Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Jesus e a Moral Cristã



Jesus, vivendo o seu tempo, construiu valores universais únicos, que, pela profundidade e extensão, modificaram os aspectos culturais, sociais, políticos e econômicos da humanidade. Para o Espiritismo, esses valores são conceitos fundamentais, sendo a moral cristã o eixo de sua visão de mundo e interpretação da realidade.

O Espiritismo entende que o significado de Jesus encontra-se em seu exemplo de vida, fazendo e demonstrando a viabilidade de um padrão de comportamento. Foi a força de seu exemplo que deu significado à sua existência e não a série de mitos, interpretações e dogmas que foram agregados ao entendimento de sua mensagem. Portanto, é fundamental que o espírita possa fazer essas distinções.

Para a Doutrina Espírita, Jesus, como todo ser humano, nasceu da união entre um homem e uma mulher e não de uma forma sobrenatural. De origem humilde, não era descendente de Davi e não possuía nenhuma pretensão ao poder temporal.

O Espiritismo não recorre à idéia de milagre, que não existe para a Doutrina, para justificar algumas situações da existência de Jesus. Este, ao colocar em prática o seu conhecimento e a sua capacidade mediúnica, foi interpretado, pelo desconhecimento das pessoas ao seu redor, como o realizador de acontecimentos maravilhosos e fantásticos.

Para entender Jesus, o Espiritismo não precisa utilizar a idéia de messias, salvador ou cordeiro de Deus. Não é importante como Jesus nasceu ou morreu, mas, sim, como viveu. Seu significado não se encontra nas condições de sua morte — não há necessidade de entendê-la como um sacrifício para salvar a humanidade ou tentar transformá-la em exceção através da idéia de ressurreição.

Apesar de sua importância, Jesus não se confunde com Deus. Não é a Sua encarnação. Era filho de Deus como todas as criaturas o são. Deixar de confundir Jesus com Deus permite reconhecer o valor desse espírito que alcançou, pelo exercício de seu conhecimento, a compreensão do amor como lei fundamental do Universo, a que nenhum homem até então havia alcançado. Considerar Jesus como divino é retirar dele uma característica fundamental: a de um ideal possível de ser alcançado, uma referência exeqüível para a humanidade.

Jesus, para a Doutrina, é um espírito que tem uma história ao longo da qual foi construindo seu conhecimento, diferenciando-se do nível médio da cultura terrena. Na medida em que vivenciou, em que desenvolveu experiências de vida, foi se fazendo presente, através da força de seu exemplo, da intensidade de sua coerência, da inovação e clareza do conhecimento que alcançou. O significado da síntese que construiu a respeito da existência, do ser humano, da vida, pode ser avaliado em um pequeno resumo de suas idéias:

  • Deus único é o pai de todos (todos são iguais perante Deus)
  • Ame a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o espírito, e ame seu próximo como a si mesmo, essa é toda a lei e todos os profetas estão contidas nela.
  • Trate todos os homens da mesma forma que você gostaria de ser tratado
  • Ame seus inimigos e faça o bem àqueles que o odeiam e ore por aqueles que o perseguem e caluniam
  • Aquele dentre vocês que não tiver errado, que atire a primeira pedra
  • Eu não digo que deva perdoar ao seu irmão até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes
  • Reconcilie-se com seu adversário enquanto estiver com ele no caminho
  • Não julgue a fim de que não seja julgado
  • Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo
  • O homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela de muitos
  • Por que vê um cisco no olho de vosso irmão, você que não vê uma trave no seu olho?
  • Que a sua mão esquerda não saiba o que faz a sua mão direita
  • Não se acende uma candeia para colocá-la sob o alqueire, mas sobre o candeeiro a fim de que ela clareie todos aqueles que estão na casa
  • Não há nada de secreto que não deva ser descoberto, nem nada de oculto que não deva ser conhecido
  • Fora da caridade não há condições de se alcançar um conhecimento maior de si mesmo e da vida.
  • Bem aventurados os que choram, porque serão consolados; os que tem fome e sede de justiça porque serão saciados; os humildes porque deles é o reino dos céus; aqueles que tem o coração puro porque verão a Deus; aqueles que são brandos porque possuirão a Terra; os pacíficos, porque eles serão chamados de filhos de Deus; aqueles que são misericordiosos porque eles próprios obterão misericórdia

Jesus, em sua existência cósmica, é o caminho, a verdade, a vida em sua multiplicidade, diversidade, alteridade. Seus ensinamentos, seu comportamento e os exemplos de outras pessoas que se identificaram com sua proposta, foram desenhando, construindo, um código, um padrão de referência fundamentado na unidade da humanidade e na igualdade entre os seres, e, em decorrência, no amor ao próximo, na solidariedade, na tolerância, na responsabilidade pessoal, na liberdade de consciência e na moral como defesa, promoção da vida. Jesus é padrão de comportamento aberto para auxiliar as pessoas na construção de seu próprio futuro.

Jesus é exemplo claro de comportamento moral que reflete a identidade do ser com o Universo e com Deus.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Cristo do Amor Divino



A todo instante
Nasce Jesus no coração de cada ser,
No lado direito do peito.

Ele é a Luz,
A Consciência Absoluta que vem à tona.
Ele é a verdadeira vida,
A Força Suprema que se reflete
Em todos os seres do universo.

Ele é o Supremo Ser,
Que com sua força infinita
Vem iluminar o mundo
Nesta época de inconsciência espiritual,
Para que todos recobrem a consciência do divino,
Para que todos possam integrar-se
Na vida do Cristo de todos os tempos,
Na Luz infinita da Verdade Suprema,
Na força absoluta do Ser,
Na força de todos os Mestres.

Ele é o Cristo dos oprimidos,
Dos que têm fome e sede de justiça,
Dos que sofrem perseguições,
Dos esgotados pelos ciclos de sofrimentos.
O Cristo dos mansos de coração,
O Cristo dos sábios e dos ignorantes,
O Cristo dos conscientes e dos inconscientes.

Ele é o Cristo das esperanças,
O Cristo dos simples,
Dos justos,
Dos compassivos,
Dos limpos de coração.
O Cristo dos pacificadores,
O Cristo da justiça divina.

Ele é o Cristo das crianças,
Da felicidade perfeita,
Do amor divino,
Dos Maha Devas.
O Cristo que nasce na estrebaria,
O Cristo da humilde carpintaria,
O Cristo de José e de Maria.

Ele é o Cristo das semeaduras e das colheitas,
O Cristo do Reino Supremo,
Do camino direto,
Da intuição pura.
O Cristo da meditação iniciática,
Da devoção que enternece,
Do pão que nutre e sacia.

Ele é o Cristo dos que resplandecem como o Sol,
O Cristo dos apóstolos, das bem-aventuranças.
O Cristo dos pescadores,
Do mar profundo,
O Cristo das ovelhas
E dos pastores.

Ele é o Cristo de João Batista,
De São Francisco.
O Cristo vivo de Simão Pedro,
O Cristo da Comunidade Perfeita.
O Cristo Cósmico,
Dos Maha Yogues,
O Cristo da Luz, do Caminho, da Verdade Suprema.

Do livro Maha Gita Purusham do Bem-Aventurado, de Sri Maha Krishna Swami


O Cristo tem ressurgido muitas vezes, antes e depois de sua vinda como o Sublime Nazareno. Surgiu através de Ra­makrishna, de Ramana, através de todos os Mestres conscien­tes da Verdade Suprema. O Cristo não é um corpo, uma raça. Cristo é a Luz, é como o Sol. Sempre está iluminando, sem se preocupar se há pessoas boas ou más, se no mundo tudo está bom ou ruim. O mundo não afeta quem medita, quem devociona. Só se afeta pelas coisas externas aquele que estiver apegado a elas. Aquele que, mesmo vivendo no mundo, mes­mo tendo um corpo, não é apegado às formas, às aparências, não é afetado pelas coisas mundanas. Temos um corpo mas não somos o corpo. Habitamos o corpo assim como habitamos uma casa. Da mesma forma que a casa se desgasta pela ação do tempo, assim também acontece com o corpo. O que está mal é o mundo interior das pessoas. Esse é o mundo que de­verá ser consertado. O problema não deve ser o mundo exte­rior, mas sim o mundo interno para que se possa reconhecer e seguir aquele que vem em nome do divino. Jesus disse que nenhum ser teria paz enquanto não dissesse: "Bem-aventura­do aquele que vem em nome do divino".

É preciso vivenciar, sentir os ensinamentos do Mestre Je­sus e não simplesmente aprendê-los. Aprender somente, de nada adianta. É preciso utilizá-los para se libertar de todos os males que se pensa virem do diabo quando, na verdade, fo­ram os homens mesmos que criaram deliberadamente todos os seus problemas. Mais do que nunca os homens devem en­tregar-se à prática da meditação, da devoção e viver os sagra­dos ensinamentos em sua essência. E por essa vivência apare­cerá o sentir, e pelo sentir surge a plena consciência da Verda­de Suprema.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um Amigo Chamado Jesus



Todos têm um amigo inseparável e único, o nome dele é Jesus.

Ele nos socorre sempre, está sempre preocupado conosco, mesmo muitas vezes nos esquecendo Dele, Ele nunca nos esquece.

Está em todos os momentos de nossa caminhada ao nosso lado, orientando e nos amando incondicionalmente, nós é que não estamos sempre dispostos a conversar com Ele e receber sua ajuda.

Quando estamos desesperados em nossas dificuldades é Ele que nos ampara e nos mostra as resoluções.

Sempre deixa para nós uma porta aberta.

Procura carregar-nos no colo todas as vezes que nossas pernas não têm mais força para caminhar.

Enxuga nossas lágrimas de dor e sofrimento, somente através do amor que nos transmite.

Se você esqueceu que tem esse amigo, então retome a consciência de sua vida e
procure-o através da prece e diga a Ele que o ama e que é parte fundamental para atingir os objetivos da sua vida.


Fonte: http://www.gotasdepaz.com.br

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Moral Cristã


Allan Kardec inicia o livro “O Evangelho segundo o Espiritismo” propondo uma divisão em cinco partes, as matérias contidas nos Evangelhos: Os atos comuns da vida do Cristo, os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas pela igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. Continua ele: As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias; a ultima porém, conservou-se constantemente inatacável.

E podemos com certeza afirmar que, se a preocupação com a parte moral tivesse sido prioritária quando da análise dos textos evangélicos, a Humanidade já teria progredido muito mais, e o mundo que habitamos já faria parte dos planos mais evoluídos da criação.

Mas na realidade, qual é o conceito desta tão discutida moral?

Segundo o dicionário, moral é o conjunto de regras que constituem o bom costume. Baseado neste pequeno conceito, vemos que o entendimento do que é moral evolui com o evoluir dos homens, porque o que é um bom costume hoje, pode não ser assim considerado amanhã. Desta forma, moral pode ser entendido como sinônimo de ética, o que para nós, não é verdade.

O verdadeiro conceito de moral para nós é dado pelos Espíritos na questão 629 de “O Livro dos Espíritos”, quando nos afirmam que a vivência moral está vinculada à observância da Lei de Deus, e esse é na essência o entendimento de moral segundo nos ensinou o “Mestre dos Mestres”: Jesus.

A Moral Cristã está toda baseada no entendimento do que seja Deus, Sua Lei, e na fraternidade decorrida do entendimento real da relação Criador-criatura.

Deus é entendido pelo Cristo, como Pai. E segundo João nos afirma no capítulo 4 de sua 1ª epístola, Deus é amor, e continua ele: Se alguém diz: eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? (I João, 4: 8 e 20)
Entendido Deus, e sua relação conosco , temos a chave da compreensão de toda a moral cristã. Por isso, a insistência do Mestre para que nos amássemos uns aos outros, resumo de todos os seus ensinamentos. Moral, segundo o Cristo, é ver em primeiro lugar o interesse do próximo, entendendo como tal, todo aquele que precisa de nós, como nos mostra na Parábola do Samaritano, é dizermos não ao personalismo, é trabalhar não pensando no nosso bem estar, mas em quantos podemos beneficiar com o nosso trabalho.

Quando alguém lhe pedir o vestido, dê-lhe também a capa.

Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.

Ame o vosso inimigo.

Ore pelo que vos persegue.

Se amardes somente os que vos amam, que galardão havereis?

Faze isso, e viverás, porque aquele que permanecer na minha palavra será meu discípulo, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

E para concluir, ficamos com a visão madura de Joanna de Ângelis:

Jesus se preocupa com a perfeição íntima, ética, intransferível dos homens, conclamando-os a realizarem o “Reino de Deus” interiormente, numa elaboração otimista.
Certamente, a moral cristã ainda não colimou os seus objetivos elevados, conquanto os vinte séculos passados. Todavia, diante dos esforços do Direito e da acentuada luta pacífica das organizações mundiais, a Moral, em diversas apreciações tornadas legais, sancionadas por governos e povos, atingirá, não obstante as dificuldades e transições do atual momento histórico, o seu fanal nos dias do porvir, propondo ao homem moderno, na moderação e eqüidade, nos costumes corretos, aceitos pelo comportamento das gerações passadas, a vivência do máximo postulado do Cristo, sempre sábio e atual: “Fazer ao próximo o que desejar que este lhe faça”, respeitando e respeitando-se, para desfrutar a consciência apaziguada e viver longos dias de harmonia na terra, com felicidade espiritual depois da destruição dos tecidos físicos pelo fenômeno da morte.

Livro: Apostila do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro Espírita Amor e Caridade - Goiânia – GO – 1997
Site: www.autoresespiritasclassicos.com
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A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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