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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Vejo tudo! Será que estou Incorporado?



Esse é o medo e a pergunta de todo médium que inicia sua caminhada na Umbanda é o fator da incorporação consciente. A cada10 médium, 9 tem essa duvida e insegurança no inicio de suas incorporações.

Isso é muito comum de ouvirmos, esse tipo de duvida sobre o transe, quem não teve está duvida? Ou quem nunca ouviu esta pergunta?

Essa é dúvida que assola a maioria dos terreiros e a culpa é de grande parte dos dirigentes espirituais e dos médiuns de incorporação mais antigos que insistem em dizer que são totalmente inconscientes, talvez para valorizar sua mediunidade e não perderem a credibilidade ou com medo de serem tachados de mistificadores.

- Podemos nos acalmar! Há muito tempo sabemos que as entidades deixaram de usar a inconsciência como fator preponderante para um bom trabalho exercido através de seus médiuns, muito pelo contrario, hoje sabemos que 95% dos médiuns são totalmente conscientes, e 4% semi consciente.

A inconsciência completa hoje é rara nos médiuns, a minoria cerca de 1% dos médiuns a traz pelo dom mediúnico de nascença e não por necessidade espiritual dos guias, e raramente irá ser revelada, justamente para não causar insegurança tão presente em nossa religião.

Pensemos em um Exemplo:

Você tem um copo de água, adicione uma ou duas colheres de açúcar , dá ainda para identificar os dois elementos, se agitarmos esses dois elementos eles se misturaram, dando assim um terceiro elemento inteiramente modificado, más ainda contendo os outros dois elementos.

– Assim se processa a incorporação, a mente do médium aliada a energia gerada pela entidade que se aproxima, unindo-se em perfeita harmonia e com o conhecimento de ambos fazem um trabalho mais compacto e correto.

– Nunca se acanhe em dizer que é consciente, pois ao contrario a persistência da inconsciência poderá levá-lo a falha dando assim, margens para suspeitas de mistificação.

Mais uma Prova:

Os médiuns quando incorporado com suas entidades possuem alguns trejeitos vamos usar o Caboclo como exemplo:

Caboclos levam uma das mãos para traz ou fecham suas mãos estirando um dos dedos como se fosse uma lança ou espada, outros mancam de uma perna e outros gostam de dançar, você médium tente impedir um desses movimentos ou vontades, você estará cometendo uma falha muito grande de intervenção, má terá a prova da reação da entidade não o permitindo corrigir a postura ou movimento.

Finalizando...

Antigamente no inicio da Umbanda havia a necessidade da inconsciência dos médiuns, muito era o numero de leigos e descrentes, muitos curiosos de outras seitas testavam nossos médiuns de forma inconveniente, a Umbanda sentia a necessidade de provar a que veio, e também por causa de seus médiuns que sentiam vergonha na pronuncia, nos trejeitos e na postura das entidades se assustavam com estas condições e que por consequência poderiam os levar ao afastamento de suas entidades e
obrigações religiosas.

Hoje graças ao nosso Pai Oxalá, nossos Orixás e Guias, e com a evolução constante da lei todos nos conhecemos as capas fluídicas que nossas entidades faz de uso, não havendo assim mais a necessidade de esconderem de seus médiuns a forma que se apresentam.

Saravá!

Fonte:http://umbandacaminhodafeumbandasemmisteri.blogspot.com.br

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