Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Crença - Fé



A crença é algo que mata o entendimento, pois parte do desejo de que algo seja verdade; é construída sobre idéias preconcebidas e julgamentos; a crença permite que a mente se abra somente ao que encaixa no seu modelo.

A fé, por outro lado, é um mergulho no desconhecido, mas que mantém nossa mente aberta, entendendo que a atitude correta é deixar-nos ir. A fé pode não ser o caminho mais cômodo e seguro, mas, indiscutivelmente é o caminho correto. A crença prende; a fé liberta.

A verdade que tanto perseguimos jamais poderá ser encontrada através da crença, mas sim, unicamente, através da simplicidade da fé.

A fé é o nosso ponto de partida, mas muitos de nós, porém, a abandona ao longo do caminho, em troca da adesão férrea a uma ou crença.

Mas é impossível desvendar o grande mistério da vida somente através das crenças, sejam elas quais forem e por melhores que elas sejam, pelo fato de só podermos crer naquilo que já conhecemos. A verdade que tanto perseguimos, vai além da nossa imaginação, pois ela preexiste à essa vida. Nada do que possamos imaginar será capaz de captar a enormidade, a glória e a dimensão da verdade que perseguimos.

O único caminho para atingirmos nosso grande objetivo é mantermos nossa fé de forma inabalável, nossa mente inteiramente aberta e nosso coração igualmente aberto a tudo que nosso Eu Superior e o Plano Superior nos intuir.

Muito mais que nos prendermos a qualquer crença, mantenhamos a fé em nós mesmos e tenhamos em mente que não precisamos mais ficar pedindo ajuda, a quem quer seja, pois temos muito mais poder do que possamos imaginar.

Na verdade, quando pedimos nos enfraquecemos, pois não nos sentimos merecedores daquilo que precisamos. Somos filhos de Deus perfeitos e, já que somos perfeitos, temos é de determinar o que queremos, pois é essa a linguagem que o Universo compreende.

Paremos então de pedir! Não demos nosso poder a mais ninguém! E, se não conseguirmos viver sem crença, creiamos firmemente em nosso Espírito, pois é ele o nosso elo com Deus.

Muita Paz e muita Luz!

domingo, 18 de dezembro de 2011

A Fé



A Fé é um processo que vem sendo determinado e medido inclusive pela ciência através de experiências feitas em inúmeros países. A fé e o poder da oração feita com fé já foram testados em casos de saúde e demonstraram sua efetividade. A fé, no entanto, não pode se confundir com ansiedade. Muitos dizem ter fé, mas na verdade estão ansiosos, desejosos, torcem para que aquilo que desejam ocorra, mas não com fé, com desejo, vontade, etc.

Quantos, na demora no atendimento à sua vontade, emitem conceitos negativos (do tipo, somente eu não consigo, acontece somente comigo, como sou infeliz, etc.) Que vão para o espaço, e retornam à mesma pessoa, seja pela emissão de vibrações negativas. Tudo isso acontece pela falta de fé, confundida com a ansiedade que tem na busca de solução para seus problemas pessoais.

A fé não é crer em Deus. É saber que Ele existe e está presente em nossa vida todo o tempo. Deus não se afasta de nós, nós é que nos afastamos dEle, através da desarmonia de ações, de energia e de valores. Aquele que realmente tem fé treme e balança, mas não cai: “filho de umbanda balança, mas não cai”. Essa frase de um ponto histórico, conhecido por, provavelmente, todos os terreiros existentes no Brasil, dá uma demonstração do que significa a fé para um umbandista. Mesmo nas horas mais difíceis da vida ele se vale de suas entidades e, sobretudo, de deus (olorum, zambi, obatalá, tupã) e quando percebe já ultrapassou aqueles momentos que considerava impossíveis de superar. Essa é a fé que diferencia e que resguarda dos malefícios do mundo.


Por Pai Solano de Oxalá

segunda-feira, 14 de novembro de 2011



          Fé não é uma questão de conveniência. Fé não é uma muleta milagrosa. Fé não é satisfação de caprichos, mas “um meio de demonstrar as realidades que não se vêem”.

          A fé a qual se referia Jesus Cristo é aquela que vibra no coração das criaturas que acreditam que Deus tudo vê e provê. Essa fé verdadeira, que respeita os ritmos e os ciclos naturais da vida, considera que tudo está certo e nada está fora dos domínios da Ordem Providencial.

          Ter fé é aceitar a dor e a dificuldade em nossas vidas como pedidos de renovação. Ter fé é perceber as nossas limitações e, da mesma forma, as dos outros e perdoar sempre.

          Nossa consciência de vida é diminuta e frágil. Como esperar que um paralítico possa caminhar por uma ladeira íngreme, repleta de fendas e pedregulhos, com precisão e agilidade, sem vacilar? É óbvio que o erro traz conseqüências para quem errou, mas a Vida Maior não tem como método de educação punir ou condenar. Ela visa apenas transformar a “energia do ato” na “consciência do ato”. Em outras palavras, quer que a criatura possa extrair do erro ensinamentos e que fique cada vez mais atento às leis que regem sua existência. Portanto, ter fé é aprender a nos perdoar e aos outros, para que possamos ser perdoados.

          Ter fé é entender que não se consegue paz meramente pedindo, e sim fechando as portas das sensações exteriores a fim de penetrar no sentido interior – a intuição sapiencial.

          Enfim, ter fé é compreender que “Deus está em tudo, e tudo está em Deus”, conforme legitimou Jesus Cristo: “Quem me vê, vê o Pai. Como podes dizer: Mostra-nos o Pai? Não crês que estou no Pai e o Pai está em mim?”. Ou mesmo, quando asseverou “Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste”.

          Sobre isso também escreve Paulo de Tarso em I Coríntios, 15:28: “para que Deus seja tudo em todos”, pois, na realidade, o Criador Excelso está em todas as criações e criaturas, mas não se confunde com nenhuma delas, nem nelas se dissipa.


          Francisco do Espírito Santo Neto - Ditado por Hammed, do livro Um Modo de Entender, uma Nova Forma de Viver.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Em Busca de Uma Fé Racional



O tema pode parecer contraditório, pois por definição, fé ou crença é aquilo em que se acredita, enquanto, em contrapartida, a racionalidade é algo pensado, deduzido da razão.

Apesar de toda contrariedade das duas palavras, a fé racional norteia os fundamentos de religiões como a Umbanda ou de doutrinas como o Espiritismo.

Umbandistas e Espíritas acreditam que a fé não deve ser constituída de uma necessidade sem que haja uma razão para tal. É como se pelo fato de não poder ver é que não se acredita, ora, pois, não vemos o ar e ele é tão necessário para nossa vida como nossa fé o é.

Nossa fé está pautada na existência de um Deus, e isso é ponto comum a todas a religiões, porém a racionalidade que nos guia, é movida pelo sentimento de que ser racional é não estar constituído de dogmas (algo indiscutível), de coisas irracionais (que não tem explicação), e que toda criação divina está diretamente ligada ao Criador.

Assim, a fé que nos move, move também a nossa racionalidade, pois ser racional é deduzir pela razão, é discutir através de um espírito crítico à luz de uma discussão com outros sobre as mudanças de nossas idéias.

Hoje, no mundo, somos quase 7 bilhões de pessoas, com hábitos diferentes, costumes diferentes, culturas diferentes, cores diferentes e por conseqüência religiões diferentes.

Nossa religião, não deve ser considerada melhor que outras, pois nossa fé também não é, da mesma forma que nossa religião não deve ser considerada pior que as outras, pois nossa fé também não é.

A prática religiosa que temos pode ser diferente, porém nem melhor nem pior, é simplesmente pautada numa racionalidade que em via de regra deve ser respeitada como tal, e respeitar as demais religiões como estas são.

Nossa busca pela fé racional, deve ser de simplesmente observar, questionar, ponderar e vigiar, para que não sejamos objeto de pessoas mal intencionadas nem tão pouco de um fundamentalismo exacerbado.

Somos praticantes de uma religião que deve manter seu vinculo restrito entre fé e razão, pois, não temos dogmas, somos capazes de explicar e temos consciência de nossa divindade, pois somos ligados ao criador.

Por outro lado, se você insistir em argumentar que a Umbanda é uma religião dos mistérios, eu argumentarei que mesmo os mistérios da Umbanda podem não ser de conhecimento nosso, mas que existe um certo racionalismo, uma certa lógica ou uma certa coerência nestes mistérios.

Assim, peço aos irmãos que ao lerem este artigo, pratiquem sua fé dentro de uma razão, de uma coerência e dentro de uma lógica, pois, somente com este procedimento teremos como buscar uma fé racional, pautada no conhecimento, na coerência de raciocínio e de idéias, no respeito ao próximo, afastando dela os enganadores, os de índole duvidosa, os fundamentalista e principalmente aqueles que abusam da “cega” fé alheia.
  

Por Jairo Pereira Jr. 

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A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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