Quando
adentramos no mundo da Umbanda, aos poucos entendemos como funciona os dons
mediúnicos que se manifestam em nossa religião. É conhecido por todos algumas
das mais “populares” mediunidades que dentro da Umbanda podemos destacar:
Incorporação, Clarividência, Audiovidência, Intuição, Psicografia, entre
outras.
Ao
exercer essas mediunidades dentro de um Templo de Umbanda, estamos entrando em
contato com Deus, nossos Orixás, e Guias Espirituais, e por muitas vezes,
sentimos e vemos a cura ou a ajuda dada a aquele que vem buscá-la através de
nós médiuns, porém alguns se esquecem que somos instrumentos e não donos de um
poder mágico.
No
decorrer do desenvolvimento dos dons mediúnicos, percebemos que muitos médiuns
se envolvem em alguns sentimentos que atrapalham, paralisam e até
momentaneamente cessam a sua mediunidade, como é o caso da inveja, da soberba,
do ciúmes, entre outros.
Infelizmente
existem alguns irmãos que estão mais preocupados com a mediunidade alheia do
que a sua, ficam espiando se o guia alheio faz mais milagres que o “seu”, se é
mais poderoso que o seu, e de tudo faz para mostrar que seu guia pode mais, que
é o maioral. Alguns outros irmãos se sentem os donos da verdade e do poder, a
ponto de sentirem-se superiores a outros irmãos de corrente, assim se portando
com orgulho, vaidade e dono do julgamento do que é certo ou errado.
Dentro
desses dois casos, podemos ver pessoas que dia a mais ou dia a menos, irão se
perder em sua mediunidade. Sabemos que a evolução de nossa mediunidade e de sua
abertura, depende sim de nosso comportamento, de nossa conduta e merecimento, e
o quanto mais estivermos equilibrados, vibrando bons pensamentos e boas
energias, estaremos sendo bons instrumentos de Deus.
Somos
um canal, um meio, e sabendo disso, com o acumulo de brigas, vaidade, inveja,
estaremos diminuindo o tamanho deste canal e a “mensagem” a ser transmitida
para ajuda, começa a ficar precária e dual, a ponto de interferências do
próprio médium em questão.
Não
estou dizendo que devemos ser santos, ou pessoas perfeitas, mas sim médiuns de
Umbanda, convictos de sua missão, valores e postura dentro de um Templo que é
sagrado.
Devemos
sim nos observarmos, nos analisarmos, mas não de uma maneira cruel, e sim de
uma maneira segura e equilibrada e acima de tudo racional.
Aos
médiuns que se perderam dentro desses sentimentos, e suas mediunidades
começaram a “falhar” e tida como duvidosa ao longo do tempo, este é o momento
de reflexão, de meditação e principalmente de recomeço, pois nada está perdido
e todos nós estamos buscando a evolução, não importando o tempo que isso levar.
