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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Nuvens


"E saiu da nuvem uma voz que dizia:
 Este é o meu amado Filho, a ele ouvi."
(Lucas, 9:35.)


   O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação das nuvens que lhe surgem no horizonte. São nuvens de contrariedades, de projetos frustrados, de esperanças desfeitas.

   Por vezes, desespera-se envenenando as fontes da própria vida. Desejaria, invariavelmente, um céu azul a distância, um Sol brilhante no dia e luminosas estrelas que lhe embelezassem a noite. No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito.

    Conta-nos o Evangelho a formosa história de uma nuvem.

     Encontravam-se os discípulos deslumbrados com a visão de Jesus transfigurado, tendo junto de si Moisés e Elias, aureolados de intensa luz.

    Eis, porém, que uma grande sombra comparece. Não mais distinguem o maravilhoso quadro. Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: "Este é o meu amado Filho, a ele ouvi!".

     Manifestava-se a palavra do Céu, na sombra temporária.

    A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas. É conveniente, contudo, que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis.

   As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos, lições ocultas, apelos grandiosos. A voz sábia e amorosa de Deus fala sempre através deles.


:: Francisco C. Xavier, pelo Espírito de Emmanuel ::
Obra: Caminho, Verdade e Vida.

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