firam a alma.

Esqueça tudo o que foi tristeza ou desequilíbrio e entre no sistema de ação
edificante que nos reforma o destino.

Todos os que lutaram e venceram, todos os que tombaram na sombra e se reergueram para a luz, sofrendo, lutando, construindo e renovando, nunca deixaram de trabalhar.

(Do livro "Astronautas do Além", pelo Espírito André Luiz, Francisco Cândido Xavier)
www.institutoandreluiz.org/

Amor e Perdão



“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” – Paulo. (Filipenses, 4:8.)
Verdadeiramente amar é nunca ter que perdoar, pois quem ama não se sente agredido por qualquer atitude do outro. O amor, dessa forma, perdoa sempre, compreendendo o nível de evolução do outro.
As agressões que porventura recebamos daqueles a quem mais dedicamos amor e que nos fere a alma, são oportunidades de testar o nosso sentimento, conhecendo-lhe a natureza.
Perdoar não é esquecer por esquecer. É compreender e colocar-se no lugar do outro. O amor para existir, diante da agressão a nós por parte de alguém que amamos, deve, antes de tudo, compreender, isto é, colocar-se também como alguém que poderia, nas mesmas circunstâncias, cometer o mesmo equívoco.
Ser perdoado, diante de nossas faltas para com o próximo, sem que ele nada exija, é oportunidade de aprender com o outro, como amar e viver em paz consigo mesmo.
A indignação é sentimento que, às vezes, se torna necessário diante da atitude descabida de alguém. Tal indignação não deve assumir, porém, o caráter da agressão nem do revide devendo, portanto ser manifestada para que o outro perceba as conseqüências de seus atos.
Às vezes, por gostar de alguém de forma exagerada, perdoamos suas atitudes inadequadas para conosco e com outros, confundindo os sentimentos e desculpando quando cabia a repreensão necessária. Perdão não significa conivência com o mal. Atitudes como essas, isto é, perdoar e desculpar sem limites, incita o outro à prática do mesmo ato reprovável. Isto não é amor, mas, submissão.
O exercício do perdão leva-nos à compreensão da qualidade do sentimento que temos para com alguém. Quem perdoa está a um passo do amor ao outro. Sua constância levará o indivíduo ao caminho da compreensão dos atos humanos e das relações interpessoais.
Nos processos obsessivos, onde os sentimentos se encontram desestabilizados, o perdão é instrumento fundamental para aqueles que ainda não sentiram o amor em seus corações. O perdão da vítima ao algoz, colocados em condições de compartilharem os sentimentos nobres do amor fraternal.
Se alguém se interpõe em nosso caminho exigindo-nos atitudes contra nossa vontade, o melhor a fazer é seguir adiante, sem sintonizar com imposições descabidas.
O amor nos coloca entre aqueles aos quais cabe perdoar. O componente da família que conosco se relaciona e com o qual não temos afinidade ou mesmo que sentimos certa aversão, é sempre alguém a quem temos que perdoar e amar em nosso próprio benefício. Sua presença em nossa vida é oportunidade de aprendizagem do amor e do perdão.
As atitudes de alguém, que nos merece o perdão, quando não nos sentimos inclinados a dá-lo, se reinterpretadas, nos ensinarão sobre nossas responsabilidades em suas causas.
Amar é atitude que nos ensina a perdoar a nós próprios. Não nos culpemos em demasia. Assumamos as responsabilidades sobre nossos atos, sem receio dos processos educativos que enfrentaremos. Antes do efeito que sucede à causa, há a misericórdia divina em favor de todos nós. Ela é o amor de Deus intercedendo em nosso favor.
A compreensão dos atos humanos requer percepção de nós mesmos.
Nada nem ninguém age fora dos limites de Deus. Ele é amor para sempre.
Perdoar setenta vezes sete vezes cada tipo de falta cometida é exercício para a instalação do amor em definitivo em nós.
Necessitar do perdão divino para nossas faltas é assumir antecipadamente a culpa. O perdão esperado é alcançado com o trabalho redentor em favor de si mesmo e da vida, amando sempre e construindo um mundo melhor.
Por: Márcio Boaventura


Os 9 Passos do Perdão

1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança.

2. Compromete-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber sua decisão. 

3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz.

4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofra agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois minutos -ou dez anos – atrás.

5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismos de seu corpo.

6. Desista de espera, de outras pessoas ou de sua vida, coisa que elas não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o poder de fazê-las acontecer.

7. Coloque sua energia em tentar alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus fins.

8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a busca o amor, a beleza e a bondade ao seu redor.

9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heróica que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar.

O Poder do Perdão Dr. Fred Luskin


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Deixai os Mortos Enterrarem Seus Mortos



Após a transfiguração, quando Jesus ia em direção à Jerusalém, pelo caminho viu um moço e pediu-lhe que o seguisse.  O moço respondeu que iria, mas que primeiro precisava enterrar seu pai, que havia morrido.  Jesus retruca ao moço que ele deveria deixar os mortos enterrar os seus mortos e recomendou-lhe que fosse anunciar o Reino de Deus. 
Para muitos, isso é um absurdo, e Jesus não teria tido esse diálogo, narrado em Mateus e Lucas.  Estariam então errados os evangelistas?  O Espiritismo tem uma posição a respeito, que pode, inclusive, ser encontrada no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XXIII, intitulado Moral Estranha, nos itens 7 e 8. 
Com relação ao tema, é importante atentarmos para o fato de que Jesus não quis dizer que devemos deixar os cadáveres sem sepultura, mas desejou, como sempre, deixar um ensinamento.  Por isso, suas palavras têm um sentido mais profundo.  Jesus falou em mortos, não em cadáveres, e recomendou a divulgação do Reino de Deus, que é a vida eterna, a vida do espírito, pois a vida na matéria é temporária e serve como etapa para nossa evolução, nosso crescimento espiritual. 
Ainda hoje, para todos nós, é difícil vivermos em conformidade com essa crença, pois agimos em nosso dia-a-dia como se tudo acabasse aqui e como se somente a matéria e a vida material tivessem sentido!  Sabemo-nos imortais, mas agimos como mortais! 
Foi com relação a isso, o alerta de Jesus.  Na verdade, ele dividiu a Humanidade em dois grupos: os mortos para a vida espiritual e os vivos para a vida espiritual. 
Os mortos para a vida espiritual são como almas mortas em corpos vivos, ou seja, espíritos sem fé, sem esperança no futuro, pobres de sentimento nobres e de virtudes.  Para esse grupo, o dia da morte é o fim, é o dia da condenação, da tomada de contato com algo que desconhece e com um momento para o qual não se preparou.  Para os vivos, a morte do corpo é a libertação do espírito. 
Para os mortos para a vida espiritual, os cerimoniais e as homenagens têm fundamental importância.  Esses guardam os objetos         que pertenceram aos outros como relíquias, como um “pedaço” daquele que se foi. 
Jesus não criticou essa postura que, aliás, até hoje é seguida pela Humanidade, mas ressaltou e recomendou a necessidade de vivermos e valorizarmos a vida do espírito, deixando de nos inquietar com o corpo e as coisas materiais.  Além disso, recomendou a divulgação do Reino de Deus, ou seja, que digamos aos outros e demonstremos que a nossa verdadeira pátria não se encontra na Terra, no Plano Material, mas no Plano Espiritual, onde se vive a verdadeira vida. 
No dia de hoje, essas palavras de Jesus são muito atuais, ainda, e o Dia de Finados é um exemplo, provando o quanto ainda somos ligados às coisas da matéria, em vez de nos ligarmos às coisas do espírito. 
Atenção!  Isso não significa que o Espiritismo condena as cerimônias fúnebres ou as visitas aos cemitérios.   Para muitos isso ainda é fundamental!  
O Espiritismo, mostrando a atualidade dos ensinamentos de Jesus, alerta-nos sobre a importância de cada dia mais nos ligarmos às coisas do espírito, ressaltando que o respeito aos mortos está muito além das cerimônias e das visitas do Dia de Finados.  O respeito e as honras estão em nossa postura cotidiana, naquilo que fazemos pelo próximo e na forma como falamos dos que já abandonaram esta roupagem terrestre.  De que adianta no Dia de Finados irmos ao cemitério, levarmos flores, se no dia-a-dia falamos mal desse que se foi?  Isso é respeito?   
Só há uma forma de mostrarmos o nosso respeito: é exercitando o amar ao próximo!  Quando aprendermos a amar incondicionalmente, teremos nos desligado das coisas materiais.  A partir daí, o enterrar nossos mortos será apenas um ato higiênico, de enterrar cadáveres, que são carne sem vida, e de respeito por um corpo que ajudou um espírito em sua evolução e que agora será desagregado e por isso dispensa cultos e homenagens, pois na essência, que é o espírito, a vida não cessou. 
Para a Doutrina Espírita, a morte é uma separação temporária, e a forma ideal de se demonstrar saudades e respeito é com preces fervorosas e bons pensamentos, sem datas marcadas.  Essas ações vibram no espaço e levam reconforto até os que deixaram o plano material pela certeza de que não foram esquecidos.  Não será também essa uma forma de cumprir a recomendação de Jesus e anunciar o Reino de Deus? 
Se ainda temos necessidade de homenagear nossos mortos da forma tradicional, não há problemas, mas vamos procurar mesclar as coisas.  Se já não pensamos assim, mas se nossos mortos e outros ainda encarnados necessitam desse tipo de homenagem, vamos respeitá-los, mas sempre procurando mostrar a eles, pelas nossas ações, que a vida material é passageira e que os bens do espírito é que são eternos e devem ser cultivados. 
Oremos pelos que se foram, não só amanhã, mas sempre, mas oremos, também, pelos mortos em espírito, para que eles despertem e passem a se dedicar à vida que realmente vale a pena. 

Por: Kátia Penteado


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Dia de Finados na Umbanda

Neste mês de novembro, no dia 02, temos por tradição o dia de finados.
Para nós, umbandistas, esta data tem grande importância por tratar-se do dia em que louvamos a força e o poder do Divino Orixá Pai Omulu, o Senhor da Morte e das Transições no Universo Divino.
De uma forma geral, na sua doutrina, a Umbanda se apega intensamente na Vida, ou seja,em como devemos nos comportar enquanto encarnados para então, quando chegar a hora do desencarne, podermos garantir um lugar bom nas esferas espirituais.
Hoje, quero comentar sobre a visão da morte e a importância da mesma, sendo que cultuamos uma Divindade regente desse sentido da vida.
Para a Umbanda a morte do corpo físico não é o fim da vida. Entende-se apenas como o fim de um ciclo, ou seja, da passagem encarnatória. Após o ato da morte física do ser encarnado, este será encaminhado para uma esfera espiritual condizente com seus atos e vibração emocional acumuladas durante a passagem no corpo físico.
Aqui no plano físico, estamos numa esfera neutra ou mista,onde tudo se encontra,sem distinção.
Já no plano astral, os seres vivem em realidades dimensionais pertinentes às suas condições emocionais e vibracionais.
Logo, se o ser vibrar ódio,um lugar com seres odiosos será sua morada. Se vibrar o amor,sua morada será um lugar agradável. Nós somos aquilo que criamos ao nosso redor e a realidade que desenvolvemos é a que levamos além do pós morte.
Então, nada se acabará com o fim da vida física,quando o corpo perece este é o fim de uma etapa e o início de outra. Morremos para o mundo físico e renascemos para o mundo espiritual. Assim ,o contrário acontece quando reencarnamos:”morremos”para a vida no plano etérico e nascemos para o plano físico.
Nós umbandistas, devemos nos preocupar com o que criamos na nossa vida,pois já podemos desconfiar do resultado no desencarne. A Umbanda não crê em ressureição, como não crê em um Salvador ou Messias resgatador de seu rebanho,uma vez que ela prega a transcendência que cada ser deve alcançar. Ninguém fará nada por ninguém,cada qual com seu quinhão. No entanto,a crença no reencarne é a explicação do resgate dos débitos e aprendizado constante do ser.
No dia de finados, é fundamental que o umbandista,ao realizar o culto ao Divino Orixá Pai Omulu, vibre seus pensamentos nos antepassados, seus parentes desencarnados,solicitando ao Pai Omulu que ilumine a todos ,pois se algum antepassado estiver precisando de ajuda por estar perdido nas suas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz, pode ser oportuno de acontecer este resgate, e, aquele que já esteja em situações privilegiadas, então se sentirá gratificado pelas vibrações, além de ser o momento de demonstrar gratidão aos antepassados que promoveram a sua passagem presente.
O culto ao Orixá Omulu é o momento de exaltação da Divindade e o que mesmo representa, pois como entendemos que ele é a Divindade do “fim”, logo ele não está presente apenas na tão temida morte física, gerando uma imagem temerosa em relação a esse Orixá. Sua vibração se faz presente centenas de vezes durante nossa Vida, por exemplo, o fim um relacionamento amoroso é o rompimento de cordões emocionais e o fim de um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a vibração desse Orixá para encaminhar os envolvidos em seus caminhos individuais, também posso citar a mudança de emprego, de moradia, fim de amizade, etc...
Sempre em situações, principalmente de rompimentos ou encerramentos de ciclos,é esta a vibração divina que se faz presente na Vida dos envolvidos. Mesmo ficando a cargo de cada um a colheita necessária após o desencarne, a Umbanda tem na Cerimônia Fúnebre a preocupação de garantir que o espírito desencarnado fique a cargo da Lei Divina e não tenha problemas maiores com ataques de espíritos negativos .
Existe todo um procedimento para a Cerimônia do Funeral Umbandista, que é realizado pelo Sacerdote, um ajudante e um parente antes da cerimônia social. Maiores detalhes podem ser encontrados no livro “Doutrina e Teologia de Umbanda” da Editora Madras do autor Rubens Saraceni.
Este texto foi baseado em um seminário apresentado na Universidade do Sagrado Coração de Bauru- SP. e faz parte do Curso para Médiuns deste Templo.

OFERENDAS PARA O PAI OMULU
· Toalha ou pano branco e preto sobreposto formando oito pontas ou bicos .
· Velas branca, preta e vermelha
· Fitas branca, preta e vermelha
· Linhas branca, preta e vermelha
· Pembas branca, preta e vermelha
· Flores- crisântemos branco e roxo, flores do campo, rosas branca, cipestre.
· Frutas- maracujá, ameixa preta, ingá e figo.
· Comidas- pipocas estaladas e regadas com mel, coco seco fatiado e regado com mel, batata-doce roxa cozida e regada com mel, bistecas ou fatias de carne de porco regadas com azeite de dendê.
· Bebidas- água em copos, vinho branco licoroso, licor de hortelã.
Local para oferenda- nos cemitérios
Algumas ervas da regência de Pai Omulu
· Pinhão roxo, mamona, dandá da costa, barba de velho, babosa, velâme do campo e confrei.
Obs: Para a oferenda , não é obrigatório o uso de todos os elementos; você pode escolher aqueles que desejar ou tiver condições de adquirir, o importante é o seu sentimento, aquilo que você trás no seu íntimo é na realidade o que vai ser oferecido ao Orixá. Os elementos de uma oferenda são importantes , pois serão usados pelo Orixá em seu próprio benefício mas, o que você tem em seu íntimo é o que vai determinar o resultado final da oferenda.

Benção de Pai Omulu a todos!!!!!

Aurélia. Blog: temploumbandistaestreladourada.blogspot.com/

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Falar Bem do Outro


Um dos maiores desafios da vida cotidiana é o esforço para enxergamos o lado bom de uma pessoa.

Este ideal se aplica a todos os nossos relacionamentos com os outros, desde o mais casual ao mais íntimo.

Às vezes, isto significa aplicar uma interpretação positiva a ações que pareçam questionáveis. Outras vezes, significa reconhecer que o ato do outro é verdadeiramente bom.

Pensamentos positivos deste tipo, inicialmente, residem dentro de nossa mente e podem ser muito pessoais.

O passo seguinte é a capacidade para falarmos bem de alguém.

A fala tem um poder espiritual.

O efeito da fala é o de revelar os nossos pensamentos, que estariam, de outro jeito, ocultos.

Nossos Sábios nos dizem que existe algo muito significativo neste movimento do pensamento à fala.

É uma forma de concretizarmos o pensamento, trazendo-o à realidade, tornando-o parte do mundo à nossa volta.

A conseqüência é que estes pensamentos, agora traduzidos em palavras, têm um efeito no mundo material.

Pensando e falando sobre outra pessoa, nós a estaremos afetando de alguma forma.

Isto é comumente discutido em termos do efeito negativo das palavras más sobre alguém, denominadas pelos Sábios de lashon ha-rá, “má língua”.

O Talmud nos fala que isto tem um efeito ruim em três pessoas:

naquela que fala,
naquela que ouve, e
sobre aquela de quem se fala.

Entretanto, os ensinamentos chassídicos também enfatizam a dimensão positiva: falar bem de alguém tem um efeito positivo espantoso.

Rashi [famoso comentarista da Torá] explica que sempre que mencionamos um homem justo, devemos fazer menção às suas boas qualidades.

O Chassidismo destaca um ponto adicional que, ao fazermos isto, nós estamos ajudando aquela pessoa, dando-lhe forças extras.

Esta idéia tem implicações na educação, na vida comunitária, na vida familiar.

Falando o bem, para as pessoas e sobre as pessoas.

Ao fazermos isto, nós os estamos ajudando, ajudando a nós mesmos e ajudando aos outros que escutam os comentários calorosos e positivos.

Através dos bons pensamentos e palavras e, claro, das boas ações, nós estaremos ajudando a transformar em bondade a atmosfera do mundo....

Por Dr. Tali Loewenthal

Do Que A Umbanda Precisa?


Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.

Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e após se acomodarem ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples:

“ – Do que a Umbanda precisa?”

E assim um a um foram respondendo:

“- Mais união...”

“ – Mais estudo...”

“ – Mais divulgação...”

“ – Mais respeito...”

“ – Mais reconhecimento...”

Mais, mais e mais...

Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:

“ – Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!”

Silêncio repentino no ambiente.

Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.

Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:

“É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.

Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.

Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.

Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo o terreiro, pois sente que ali, no terreiro ele está na casa de sua mãe.

Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.

Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando não está no terreiro sente-se ansioso para retornar e sempre que lá está é um momento de alegria e prazer.

Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo.

Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o terreiro, ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.

Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.

Quando a Umbanda agregar em seu interior mais Filhos que qualquer outra coisa, estas necessidades que vocês tanto apontam como união, respeito, educação, ética, enfim, não existirão, pois isto só existe naqueles que não são Filhos de fato.

Tenham uma boa noite, meus filhos!”

Pai João pitou mais uma vez e desincorporou.

Diante dele, seus filhos, com olhos marejados, rosto rubro, agradeciam a lição.

Saravá a Umbanda, salve a sabedoria, salve os Pretos Velhos.
 
Por Rodrigo Queiroz

Universalismo



Universalismo é a compreensão de que todas as religiões e filosofias contêm uma parcela da Verdade Cósmica. Ser universalista não é algo fácil, exigindo um exercício constante de tolerância e discernimento. Talvez uma boa forma de se iniciar uma caminhada espiritualista universalista, seja observar atentamente os pontos em comum entre as diferentes visões da vida, deixando de lado as controvérsias. A partir disso, será possível começar a vislumbrar a presença da Inteligência Universal por trás do pensamento religioso/filosófico de todas as culturas, sejam elas de caráter monoteísta ou politeísta, dualista ou monista, materialista ou espiritualista, empírico ou científico etc. Com certeza, há fundamentos em comum para as diversas formas de enxergar o mundo, mas também, e talvez, sobretudo, há complementaridades. Não necessariamente duas visões diferentes sobre um mesmo assunto são contrárias! Mas, como essas visões provêm de ângulos diferentes, na realidade, se complementam. Para exemplificar esta questão, é interessante recordar uma velha história hindu, que passo a relatar em seguida.
Numa cidade da Índia viviam sete cegos, que tinham alguma sabedoria. Como os seus conselhos eram quase sempre muito úteis, todas as pessoas que tinham problemas recorriam à ajuda deles. Eram amigos, mas havia certa rivalidade entre eles, o que, de vez em quando, causava uma discussão sobre qual seria o mais sábio. Em certa oportunidade, depois de muito conversarem acerca da Grande Verdade da Vida, não chegaram a um acordo. O sétimo cego ficou muito contrariado, resolvendo morar sozinho numa caverna de montanha.
Antes de ir embora, falou aos demais: “- somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor, o que as outras pessoas não alcançam. Em vez de aconselhar aos necessitados, vocês ficam aí discutindo, como se quisessem vencer uma competição. Não concordo com isso! Vou me embora!” Sete meses depois, chegou à cidade um homem montado num enorme elefante.
Os cegos, que nunca haviam tocado num paquiderme, foram para a rua ao encontro dele. O primeiro apalpou a barriga do animal, declarando: “- trata-se de um ser gigantesco e fortíssimo!
Posso tocar nos seus músculos e não se movem, parecendo paredes!” Mas o segundo cego, tocando nas presas do elefante, afirmou: “- que bobagem! Este animal é pontudo como uma lança, uma verdadeira arma de guerra!” Então, alguém falou: “- ambos se enganam!” Era o terceiro cego, que apertava a tromba do elefante. E acrescentou: “- este animal é idêntico a uma serpente! Contudo não morde, porque é desdentado. É como uma cobra mansa e macia.” Em seguida, bradou o quinto cego, logo após mexer nas orelhas do elefante: “- vocês estão loucos! Este animal não se parece com nenhum outro, pois os seus movimentos são ondulatórios, como se o seu corpo fosse uma cortina.” Na seqüência o sexto cego, tocando a pequena cauda do elefante, concluiu: “- todos vocês estão completamente errados! Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. O que há com vocês?” E assim ficaram, por longos minutos, debatendo aos gritos. Então o sétimo cego, que descera a montanha procurando víveres, apareceu conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, solicitou que o menino desenhasse, na terra macia, a figura do elefante. Após tocar cuidadosamente os contornos do desenho, percebeu que todos os seis cegos estavam certos parcialmente, mas, ao mesmo tempo, bastante enganados. Agradeceu ao garoto e atestou: “- é assim que os homens se comportam perante a Verdade. Mal tocam numa parte e já pensam que é o Todo!” A seguir, se afastou de seus antigos companheiros, entendendo que eles continuavam sem enxergar...
Portanto a verdade científica, a espírita, a budista, a judaica, a muçulmana, a católica, dentre outras verdades, são complementares, já que nenhuma religião ou filosofia de vida poderá, a seu modo particular, captar completamente o Todo ou Deus. Por isso, não é tão difícil concluir que uma visão mais universalista/ecumênica do mundo, tem a possibilidade de maiores aprendizados. No entanto, isto não quer dizer que as pessoas devam deixar suas práticas religiosas de lado, nem passar a ter preconceitos com relação àqueles que se dediquem, de forma mais exclusiva, a uma religião de sua preferência. Ao contrário, um universalista pode ter uma religião específica, mas, o que o diferencia de pessoas ortodoxas, é a flexibilidade de pensamento e a humildade, pois, apesar de preferir uma forma de culto, reconhece que Deus está em todos os lugares e corações humanos. A Divindade ou Inteligência Universal é infinita e manifesta-se por múltiplas maneiras. O espiritualista universalista verdadeiro entende que, por trás de qualquer forma, há uma Essência.
Mas, qual ou quais as vantagens práticas do Universalismo? A princípio, pelo menos, há dois grandes benefícios em se manter uma postura universalista perante a vida. Um deles, que já foi comentado, é a possibilidade de novos aprendizados, já que a falta de preconceito quanto a outras filosofias e religiões, permite o exame isento de outros pontos de vista. E isto é algo extremamente lógico, pois não é nada inteligente desprezar o que outras pessoas conseguiram através de estudos (científicos ou não), meditações e práticas diversas, muitas vezes por inúmeros anos de dedicação. Por que segregar tradições filosóficas, religiosas ou esotéricas seculares? Será que estas tradições não possuem conhecimentos que nos podem ser úteis no dia-a-dia? Será que não desenvolveram algum tipo de sabedoria? Além disso é importante salientar que, numa determinada tradição, mesmo que hajam conceitos que não se adéqüem a nossa vida, não é por isso que devemos concluir que o seu conjunto de idéias seja imprestável. É importante usar um “olho clínico” ou uma “visão interna”, para discernir o que é útil de fato (é claro que isso é pessoal). E quanto aos aparentes “erros” ou “distorções”, por que não aprender com as “falhas” dos outros? Simplesmente jogar fora a experiência de nossos semelhantes é um ato de arrogância e inteligência limitada.
O segundo claro benefício de uma postura universalista é o desenvolvimento de tolerância quanto aos outros pontos de vista. Obviamente, um espiritualista universalista provavelmente contribuirá para uma convivência mais harmônica, na sociedade humana. No entanto, é relevante voltar a frisar, que praticar o Universalismo de fato, não é algo simples ou trivial. É preciso se despojar de idéias pré-concebidas e dogmas, mantendo constantemente uma mente aberta a novas possibilidades, e, entendendo que, um ponto de vista diferente não necessariamente derrubará a estrutura de compreensão que temos do mundo, mas sim que poderá agregar algum valor novo, complementando o que já sabíamos. Em outras palavras, não é preciso encarar idéias novas ou diferentes como ameaças.
Paz a todos.
Pablo de Salamanca

Desfazendo os Nãos...


Peço à essa Dvina espiritualidade que por favor, ajudem-me com que eu me conscientize que
os nãos que invandem o meu ser, meu coração, minanha vida e por vezes afetam o meu espiritual sejam desfeitos.
 
Por favor, faça com que a idéia de que não sou bom o bastante para acompanhar a evolução que a mim foi concebida e a evolução do universo, seja varrida de minha mente.
 
Por favor, faça com que a sensação de ser amada o suficiente seja expurgado do meu coração.
 
Por favor, faça com que as amarras que sustentam a crença de que não sou capaz de realizaçar a caminhada a mim destinada pelo plano siperior seja eliminada da minha vida, dando lugar a força de vontade para vencer os obstáculos, os quais deve encarar nao somente como barreiras, mas com umetreno aprendizado.
 
Hoje, meu querido Deus, venho com humildade e reverência pedir que todos os nãos que contaminaram todos os aspectos de minha evolução humana e espiritual sejam desfeitos e apagados, para um novo recomeço.
 
Neste recomeço serei capaz de deixar o meu espirito falar de suas necessidades e observar com mais atenção a dsenvoltura deste universo.
 
Que estas palavras sejam ilumonadas pela presença de meu mentor espiritual, de espiritos iluminados que nos trazem a cada dia um pouquinho do ensinamento que lhes é passado pela Lei Divina.
 
Tornando-se a realidade não só de minha vida, mas daqueles que habitam este planeta de provas e espiações.

Por Profº Monica Nel

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A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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Pense Nisso...