Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

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A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Apego



O apego está relacionado ao agarrar-se. Agarrar algo é um ato superficial, não existencial.

Todos nós somos apegados à alguma coisa, entretanto sabemos o quanto sofremos quando temos que abrir mão daquilo que estamos apegados.

Saiba que o apego limita nossos verdadeiros desejos. Quando estamos apegados somos mesquinhos e egoístas e não estamos seguindo o fluxo da natureza.

A natureza é desapegada. Por exemplo, quando um pássaro bota um ovo, a mãe está presente até o momento em que seu filhote nasce, cresce e fica forte. Depois, o pequeno pássaro vai buscar o seu próprio caminho. A mãe não se apega ao filhote que agora já é um adulto.

Existem diversas formas de apego as quais podemos renunciar. Faça uma reflexão interna e perceba qual apego que existe hoje em sua vida e qual você já está disposto a deixar fluir.


Tipos de Apego

. Apego ao ego: está relacionado a idéias e pensamentos fixos, sendo que pessoas apegadas ao ego são menos compreensíveis e mais preconceituosas. Atividades junto a natureza propiciam uma quietude interna, onde observamos menos conflitos de egos. Por exemplo, se imagine em uma caminhada na trilha de uma floresta com outras pessoas. Geralmente, as pessoas estão mais interessadas nas paisagens, no clima, nos animais que poderão surgir, sentindo e curtindo o que a natureza tem de bom. Um outro exemplo acontece nos retiros espirituais: exigimos menos e somos exigidos menos também, portanto não há nada que precisa ser provado. Na vida cotidiana estamos sempre pensando em termos de "meu espaço", "meu tempo", "meu trabalho", "meus objetos", "meus amigos". Quando largamos tudo isso, podemos assim permitir que outros entrem em nossas vidas tornando-se mais próximos de nós mesmos.

. Apego à opiniões estreitas: ocorre quando o indivíduo está apegado à concepções que não funcionam. Pode ocorrer também quando a pessoa estabelece uma opinião fixa em relação à vida de outra pessoa. Por exemplo: quando o pai ou mãe exige que a sua filha siga uma carreira escolhida por um deles. Essas pessoas costumam projetar os seus desejos e opiniões em cima das outras pessoas, sendo que a última palavra deverá ser a dela, tornando a situação desagradável. Uma solução seria usar uma percepção meditativa, sem julgamentos, para abrir nossas mentes e fluir com as idéias - em vez de se fixar nelas.

. Apego ao princípio do prazer e da dor: podemos perceber esse apego em pessoas dependentes de bebidas, chocolates, vícios, romances que nunca dão certo, família etc. Para exemplificar este tipo de apego imaginem a seguinte cena: uma mulher é questionada se é feliz no casamento e dá a seguinte resposta: "Eu acho que sim, apesar do meu marido bater em mim e no meus filhos, ele é trabalhador, não deixa faltar nada em casa. Enfim, nunca parei para pensar nisso, estamos juntos há tanto tempo. Acho que acostumei com isso, não me vejo sem ele." Esse é um caso fictício, porém típico de apego ao sofrimento. Ficamos tão presos as rotinas familiares de relacionamentos dolorosos que nem sabemos mais como soltá-las e caminhar em outra direção, mesmo quando fica evidente que isto é o que nos convém.

. Apego à ritos e rituais vazios: ocorre quando as pessoas se agarram a dogmas vazios o tempo todo, não sendo capazes de abrirem suas mentes e pensar por si mesmos porque acreditam em alguma coisa, simplesmente porque foi dito por alguma autoridade ou porque está escrito em um livro.

. Apego à visão limitada e míope: que só é capaz de enxergar a partir de um único ponto de vista: quando expandimos nossa auto-percepção, passamos a ver, ouvir e sentir a partir de um outro ponto de vista, mais amplo. Podemos sentir a fragrância divina ou intuirmos uma presença impalpável, porém autêntica. Ao nos sentirmos compelidos a aprender e amar, precisamos olhar com mais profundidade para as complexidades de nossas experiências, com todos os seus diversos níveis interligados, dimensões variadas e múltiplas formas de existência.


Autor: Elaine Lilli Fong
Fonte: Despertando na Luz

domingo, 26 de junho de 2011

Refletindo Com O Preto Velho



Vou contar-lhes uma pequena estória para auxiliar-vos na reflexão que quero passar.

Refletir é olhar para dentro de Si, sem julgamentos, sem culpa, sem auto-condenação... Mas com sinceridade, indulgência e tolerância. Perceber no seu mundo Interior aquilo que ainda contribui para que você ainda recaia nos mesmos erros.

Então, meus Filhos, Reflitam! Reflitam!

Era uma vez dois vizinhos, vamos chamá-los de João e Lourenço, tendo suas casas separadas por uma pequena cerca.

João vivia a cuidar do jardim de sua casa. Jardim que se mostrava sempre multicolorido com as mais belas flores. Eram margaridas, rosas, girassóis... Os pássaros, as abelhas, insetos eram presenças constantes. Ali sempre se via João a regar as flores, retirando ervas-daninhas... Enfim, cuidando do seu jardim.

Na casa de Lourenço não se percebia a mesma coisa. Seu quintal era tomado por um matagal, as flores não sobreviviam, pois não podiam competir com a variedade de ervas-daninhas. Lourenço não se importava e não se dispunha a tirar um tempo para cuidar de seu quintal.

João começou a se preocupar com aquilo e decidiu chamar a atenção de Lourenço. Não suportava ver aquele quintal tomado pelo mato e seu vizinho não fazer nada. No fundo não admitia que essa era a escolha de Lourenço.

Deixou suas flores e foi até a cerca e ficava horas tentando convencer Lourenço a ter mais zelo com sua casa, seu quintal. Passaram os dias e ele ali insistindo, tentando convencer Lourenço que não dava ouvidos, achando-o um chato.

Quando João desistiu de tenta convencer seu vizinho, levou um grande susto ao voltar-se para seu próprio quintal, pois este tinha sido tomado pelo mato e ervas-daninhas, sufocado as flores que morreram todas. Seu quintal tornou-se pior do que do seu vizinho.

Enquanto perdia tempo preocupado com o quintal do outro, tentando ajudar quem não lhe pediu ajuda, esquecia de olhar e cuidar do seu próprio jardim.

Não podemos inverter nossos papéis. Se João continuasse com amor e dedicação a cuidar de seu jardim, chegaria o dia em que a harmonia dele seria tão grande que tocaria seu vizinho ao ponto deste vir lhe pedir ajuda para harmonizar seu. Mas, o que aconteceu, é que João, o vizinho cuidadoso, mas descuidado, foi envolvido pela desarmonia de Lourenço, pensando que estava ajudando-o.

Meus Filhos, quanto mais cuidamos e iluminamos nossa Vida, mais tocaremos os outros, que nos buscarão no momento oportuno.

Quando preocupam com a vida dos outros, passam a querer que o outro viva como vocês gostariam, muitas vezes até vivem a vida dos outros e esquecem de viverem vossas próprias Vidas, sufocando assim, vossa própria Luz.

Busquem ocupar-se com vossas Vidas. Busquem Viver vossas vidas, essa é a melhor ajuda que vocês podem dar aos outros.

Quero enfatizar para aqueles que buscam vivenciar a espiritualidade. Ouçam: se o outro não está vivenciando sua Espiritualidade como você acha que é o correto, da forma como ele está aprendendo...Deixe-o, essa é a vida dele, a escolha dele. A Luz não escolhe, mas separa aqueles que já fizeram suas escolhas.

Se parares para observar e julgar a forma do outro conduzir sua espiritualidade, estarás esquecendo de viver e cuidar da sua.

Espero que todos possam me compreender, pois se venho falar, é por AMOR, SIMPLESMENTE POR AMOR.

Reflitam, meus Filhos! Reflitam!

Que a Luz do Cristo e da Virgem Maria iluminem vossas mentes e vossos corações!

Pai Tomé, por Claudiney Rosa.

sábado, 25 de junho de 2011

A Lei do Carma


A palavra CARMA origina-se dos escritos esotéricos Upanichades e, e surgiu aproximadamente nos confins do século VII A.C., na Índia.

Espiritualmente significa a Lei da Retribuição, de Causa e Efeito, Ação e Reação.

O homem imagina e cria as causas, e o carma ajusta os efeitos, para restabelecer o equilíbrio. Desta forma o Carma está intimamente ligado ao livre-arbítrio, pois se somos livres para agirmos, bem ou mal, teremos que arcar com as conseqüências de nossos atos.

O Carma pode ser individual, familiar ou coletivo, e é a forma pelo qual o espírito escolhe, antes de reencarnar, as provas por que há de passar na Terra com o intuito de elevar-se espiritualmente, reparando as faltas cometidas contra si e contra seu próximo.

Todos os infratores das Leis Divinas precisam recapitular suas experiências em que fracassaram, além de assumir outras, para repararem com a dor e com as boas ações, os efeitos do mal cometido.

Não que Deus imponha o sofrimento ao espírito, mas este, ao ver e reconhecer, através da consciência, os seus erros, sofre e busca, nas provações de uma nova existência, o caminho para a perfeição.

O Carma individual, ou Egocarma, está relacionado com a vida íntima das pessoas (com o corpo físico, o trabalho, ou doença). Podemos exemplificá-lo através de doenças degenerativas como o câncer, que constitui-se numa provação para o indivíduo que em vida passada fez mau uso de seu corpo físico, excedendo-se em vícios e paixões mundanas, distanciando-se das leis naturais, prejudicando o seu perispírito.

Já o Carma Familiar ou Grupo Carma, é aquele que atinge a família e os amigos. São espíritos ligados a um mesmo corpo de prova sofrendo resgates semelhantes. Por exemplo, um filho que desencarna na flor da idade constitui dura prova para os familiares, que terão que se unir e com resignação e fé, suportar a dor da perda.

O Carma coletivo ou policarma, é um carma mais amplo, ligado à comunidade a qual o indivíduo pertence, a cidade, o País, ou até ao planeta. Na colonização das Américas os povos primitivos que aqui viviam foram explorados e dizimados pelo homem branco. Seus pertences,suas terras, sua liberdade, sua vida foram espoliadas. Sem o habitat natural, eles reencarnaram entre nós. Inadaptados para as disciplinas da civilização, não vacilam em agredir e matar para atender suas necessidades, impondo-nos assim um carma coletivo.

É comum, nos dias de hoje, ouvirmos nos meios de comunicação, acidentes com ônibus, aviões e navios, onde uma parcela dos passageiros é atingida e desencarna, e outras não. Dizemos então que era a hora de uns desencarnarem e do outros não.

O que acontece é que para muitos realmente era o momento de deixarem a terra, mas para outros constitui, no entanto, um acidente cármico de percurso, ou seja, foram atingidos por fatores que embora ligados ao egocarma, estavam ligados ao policarma ou carma coletivo.

Devemos ter em mente, que a apenas os fatos principais de nossa existência são previstos; os acontecimentos secundários se originam das circunstâncias e das conseqüências de nossas ações, para que possamos assim, exercer o livre arbítrio. Por isso, não devemos relacionar tudo o que nos acontece a conta de provações cármicas.

O objetivo de nossa existência é o crescimento de nossas potencialidades, o amadurecimento de nossos sentimentos de amor, desprendimento, amizade, justiça, aliados à razão e a inteligência.

Temos uma missão a cumprir; quanto maior for a nossa missão, menor a provação, menos reencarnações teremos. Se nossa missão for igual ou menor que a provação, mais reencarnações terem nossa consciência, conduzindo-nos ao caminho do bem.

O carma antes de ser o mediador de nossas ações negativas é a oportunidade de reajuste e do fortalecimento de nossas ligações afetivas, unindo o pai com o filho, aproximando irmão com irmão, o indivíduo com a família, restabelecendo a harmonia entre os entes, sob o comando da justiça infinita de Deus.

“A semeadura é livre, a colheita obrigatória”


(Pesquisa e estudo sobre Carma)



“Carma é Evolução Espiritual... Carma não se discute, Carma se aceita e vive, pois você pediu, ou melhor implorou por essa chance...”
                                                                                              (Vô Moisés do Oriente)


Paz, Vida e Sabedoria a todos os Irmãos de Fé,


A melhor maneira de evoluir espiritualmente induvidavelmente é através do estudo constante e dos bons atos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Hoje é Dia de Xangô - São João Batista - Dia 24 de Junho


São João Batista - Patrono Espiritual e Comando dos povos do Oriente. Apóstolos, Profetas, Iniciados, Ascetas, Pastores, Anacoretas, Kabalistas, Santos, Instrutores e Peregrinos. Sucessor imediato messiânico, também em sua última fase encarnatória na Terra, conforme está nos Evangelhos (Matheus 16, Vers. 9-13).

O círculo dos Messias termina num ternário que fecha no vértice (três vezes nascidos), conforme a Lei de Evolução inevitável. Portanto, é o sucessor de Jesus. Sua cor característica - Rosa - corresponde ao rosa da alvorada, figura a imagem perfeita que se relaciona com os povos orientais, o sol que nasce e descreve sua parábola do Oriente para o Ocidente, onde nasceram, lutaram e morreram pela Humanidade os nossos antecessores e, afinal, onde nasceu o Cristianismo fundado por Jesus.

É festejado o seu aniversário no dia 24 de Junho. Primo irmão de Jesus, conhecido como o "Solitário do Deserto" ou "O Mergulhador" como chamavam os povos de seu tempo, por causa da água do Rio Jordão posta na cabeça, que caracterizava o Batismo Simbólico. Encarregado pelo Divino Mestre, cumpriu sua última missão mêssianica nos deixando a UMBANDA ECLÉTICA MAIOR...



Kaô Kabecilê, Xangô!!!

Axé a todos Irmãos de Fé

Emidio de Ogum

Fonte: http://espadadeogum.blogspot.com Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Transição Planetária: A Caridade e a Salvação



Estamos vivendo atualmente, como já exposto em diversos textos aqui do blog, o período conhecido como Transição Planetária, onde a Terra deixará de ser mundo expiatório, onde encarnam espíritos em expiação e provação de atitudes anti-fraternas cometidas durante várias encarnações, e passará a ser um mundo regenerador aonde venham a reencarnar somente espíritos com pelo menos o desejo sincero de tentar colocar em prática o evangelho de amor, lei áurea de todas as religiões do planeta.

A Transição Planetária é acompanhada pelo exílio planetário, onde uma parcela grande da população de espíritos do planeta Terra, que ainda insiste em praticar atitudes anti-fraternas, ainda muita presa ao materialismo, ao desejo de poder e dominação do seu semelhante e, sobretudo, sem o menor interesse em buscar uma reforma moral e íntima de atitudes, será apartada do planeta e reiniciará o seu ciclo evolutivo em mundos compatíveis com o estágio expiatório, que esses espíritos exilados insistiram em permanecer sintonizados vibratoriamente, muitas vezes a vários e vários milênios e já tendo passado por outros exílios semelhantes nos últimos milênios.

Em virtude desse perfil psicológico dos futuros exilados, que abrange cerca de 2 terços de toda a população de espíritos encarnados e desencarnados da Terra, a Alta Espiritualidade buscou e busca métodos para tentar despertar, mesmo que na última oportunidade (encarnação) antes do ápice dos eventos do exílio planetário (já programado desde o VT com Daniel para o ano de 2036) os espíritos recalcitrantes nos mesmos erros milenares, mas que demonstram ainda alguma chance de escolherem praticar o caminho do amor e da melhoria moral.
Entre esses métodos, a Alta Espiritualidade escolheu as profecias. Da mesma forma que a maioria das pessoas só desperta para a reflexão dos próprios erros, dos próprios vícios morais através da lei retificadora do karma, igualmente muitas pessoas passam a questionar o rumo da sua atual existência quando observam intensas mudanças em todo o planeta, com profecias se cumprindo e profecias prevendo uma gama ainda maior de mudanças. Não apenas as tragédias da natureza em escala global que estão ocorrendo de forma acentuada, como a previsão de futuros eventos ainda mais devastadores, têm o mesmo efeito da própria tragédia em si: causar reflexão na humanidade, sobre o futuro que se aproxima. Espíritos de elevada moral e com grande mediunidade foram os profetas que deixaram em relatos as visões obtidas nos arquivos do invisível, o Akasha, em diversas religiões, em diversas partes do mundo, como um alerta para impulsionar a humanidade nos tempos finais que precedessem o ápice do exílio, a repensar o rumo de suas vidas, impactadas pela gama de eventos devastadores e pelo cumprimento das próprias profecias em si, testificando que muitas outras ainda viriam e virão a se cumprir.

Da mesma forma que uma doença não visa punir aquele que colhe os sofrimentos que plantou a outrem no passado, as catástrofes ocorridas e anunciadas nas profecias não visam causar desespero ou histeria, mas sim a reflexão mediante o intenso impacto psicológico, quando o espírito é motivado a buscar a ajuda e os esclarecimentos para aliviar a sua dor, num caminho inevitável, onde mais cedo ou mais tarde, é levado à reforma moral de atitudes.

Esse esclarecimento passa inevitavelmente pelo entendimento da lei do karma, da lei da reencarnação, mas sobretudo o entendimento da CARIDADE.

Temos então duas questões importantes para reflexão: o que é a caridade e o que é a salvação?

A salvação: tema muito debatido entre católicos, espíritas e protestantes, presume a existência de um perigo, visto que se é necessária uma salvação é necessário se salvar de algo, no caso algo doloroso, perigoso. Esse “algo” é justamente o exílio planetário. Jesus usou de uma linguagem figurada pra descrever o lugar onde os “condenados” ou "ímpios" que não fossem salvos teriam que ir: “um lugar de dor e ranger de dentes, um fogo eterno”. Ora, a própria Bíblia é clara em definir “fogo” como “provação”, quando diz em Marcos que “todo homem será salgado no fogo da provação”(Marcos 9:49) ou em Pedro: “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária”. (1Pedro 4:12). O “fogo eterno” descrito por Jesus é justamente as provações sem fim pelas quais os exilados terão que passar, pois enquanto permaneceram na condição de espíritos atrasados e recalcitrantes, se recusando a investir na reforma moral, ficarão eternamente vivendo as provações características dos mundos expiatórios.

Então qual seria o caminho para a salvação? Novamente a Bíblia explica. E dito na Bíblia: “Quem crer e for batizado, será salvo” (Marcos 16:16). Temos aqui dois pontos interessantes: crer em Jesus pressupõe que eu terei de praticar seus dois maiores ensinamentos para assim demonstrar crença, pois Jesus foi claro ao dizer:

"Mestre, qual o mandamento maior da lei?" - Jesus respondeu: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos."(Mateus 22:34-40)

O Mestre disse: terá que amar a Deus e ao próximo, ou seja, pra crer nele o mínimo que se deve fazer é se esforçar para praticar esses ensinamentos que resumem a lei de amor trazida por Jesus.

E o que significa “ser batizado”? Para muitas religiões o referido versículo fala do batismo das águas, mas aqui não é dito qual batismo de forma específica, sendo que na Bíblia temos 3 batismos: o do arrependimento (nas águas), o do fogo (as provações) e o do Espírito Santo (dar os frutos do Espírito). Ou seja, fica claro que o batismo da salvação não é apenas o do arrependimento mas também o do Espírito Santo:

"o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade brandura, temperança. Pois OS QUE SÃO DE JESUS CRISTO crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito" (Gálatas 5: 22-25)

Inclusive a própria Bíblia deixa claro que o batismo do Espírito Santo vem depois do batismo do arrependimento nas águas:

“porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias”. (Atos dos Apóstolos 1:5)

“Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé? Responderam-lhe: Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo! Então em que batismo fostes batizados? perguntou Paulo. Disseram: No batismo de João. Paulo então replicou: João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus” ( Atos dos Apóstolos 19:2-4)

Fica claro o caminho tríplice do batismo: a provação, o arrependimento e os frutos do Espírito, ou seja, a prática dos ensinamentos sintetizados nas duas leis trazidas por Jesus. E qual palavra melhor sintetiza o ato de amar, o amarás teu próximo como a ti mesmo? Essa palavra que no grego aparece como “amor ágape” foi traduzida pelas versões bíblicas mais fiéis, como a Bíblia de Jerusalém como CARIDADE.

“Ora, o fim (objetivo) do mandamento é a caridade” (1Timóteo 1:5)

“Estar circuncidado ou incircunciso de nada vale em Cristo Jesus, mas sim a fé que opera pela caridade.” (Gálatas 5:6)

“A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei”. (Romanos 13:10)

“Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados”. (1Pedro 4:8)

"Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade." (I Cor 13:13)

Fica evidente que a salvação do exílio e o direito a herdar o reino de Deus na Terra após o exílio planetário será para os que buscarem praticar o amor ao próximo, ação (obra) que se resume na palavra caridade. Mas como exercer a caridade? A caridade, o ato de amar ao próximo engloba uma série de atitudes: a paciência, a humildade, a fraternidade, a misericórdia, a brandura entre tantas outras atitudes que muitas vezes negligenciamos ao longo do dia. O exercício da caridade é uma mudança de hábitos, um treino gradual, um esforço diário para buscar que aquela determinada atitude floresça dentro de nós e assim a atitude antiga, contrária a atitude caridosa, vá gradativamente desaparecendo. É um exercício acima de tudo de vigilância, daí a importância do orar e vigiar ensinado por Jesus, pois a oração é o mecanismo pelo qual estabelecemos a sintonia com a essência divina, essência essa presente em cada um de nós, a voz da consciência que nos impulsiona para o caminho da boa obra.

Desde quando acordamos, assim como fazemos o café da manhã alimentando o corpo físico , é importante fazer a conexão com a essência divina através da prece e da oração, alimentando a alma com boas vibrações, pois como diz a Bíblia “cada um de nós é templo de Deus e seu Espírito habita em cada um de nós”. Esse esforço de orar e vigiar, estabelecendo sintonia com Deus através da essência divina que habita em cada um de nós, é inclusive um ato de caridade com nós mesmos, pois vai evitar que cultivemos dívidas kármicas que inevitavelmente teríamos que colher em virtude de um ato contrário ao caminho da caridade.

A mudança de hábitos negativos para que se estabeleça o caminho da caridade, o esforço diário na melhoria das atitudes é exatamente a reforma moral, a reforma íntima.

Tantos os eventos espantosos que temos presenciado na atual transição planetária como as profecias que apontam para mais eventos dessa ordem nada mais são do que mecanismos motivadores, de grande impacto psicológico, que visam impulsionar a reflexão da população mundial para novos e melhores hábitos, motivando um ser humano mais fraterno na prática da caridade. É o esforço na prática da caridade que salvará um terço dos espíritos que vivem na Terra (encarnados e desencarnados), fazendo com que esses espíritos herdem o reino de Deus, simbolizado na figura da “Nova Jerusalém”

João descreve no Apocalipse o Reino de Deus como a Nova Jerusalém que desce dos céus, o que nada mais é do que uma alegoria para explicar o início da era de Regeneração após o exílio planetário (Ápice da Tribulação).

“Eu vi um novo céu e uma nova terra. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém que de Deus descia do céu. Nela não entrará quem pratique abominações e mentiras” (Apocalipse 21:1,2,27)

As abominações aqui descritas nada mais são do que as obras (ações) da carne (materialismo) assim relatadas por Paulo em Gálatas:

"Ora, as obras da carne são estas: fornicação,  libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ódio, ambição, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!" (Gálatas 5:19-21)

“Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado” (1 Timóteo 6:10-12)

Fonte: http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/
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A Maior de todas as Luzes é a do Amor Incondicional da Caridade, da Misericórdia Sincera do Coração.

Denis Sant’Ana .’. \|/ سلام

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

“Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos…”

W. Shakespeare.

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a uma melhor saúde mental e à felicidade”

Dalai Lama.

Luz Crística

Obras Básicas - Pentateuco do Espiritismo

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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