Muitas pessoas buscam os templos, terreiros ou tendas de Umbanda nos
momentos que aparecem as dificuldades no caminho de cada uma delas.
Dentro desse grupo vamos encontrar alguns irmãos que da posição de
assistentes passarão para a de trabalhadores.
Mas o que vem a ser um verdadeiro tarefeiro de Umbanda?
O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que dentro de si já carrega o
branco da Bandeira de Pai Oxalá muito antes de vestir-se com a indumentária
inerente a sua apresentação exterior!
O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que não se envergonha da
Religião abraçada e nem se esconde quando lhe perguntam:
Qual a sua Religião?
O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que muitas vezes será o
primeiro a chegar ao terreiro e o último a sair após o encerramento de uma
sessão!
O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que se doa na prática da
caridade a fim de beneficiar ao próximo sem contar os minutos despendidos no
atendimento, nem tampouco, a quantidade de vezes que atendeu ao mesmo
consulente.
Há pessoas que necessitam ouvir por muitas vezes as mesmas informações,
para que depois elas saiam do campo do racional encontrando morada nos seus
corações!
O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que demonstra a sua Religião
através de seus atos!
O verdadeiro tarefeiro de Umbanda renasce ao encontrar a sua Casa e ao
encontrá-la assume um compromisso com o Astral Superior de progresso para ambas
as partes, pois se a Casa cresce é sinal que o tarefeiro compreendeu o convite
da Umbanda, e se colocou a disposição da mesma!
Hoje ainda encontramos no meio umbandista pessoas que tentam se esconder
de seus compromissos.
E aí nego velho pergunta:
Até quando meus filhos irão se esconder?
A quem meus filhos suncês querem enganar?
A Zambi que a tudo vê?
Quando chegará o dia que alguns filhos
admitirão a sua herança cósmica e a sua brasilidade?
Quando esse dia chegar com toda certeza todos
os pretos e pretas velhas entoarão o verdadeiro “hino de liberdade!”.
Liberdade da consciência escrava do
preconceito!
Liberdade da forma em detrimento da essência!
Liberdade do uso do pronome “meu” para
“nosso”!
Liberdade do “eu interior” que assumiu sua
real identificação!
Até lá os negos veios nas suas tendas
continuarão trabalhando para que a mensagem da Umbanda anunciada pelo Caboclo
das 7 encruzilhadas em solo brasileiro seja compreendida e vivenciada pelos
filhos de fé que militam na Umbanda!
Mas, até lá...
Naruê meu Pai!
Patacori Ogum!
Ogunhê!
Pai Firmino do Congo
Em 19/10/2006,
Mãe Luzia Nascimento.
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