Na Umbanda não há preconceitos nem orgulho. Aprendemos com quem mais sabe e ensinamos aqueles que sabem menos.
Fé Racional
"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)
A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.
A mediunidade não é uma arte, não é talento, portanto nunca poderá
tornar-se uma profissão. DEUS leva em conta o devotamento e os sacrifícios da
mediunidade e sente repugnância por aqueles que fazem da mediunidade uma
escada, por onde possam subir materialmente. A moral do médium é tudo o que ele
possui, não apenas no sentido de cobrar por ela, mas em todo e qualquer
abuso, seja no orgulho, na vaidade, no egoísmo e principalmente, no desrespeito
às leis de DEUS. A moralidade do médium refletirá diretamente em seu
desenvolvimento mediúnico. Uma vez moralmente incorreto, irá cercar-se de
espíritos da mesma faixa vibratória e esse fato irá trazer-lhe SÉRIOS
TRANSTORNOS em sua vida presente e futura.
Nunca aceite qualquer retribuição por trabalhos que realizar. Se
ocorrer um dia, de vir a ser presenteado por alguém, aceite o presente,
para não entristecer quem o presenteia por gratidão, em seguida, presenteie
aquele que necessitado está do objeto.
No tocante ao desrespeito às leis de DEUS, a moralidade do homem está a
essas leis diretamente ligada. O conceito de moral diverge de uma civilização
para outra, o que é imoral para uma civilização pode não ser em outra. Os
Umbandistas seguem a doutrina de Jesus Cristo (Oxalá na Umbanda), desta
forma o Evangelho Cristão é o Evangelho do Umbandista.
Jesus expulsou os vendilhões do Templo para deixar como exemplo, que
religião não é comércio. Esse exemplo de Jesus se transformou em lei. E a
lei uma vez desobedecida causa aumento pesado de Karma em seu infrator.
Não abuse da pouca liberdade que possui. Nossos Guias espirituais sempre nos
transmitem o seguinte ensinamento:
DEUS O OBRIGARÁ A CEIFAR AONDE ELE NUNCA
PLANTOU.
O ensinamento é claro; Deus não nos ensina o mal, porém uma vez
praticado o mal, colheremos o resultado de nossos atos através da lei de causa
e efeito e o seu consequente aumento da carga kármica.
É uma religião que tem como base o Evangelho e como Mentor Maior, o
CRISTO!
Trabalhos espirituais financeiramente cobrados - Não é Umbanda!
Matança (corte) de animais, sacrifício e uso de sangue - Não é Umbanda!
Assédio sexual e comportamento promíscuo - Não é Umbanda!
Falta de moral e desrespeito aos que procuram ajuda espiritual - Não é Umbanda!
Trabalhos de amarração e outros similares - Não é Umbanda!
Promessas de milagres e soluções materiais mirabolantes - Não é Umbanda!
Atalhos para evolução e iluminação sem reforma íntima - Não é Umbanda
Espetáculos e teatralizações como se fosse mediunidade – Não é Umbanda
Umbanda é a manifestação do espíritos para a caridade
Umbanda não faz milagre, faz Caridade
Umbanda é aprender com os mais evoluídos e ensinar aos menos evoluídos
Os Guias de Umbanda não resolvem seus problemas, eles lhes ensinam como
resolvê-los
Os Guias de Umbanda não se juntam a você contra aqueles que lhe fizeram
o mal, eles os ensinam como perdoá-los
Umbanda é Fé, Vida e Geração, Lei Divina, Conhecimento, Justiça, Amor e
Transformação Evolutiva. Umbanda é o UM, Único Deus, voltado para todos nós, a
sua BANDA, por meio de Sua Lei e Seus Prepostos. Médium de Umbanda é Sacerdote,
Professor e Médico da Alma sob as ordens de Jesus, pois Templo Umbandista é...
Quando falamos em Preto Velho, nos vem à mente
quatro palavras básicas: calma, sabedoria, humildade e caridade.
Voltando no tempo, durante o período colonial
brasileiro, as grandes potencias européias da época subjugaram e escravizaram negros
vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem
alma, apenas objetos de venda de trabalho.
Nesse mercado, os traficantes negreiros costumavam
se utilizar de maneiras diversas para conseguir arrebanhar sua “mercadoria”:
chegavam surpreendendo a todos na tribo, separavam, é claro, sempre os mais
jovens e fortes. Costumavam buscar os negros nas regiões Oeste, Centro-Oeste,
Nordeste e Sul da África. Trocavam por outras mercadorias, como espelhos, facas
e bebidas, os que eram cativos oriundos de tribos vencidas em guerra e trazendo
como escravos os que eram vencidos.
No Brasil, em principio os escravos negros
chegaram pelo Nordeste; mais tarde, também pelo Rio de Janeiro. Os primeiros a
chegarem foram os Bantos, Cabindos, Sudaneses, Iorubas, Minas e Malés.
Para a África, o trafico negreiro custou caro: em
quatro séculos foram escravizados e mortos cerca de 75 MILHÕES de pessoas,
basicamente a parte mais selecionada da população.
Esses negros, que foram brutalmente arrancados de
sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações,
trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas de açúcar da
colônia. O trabalho era tão árduo, que um negro escravo no Brasil não chegava a
durar dez anos.
Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não
serem trapos para se vestir e pão para comer, quando não eram terrivelmente
açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores.
Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando a reprodução, matando
feitores, capitães-do-mato e senhores de engenho.
O que restava ao negro africano escravo no Brasil
era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade,
protesto a reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a
única forma que tinham para extravasar e aliviar a dor da escravidão.
Mas, apesar de toda a revolta, havia também os que
se adaptavam mais facilmente à nova situação. Esses recebiam tratamento
diferenciado e exerciam tarefas como reprodutores, caldeireiros ou
carpinteiros. Também trabalhavam na Casa Grande, eram os chamados “escravos
domésticos”. Outros, ainda, conquistavam a alforria através de seus senhores ou
das leis (Sexagenário, Ventre Livre e Lei Áurea). Com isso, foram pouco a pouco
conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos Orixás e antepassados,
tornando-se referencia para mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África.
Assim, através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião.
ATUAÇÃO DOS PRETOS VELHOS
Esses são os Pretos Velhos da Umbanda, que em suas
giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a
caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando,
ensinando e educando, aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de
um caminho a trilhar.
Um Preto Velho representa a humildade, jamais
demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as atrocidades e
humilhações sofridas no passado. Pretos Velhos ajudam a todos, independente de
cor, sexo ou religião.
Em sua totalidade,não se pode afirmar que as
entidades que se apresentam nas giras são os mesmos Pretos Velhos escravos.
Muitos passaram por ciclos reencarnatórios e podem ter sido em suas vidas
anteriores médicos ou filósofos, ricos ou pobres, e, para cumprir sua missão
espiritual e ajudar aos necessitados, escolheram incorporar a forma de Pretos
Velhos. Outros, nem negros foram, mas também escolheram essa forma de
apresentação.
Muitos podem estar perguntando: “Mas então os Pretos
Velhos não Pretos Velhos?”. A explicação é simples: todo espírito que já
alcançou determinado grau de evolução tem a capacidade de descer sob qualquer
forma passada, pois é energia pura, a forma é apenas uma conseqüência da missão
que vem cumprir na Terra. Podem também, em locais diferentes, se apresentarem
como médicos, Caboclos ou até Exu, depende do trabalho a que vêm realizar. Em
alguns casos, se tiverem autorização, eles mesmos nos dizem quem são.
MENSAGENS DE PRETO VELHO
A principal característica de um Preto Velho é a
de conselheiro; para alguns, são como psicólogos, amigos e confidentes, para
outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas,
pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei.
A figura de um Preto Velho representa a paciência
e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a
sua principal mensagem.
Certas pessoa costumam procurar um Preto Velho
apenas para resolver problemas materiais, usando os trabalhos na Umbanda para
beneficio próprio, esquecendo de ajudar ao próximo. Quanto a isso, esses
maravilhosos Espíritos de Luz deixam sempre uma importante lição, a de que
essas pessoas, preocupadas apenas consigo próprias, são escravas do próprio
egoísmo, mas sempre procuram ajudá-las brincando de “pedir obrigações”. Mas em
meio a essas pessoas, sempre haverá os que podem ser aproveitados, que em pouco
tempo vestirão suas roupas brancas, descalçarão seus pés e farão parte dos
trabalhos de caridade do terreiro. Essa é a sabedoria do Preto Velho, saber
lapidar o que há de bom em cada um de nós.
Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que
buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém,
mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua
vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos
cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente,
aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu
sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os
acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento,
colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu
sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado,
aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca
seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de
graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá
encontrar seu caminho interior, a luz e Deus” (Pai Cipriano)
APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE
O termo “Velho, Vovô e Vovó, são usados para
mostrar sua experiência, pois, quando pensamos em alguém mais velho, entendemos
que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos passar e
historias para nos contar através de sua longa experiência. No mundo espiritual
isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto Velho é sempre o
conselho.
Suas vestes são bem simples e não necessitam de
muitos apetrechos para trabalhar, apenas da concentração e atenção de seu
médium durante a consulta. Costumam usar cachimbo, lenços, toalhas e algumas
vezes fumo de corda ou cigarro de palha.
Sua incorporação não necessita de dançar ou pular
muito. A vibração começa com um “peso” nas costas, fazendo com que o médium
incline o corpo para frente, sempre com os pés bem fixos no chão. Andam apenas
para as saudações ao Atabaque, Conga e Babalorixá. Atendem sentados praticando
sua caridade. Raras às vezes alguns mantêm-se em pé.
Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de
ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples. A maneira carregada com
que falam é para mostrar que são bastante antigos.
A Linha de Preto Velho possui suas características
gerais, mas cada médium tem uma coroa diferente, determinando as diferenças
entre os Pretos Velhos.
As diferenças ocorrem porque cada Preto Velho
trabalha em nome de um Orixá, utilizando a essência de cada força da natureza
em sua atividade. Essas diferenças são facilmente percebidas na forma de
incorporação.
Retirado da
Revista Espiritual de Umbanda (Edição Especial 1 Editora Escala) - Pesquisa e
texto: Virgínia Rodrigues
Referencias Bibliográficas:
- Portal
Guardiões da Luz
- Luz da
Fraternidade
- Revista USP
nº 28 – As Religiões Negras do Brasil
- As Religiões
Negras do Brasil
Vídeo em Homenagem aos Nossos Anjos de Aruanda, nossos Amanos Pretos e Pretas Velhas:
Salve os Pretos Velhos e Pretas Velhas no dia de Hoje! Salve as Almas! Adorei as Almas!
“Orai e vigiai“,
essas são as palavras que alguns de nós ouvimos com frequência.
A prece é uma forma
de meditação, e vigiar os próprios pensamentos, em busca de aproximar-se do ser
equilibrado, livre de qualquer sentimento oposto à Religião (orgulho,
preconceito, inveja, e etc.). Por que esses dois elementos são tão importantes?
Se nós, médiuns, somos o instrumento pelo qual os Orixás se comunicam com os
demais, nos encontramos na mesma posição da Igreja na Obra anteriormente
citada, o intermédio.
Ao ver deste mero
escritor, que vos dedica esse simplório texto, o médium deve ser como uma linha
de conexão sem interferências. Caso não medite sobre a sua condição e não vigie
os seus pensamentos, ele, consequentemente, tenderá a interferir na mensagem
enviada pelo Espírito de Luz. E quantas vezes não vimos este fato? O médium usa
de seu Orixá, um ser mensageiro, de luz esclarecedora e imparcialidade
absoluta, para fins mesquinhos, como forçar a vontade alheia através de uma,
suposta, sabida mensagem.
Dificilmente um
médium ficará TOTALMENTE inconsciente quando incorporado. O caso se assemelha a
água e óleo, que, colocados em um único copo, tem contato, tornando-se uma só
porção, contudo não se misturam!
Essa visão sobre o
objetivo do médium explica, ainda que de forma simplória, o verdadeiro motivo
do “por que estudar sobre umbanda”. A compreensão do Livro dos Espíritos é tão
importante como a do Livro dos Médiuns. A posição intermediária exige que o
médium seja presente como ferramenta e ausente como formador de opinião, pois
até mesmo a amizade entre o médium e a pessoa, que veio a esse em busca de uma
mensagem, pode alterar a real Matéria dita pelo Orixá, se não houver separação
entre os interesses do médium e o objetivo central da prática.
Mas o que é
necessário para a conduta imparcial do médium?
Acredito que não seja
estranha a prática de banhos de ervas (objeto já tratado por nós), acender
velas específicas (aos Orixás ou ao anjo de guarda) ou, ainda, a leitura de
livros indicados pela Casa de Caridade. Bem, esses são os principais fatores
para a conduta do médium. Mas como um simples banho, um acender de velas ou um
folhear de páginas refletem nas atitudes?
Alguns de nós já
fomos orientados sobre a necessidade de deixar os nossos problemas “da porta
para fora” das casas de orações. Essa simples frase tem um fundamento imenso. O
fato de não deixar que o seu cotidiano interfira na prática religiosa
contribui, diretamente, na qualidade da conexão que se tem com os guias
espirituais. Tal qual a preparação que se tem anteriormente ao trabalho,
propriamente dito.
É comum termos a
sensação, quando iniciantes, de ansiedade logo que acordamos e sabemos que é
dia de gira. Afinal, não é qualquer dia, você irá ter contato com os Orixás. A
forma com que o dia se procede é totalmente diferente dos demais, e de tempo em
tempo olhamos para o relógio. Chega-se em casa, toma-se um banho de ervas,
específicas para aquela Gira, coloca-se a roupa própria e se pega as guias
(missangas). Quando, finalmente, chegamos no local do culto, cumprimentamos
felizes, e, antes mesmo de começar o trabalho, fazemos uma oração. A abertura é
feita e logo se tem contato com os Orixás dos médiuns mais antigos. Uma
mensagem é dada e nos faz refletir, comparando-a com uma outra vista num livro
ou já comentada por outrem. A hora de incorporar chega e a cabeça vai à mil e
as sensações são diversas, principalmente no começo. A gira chega ao fim, mas
sabemos que tudo foi parte de uma grande experiência, e aguardamos a próxima,
mais uma vez, ansiosamente.
O que eu acabei de
descrever, acredito eu, foi vivenciado pela maioria dos médiuns, ainda que as
situações se limitassem à “semelhante”. Mas a pergunta ainda não foi
respondida: Como tudo isso pode influenciar? A preparação espiritual no dia,
descrito no parágrafo anterior, deixa o médium em estado neutro, pronto para
executar a sua função com harmonia com o meio, sem nenhuma carga negativa que o
impeça. O banho de ervas tem a função de equilibrar as energias, a vela
específica para o Orixá cultuado no dia gera uma conexão preliminar e os
ensinamentos cultivam a doutrina, tornando o médium hábil, mentalmente, para
conciliar e discernir suas próprias idéias as mensagens.
O banho, as velas e
os livros são fatores importantes sim, mas os sentimentos solidários estão
acima, são os elementos que refletem a conduta do médium. Um médium com
verdadeira vontade solidária, não permite a sobreposição da sua vontade a
mensagem do Guia, ainda que a verdadeira mensagem seja oposta aos seus
pensamentos, pois ele sabe que a Fonte age em prol do bem, e aquela pessoa que
veio a ele em busca do guia, acreditou na sua capacidade mediúnica de
transmitir a mensagem sem interferência alguma, como se, de fato, a
pessoa-médium não estivesse mais ali.
Hoje, como na época
do Padre Antônio Vieira, a obrigação de transmitir a mensagem está intrinsecamente
ligada à absorção do destinatário. Se o método deve atualizar-se na medida em
que a realidade muda, devemos nós, umbandistas, agir conjuntamente aos nossos
guias na medida das nossas funções. Porque nas diferenças entre as nossas e as
funções dos Orixás encontram-se o encaixe perfeito, que ao ver deste mero
palpiteiro, tornando possível a prática da verdadeira Umbanda.